O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Saque da Telebrás
A pressa em privatizar a Telebrás revela uma atitude extremamente suspeita do governo FHC, considerando a queda vertiginosa do valor da estatal: primeiro falava-se em R$ 40 bilhões, depois R$ 30 bilhões. Agora, quando surgiu o nome da suspeitíssima Rede Globo como interessada no negócio, o preço baixou para uns míseros R$ 13 bilhões.
Tudo isso não passa de uma conjuntura vergonhosa, coincidindo com a ascensão de Lula e a queda de FHC nas pesquisas, após as derrapadas falastrônicas do presidente. Era mister privatizar a Telebrás com urgência, antes da derrota de FHC, que já está se desenhando.
Para que haja transparência numa privatização dessa magnitude, a opinião pública exige que se faça uma auditoria internacional, com empresas especializadas e idôneas. Quando se cogitou de R$ 40 bilhões, quem sabe se esse valor já estava, adredemente, hiperaviltado?
É imperioso que alguma entidade como a OAB ou a ABI impetre com urgência uma ação popular para impedir tal farsa de privatização pelo valor superaviltado, antes que se realizem auditorias. Afinal, trata-se de valioso patrimônio do povo brasileiro e não do produto de um saque rapinoso de vorazes grupos poderosos, com o beneplácito de governantes inescrupulosos!
- ANTONIO DONATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
Intrusos do Centro Cívico
Aos sábados à tarde ou aos domingos, algum evento político, esportivo ou religioso perturba os moradores do Centro Cívico, numa tortura de longa data. A mais recente foi uma barulhenta convenção partidária transmitida à rua por alto-falantes de dentro da Assembléia. Talvez por um equívoco de zoneamento urbano, somos obrigados a ouvir o que não é de nosso interesse nesse nosso descanso semanal mal-remunerado. Durante os quase 15 anos em que moro no bairro, tem sido comum alguma coisa do gênero perturbar nossa paz e tranquilidade, às vezes até noturna!
Até os eventos cívicos, talvez os que mereçam fazer uso desse espaço, são um problema. A preparação dos atletas da Corrida do Facho, que começa alguns meses antes de 25 de agosto, é sempre uma gritaria nas madrugadas. Há uns seis anos, houve uma festança noturna para apresentação de uma linha de caminhões, na Avenida Cândido de Abreu, em frente ao Palácio da Justiça. E lá pela meia-noite soltaram fotos e morteiros de 150mm. Verificamos suas buchas no dia seguinte.
Isso nos remete às regras mínimas de respeito e convivência democrática, que nós brasileiros de Curitiba e principalmente, nossos políticos e administradores locais, não estamos acostumados, ainda, a observar.
- WILSON MERLO PÓSNIK, Curitiba
Seleção 1
O time brasileiro jogou sem vontade contra a Noruega e não se concentrou na partida. Dunga, que é maestro do time, estava mudo. A entrada de Leonardo na função de volante não deu certo. Jogamos ora pelo meio, ora pela esquerda e não usamos o Cafu que visivelmente está em melhores condições que Roberto Carlos. Esperamos que com a volta de César Sampaio e com Leonardo mais avançado mostraremos um futebol melhor. Afinal, perdemos quando podíamos. Agora...
- MARCOS ANDREI RONCARI, Campo Mourão
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Seleção 2
No jogo contra a Noruega, venceu a honestidade dos europeus, que jogaram futebol. Zagallo é desonesto, prega a desonestidade fazendo antifutebol, segurando o time, determinando a desonestidade do antijogo, arranjando mal os jogadores. Não é que ele esteja ultrapassado: ele nunca soube nada de tática, de sentimento verde-amarelo, de amor à camisa. Podemos até ser campeões na França, mas chega de engolir Zagallo.
- FÁBIO LORTERINS, Campo Grande (MS)
Banestado 1
Sou a favor da privatização do Banestado, pois lamentavelmente o banco não é uma exceção dentre as estatais. A nomeação de grande parte das gerências não obedece ao critério da capacidade, e sim do político. Portanto, são profissionalmente incapazes. Isso gera um efeito cascata até chegar aos funcionários, que tratam a clientela com descaso, grosseria e sem respeito. E, como funcionária pública, não tenho escolha. Sou obrigada a receber o salário através daquele estabelecimento. Parabenizo a iniciativa da privatização.
- VERA LÚCIA DA COSTA SABEC, Londrina
Banestado 2
Paradoxalmente, votei não à privatização do Banestado porque ele deveria ter, como outros bancos oficiais, uma administração voltada para a solução de problemas sociais. Entretanto, pela incompetência acidental, ou pela intencional, perde o Estado sua galinha dos ovos de ouro. Agora - temos que dar a mão à palmatória - do jeito que está não pode ficar. Que o levem e façam bom proveito. Pelo menos privatizado, não mais servirá às maracutaias.
- PEDRO MORETTO, Londrina
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Banestado 3
Sou favorável à privatização do Banestado. Vivemos no País da livre iniciativa e dentro de uma sociedade organizada. A preocupação do Estado deve estar totalmente ligada às questões de educação, saúde, transporte, segurança e moradia. Um Estado como é o Paraná tem que diminuir o seu tamanho, e o faz bem privatizando suas estradas, melhorando o transporte e tornando-o mais seguro para o povo.
- DOUGLAS PEDROSO, Arapongas
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Banestado 4
Sou completamente a favor da privatização do Banestado, pois só com essa ameaça de vir a ser privatizado, os funcionários do banco já estão nos tratando (nós, clientes) melhor. Os funcionários sabem que cabeças serão cortadas, não sendo mais o Banestado um local de cabide de emprego. Naturalmente, só os melhores continuarão trabalhando. Também o governo estadual não mais poderá fazer empréstimos a toque de caixa, nem politicagem como sempre fez.
- ANDRÉ XAVIER FORSTER, Apucarana
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