O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Banestado
Contesto declarações dos leitores Jeferson O.S. Lugten, de Porto Velho, e Paulo R. Teixeira, de Londrina. Sou funcionário aposentado e prestei serviço no Banestado por mais de 30 anos, em diversas agências, de contínuo a gerente, e nossas atenções eram e estavam voltadas para o bom atendimento à clientela. Desde a década de 60 éramos convocados periodicamente para participar de cursos, com a finalidade de acompanhar os novos desafios da tecnologia moderna, aprimorando nossos conhecimentos.
Sobre reclamações de ineficiência no atendimento, acredito tratar-se de casos isolados, pois sempre ocorrem falhas no setor de recursos humanos, não só no Banestado. Não se pode generalizar. Os reclamantes devem experimentar trabalhar com grandes bancos privados, que hoje só se interessam por meia dúzia de clientes, fartos de recursos. Sobre filas, as pessoas já se tocaram nas que se formam em bancos particulares, que mantêm minoria de funcionários para atendimento? O Banestado ainda é dos poucos bancos que mantêm bom número de funcionários nas agências.
- HENRIQUE GARCIA CORDOBÊ, Paranavaí
Servidor público
A comparação entre o professor e o fiscal de tributos, publicada na Folha domingo, foi no mínimo deselegante para com aquelas classes. São intelectuais, do melhor preparo, que disputam concursos pesadíssimos e de grande concorrência. Engenheiros, advogados, contadores, economistas, professores e até médicos têm buscado conquistar vaga na carreira de fiscal. O sol nasceu para todos. O processo é democrático. Aqueles que mostraram competência e capacidade foram aprovados.
O concurso público ainda é a maneira mais democrática para o ingresso do servidor na carreira pretendida. É preciso explicar que o fiscal de tributos federais trabalha sob o regime de produtividade, em que o valor máximo que ele pode atingir é de R$ 4.800 brutos e aproximadamente R$ 3.200 líquidos. Este resultado o fiscal terá quando fizer 100% de sua produtividade. Por essa razão, não há começo nem fim de carreira. O fiscal ganhará no final de carreira o mesmo vencimento de quando começou. O sistema é baseado na produtividade.
- MANOEL DE OLIVEIRA E SILVA, Londrina
Candidatos
Aproximam-se as eleições para presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais. Os candidatos, como sempre, procuram ser bonzinhos e prometem solucionar os problemas de educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, desemprego etc. Mas os eleitores têm obrigação de observar o perfil dos candidatos; se eles têm, além de escolaridade, competência, conduta ilibada; se têm vontade de lutar pelos interesses públicos e se residem há anos no reduto eleitoral. O voto não deve ser dado a estranhos, e o eleitor não deve iludir-se com promessas eleitoreiras de políticos hipócritas e medíocres. Todos nós somos responsáveis pelos destinos da cidade, do Estado e do País. Portanto, dentre os candidatos devemos escolher os menos ruins, os melhores para nos comandar. De alguma maneira devemos colaborar para separar o joio do trigo.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Pedágio 1
Pedágio é ato contra a economia popular. O Anel de Integração (entregação) é uma boa idéia. Pode ser considerado uma grande sacada do governo Lerner. No entanto, a privatização das estradas públicas do Paraná, com implantação de pedágio, é uma agressão à economia popular. É o mais caro do País e dos países do Primeiro Mundo. Por exemplo: para Paranaguá a tarifa é R$ 4,10 por veículo utilitário, ida e volta.
A empresa concessionária pouco investimento fez na recuperação das rodovias, ficando o custo maior na praça de cobrança do pedágio. Isso ocorreu em todo o Estado. Ao contrário do que diz a propaganda oficial, farta e custosa, pagarão pedágio não só usuários de estrada pedagiada, mas todos os cidadãos, através da elevação do custo do transporte rodoviário.
Como ficam os que já pagaram ICMS, IPVA, Imposto de Renda, CPMF, INSS, IPTU, ITR? E o Secretário dos Transportes, Heinz Herwig, afirma que em menos de dois anos a cobrança de pedágio se estenderá às vias públicas de Curitiba. Quiçá o povo abra os olhos.
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, Curitiba
Pedágio 2
Parabéns ao jornalista Walmor Maccarini pelo artigo Pedágio e telefone não são fashion, publicado ontem. Nós, paranaenses, precisamos, mais do que nunca, de toda a imprensa, para abrir os olhos do eleitor menos avisado e menos esclarecido, das barbaridades e abusos que este governo está fazendo com nosso Estado e com o povo. A imprensa precisa cumprir seu verdadeiro papel de levar informações verdadeiras e honestas, para que novamente não cometamos o pesado erro de eleger governantes que, em nome do povo, legislem em causa própria.
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, Cornélio Procópio
Pedágio 3
Penso que o pedágio poderia ser pago apenas em um sentido. Por exemplo: indo de Londrina a Bauru (SP), o condutor do veículo pagaria o pedágio recebendo um comprovante. Quando (e se) ele usar a estrada novamente no sentido Bauru-Londrina, não pagaria, apresentando, para isso, o comprovante do pagamento na sua ida, não importando a data e nenhum período para vencimento. Acho injusto pagar nos dois sentidos, e é isso que está causando todo este transtorno, criação de desvios, protestos etc. Esta é minha sugestão que gostaria que chegasse a alguém que pudesse estudá-la ou mesmo levá-la a alguém com alçada para isso.
- JORGE DOS SANTOS DA SILVA COSTA, Londrina
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Pedágio 4
São uma vergonha para o Paraná estas suas estradas. Sem estar duplicadas ou melhoradas, estão cobrando pedágio. É um absurdo. É inaceitável. E as manifestações ocorridas em São Luiz do Purunã são justas e devem ser ouvidas.
- GERSON MARTINS, Campo Grande (MS)
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