O LEITOR ESCREVE
Bandeiras hasteadas
Nada une mais os brasileiros do que a Seleção. A gente até esquece dos problemas do dia-a-dia. Mas logo termina o clima de Copa do Mundo e a vida volta ao normal. E os nossos velhos problemas voltam a incomodar. Isso porque não torcemos para o Brasil com a mesma garra com que torcemos para o Brasil selecionado de futebol. Se o fizéssemos, iríamos superar em pouco tempo problemas que parecem crônicos, como o desemprego, a seca no Nordeste, a má distribuição da renda, a precariedade do ensino básico e outros problemas.
Muitas pessoas perdem precioso tempo falando mal do governo, da globalização, dos concorrentes, e deixam de aproveitar as imensas oportunidades que este país maravilhoso oferece. Alguns até acreditam que seus destinos dependem exclusivamente das autoridades. Temos que nos convencer de que somos uma célula viva do organismo da sociedade e temos uma parcela de responsabilidade do que acontece. Além do mais, temos muitos motivos para sermos otimistas.
Temos nossos potenciais agrícola, turístico, energético e industrial, subsolo rico, a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo. Acima de tudo, nosso potencial humano. É preciso acreditar e valorizar o que é nosso. Mantenhamos as bandeiras hasteadas, independente do resultado da Copa. Continuemos torcendo pelo Brasil Total. Temos certeza de que ele será o grande campeão.
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Direito à vida
É insustentável a situação do nosso país, que leva milhares de pais de família a não suportar o choro de seus filhos. Choram não porque foram disciplinados ou caíram e se machucaram, mas sim de fome. Neste sentido devemos compreender que saquear não é destruir o patrimônio alheio, mas garantir o seu direito à vida. Nossa Constituição nos garante o direito à dignidade, mas na prática esse direito é negado por um sistema neoliberal que privilegia o capital em detrimento do ser humano.
Não temos que rechaçar as pessoas que estão saqueando para matar a fome, mas sim tomar consciência de que somos uma nação e que o problema do outro me afeta e muito. A solidariedade deveria ser a marca registrada da nossa sociedade, mas infelizmente muitos detêm pouco enquanto uns poucos detêm milhões em suas mãos e não percebem que o que têm é fruto do sangue de muita gente.
- VICENTE E. R. MARÇAL, Corumbá (MT)
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Colégio público
Muita gente diz que faltam escolas públicas e as que temos são de má qualidade, não têm boas bibliotecas, laboratórios; funcionários e professores são mal pagos, não existem boas condições de ensino. A população culpa e critica o governo pelo fato de os colégios públicos não conseguirem competir com os particulares. Enfim, culpam o governo pelo sucateamento do ensino público. Será que tudo que acontece na rede pública de ensino é consequência do governo? Carteiras quebradas, livros rasgados, paredes rabiscadas, portas e fechaduras destruídas, enfim, todo estrago não é só culpa governamental.
Para que possamos exigir do governo melhores condições no ensino devemos tomar consciência e começar fazer a nossa parte, pagando os impostos, contribuindo na conservação dos nossos colégios, levar a sério a existência do ensino público, pois também temos parcela de culpa. Tudo isso passa pela conscientização de cidadania.
- ELIEZER ALVES FLORENTINO, Londrina
Pedágio
Já vimos diversos motivos que levam o povo paranaense a não pagar o pedágio, desde pista única, bitributação, direito de ir e vir etc. O que queremos é que realmente o governo se sensibilize com as reclamações. Não concordamos em pagar mais este tributo. Queremos uma outra alternativa, outra solução para andarmos em estrada conservada e segura. Isto é dever do Estado e não da iniciativa privada. Gostaríamos de saber a opinião dos outros candidatos ao Palácio Iguaçu a respeito do pedágio. Só assim teremos certeza em quem votar no dia 4 de outubro. Esse Anel da Integração, o grande benefício concedido ao povo norte-paranaense, para nós é um ‘‘presente de grego’’.
- AGNALDO B. NUNES, Cornélio Procópio
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Memória fotográfica
Primeiro o japonês, agora o alemão. Londrina é um manancial para quem quer idéias. Terra fértil de cultura. Do café ao cinema. Viva a Pequena Londres. Vamos fazer destas histórias a fama da cidade empreendedora. Onde estão as empresas-cidadãs? Londrina precisa receber um pouco de volta daquilo tudo que já deu. A cidade é forte na economia e na cultura. Na tradição de levar adiante sonhos que um dia se transformam em realidade. Exemplos para o mundo globalizado da cidade fértil.
- ROBINSON BORBA, São Paulo
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Agradecimento
A nova diretoria do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Paraná (Sinapro) está muito feliz com o apoio que a Folha está dando à sua campanha de valorização da atividade de comunicação no Paraná. Estamos juntos numa caminhada que, temos certeza, vai nos conduzir a muitas conquistas comuns e que vão dignificar o nosso trabalho.
- J.D. RODRIGUES, presidente do Sinapro, Curitiba
Correção
Por problemas técnicos ocorridos no dia 12, a Folha Economia publicou este mês, na página 3, índices incorretos de inflação e de recolhimento previdenciário. Os leitores que fizeram cálculos a partir de dados colhidos após esse dia devem verificar as suas contas. As tabelas já foram corrigidas.
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