O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Cheque sem fundos
É necessário uma lei que estabeleça a responsabilidade do banco sobre os cheques sem fundos. O que se comenta é que a maioria deles, na busca de mais recursos (venda de talões de cheque e outras taxas) permite que pessoas e empresas sem condições abram conta com pequenos valores, o que sinaliza provável emissão de cheques frios.
É cômodo ao banco simplesmente carimbar o cheque e devolver. O comerciante, dependendo do valor do cheque, não tem como executar o emitente, pois o custo da execução é, na maioria das vezes, superior ao valor do cheque. Providência simples seria a menção da data da abertura da conta, como alguns já fazem. Isso facilitaria a análise do risco. O banco também poderia manter um setor de informações rápidas sobre o comportamento do correntista. Ao contrário, quase sempre negam informações.
Os bancos devem colaborar com o comércio, que é compulsoriamente seu cliente. O comércio não pode continuar arcando com prejuízos que têm origem na seleção pouco criteriosa dos bancos em relação aos seus clientes.
- IGARASSU LOUZADA, presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região)
Marginalidade
No editorial do dia 23, a Folha solicita ao poder público, através de análise clara e objetiva, mais policiamento para o Paraná. De fato, a violência tem aumentado de forma assustadora em Curitiba. Tem-se a nítida impressão de que a cidade está entregue a marginais.
Um dos fatores determinantes disso é a falta de policiamento preventivo eficaz. A Polícia Civil está em grande desvantagem com um quadro reduzido, mal aparelhada e com salários aviltantes. A proliferação dos bares também é um problema. Junto com a bebida, podem se disseminar as drogas.
Como delegado regional do Ministério da Educação e do Desporto no Paraná, e como cidadão, expus a um assessor do diretor da Polícia Civil as minhas preocupações, falando-lhe a respeito dos programas do ministério em benefício e amparo às crianças. Um dos programas, próximos, é a informatização de todas as escolas públicas com mais de 25O alunos. Essas ações, aliadas aos programas em parceria com o Estado e com o município, são referenciais para afastar o adolescente da marginalidade.
- ALTEVIR ROCHA DE ANDRADE, Curitiba
Pedágio e telefone
Cumprimento o brilhante jornalista Walmor Maccarini por seu oportuno artigo da última semana, sobre o pedágio no Paraná. Concordamos com o raciocínio. Precisamos realmente de rodovias seguras e de serviços assistenciais de primeira linha, que os governos federais e estaduais deveriam oferecer como recíproca justa pelo que contribuímos. Mas sempre frustram nossos sonhos e deixam a desejar, como na semana passada, quando o presidente Fernando Henrique sancionou a Lei da Frota Verde, ressuscitando o Proálcool. Mas ele vetou o artigo que estabelecia o benefício da compra de veículos a álcool para os representantes comerciais, com incentivos fiscais, a exemplo do que já ocorre com os taxistas.
Concordamos com a cobrança do pedágio porque é justo pagar para chegar-se aos benefícios. Mas não dessa forma. Vamos ser justos e coerentes, pois com tarifas sustentáveis haveremos de dar condições para que as concessionárias possam realizar obras e serviços que a sociedade requer.
- HERCÍLIO FIGUEIREDO DAS CANDEIAS, presidente da Associação dos Representantes Comerciais de Arapongas
Basquete
Estamos bestificadas com a idéia do governador Jaime Lerner de estabelecer em Curitiba um centro de excelência cuja responsável será Hortência, rainha do basquete. Realmente será uma ação absurda se isso acontecer, porque a cidade de Londrina foi uma das primeiras do Paraná (bem antes de Curitiba) a abrir os braços para o basquete profissional, sendo assim benemerente por sua originalidade e conquistando admiradores do basquete local.
Londrina merecia ter a honra de ter como cidadã Hortência, e acima de tudo trabalhando para que o basquete progrida ainda mais no Norte do Paraná. Como já possui alguns times profissionais de nível nacional, o apoio seria merecido e bem-vindo. Deixamos um ponto de interrogação sobre a atitude do governador Lerner.
- ALINE ZAMBONI e MICHELLE ALIGLERI
([email protected])
Privatização e demissão!
Em 16 de abril, a Folha publicou carta em que eu começava dizendo: Sou funcionário da Telepar há pouco mais de 12 anos. Hoje poderia começá-la com: Fui funcionário da Telepar por pouco mais de 12 anos. Fui demitido por emitir a minha opinião num país democrático como o Brasil, amparado pelo artigo V da Constituição Federal. Só que não existe democracia dentro da Telepar.
Na minha rescisão, por mais paradoxal que possa parecer, está escrito: demissão sem justa causa. Mas, motivada pela publicação. Eles disseram ser inverídica a minha afirmativa de que gerentes e diretores da empresa receberam aumentos diferenciados em relação aos demais funcionários.
A lembrança dos aumentos voluntários por parte da empresa me dá até arrepios: era aquela caixa-preta, indevassável aos olhos dos pobres funcionários, que quando recebiam alguma coisa ainda deviam ficar quietos. No outro extremo, os gerentes e diretores banqueteavam-se com vários níveis salariais de aumento.
Pode-se pesquisar nos anais da Telepar, a evolução da gratificação por função paga a gerentes e diretores, de 1986 a 1998 e, também, a gratificação por função mantida para gerentes e diretores que exerceram outrora estes cargos e recebem proporcionalmente.
- JOSÉ LUIZ MOREIRA FREIRE, Goioerê
([email protected])
Agradecimento
Agradeço à Redação da Folha , que tão prontamente atendeu a minha solicitação telefônica, comparecendo à rua Visconde do Rio Branco, 1.687, onde efetuou a reportagem Buraco na calçada complica a vida de morador, na edição do último dia 20, cujos efeitos positivos foram imediatos. Agora, a nova empreiteira Humberto A. Carcereri Cia. Ltda executou um excelente serviço sanando desta forma, as obras anteriormente feitas, pela empreiteira Vicinal.
- WILSON LUIZ KANIAK, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





