O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Diplomacia
As drogas nos Estados Unidos (que têm o mais viciado dos povos) e o baixo nível de educação (as escolas americanas são as piores do Primeiro Mundo) atrapalham o raciocínio e trazem o cinismo narcisista do país, para culpar os outros sem olhar o próprio traseiro. Os suecos venderam mercadorias aos nazistas sem saber que o pagamento se originava do ouro judeu. Isto foi há 55 anos. Porém, há menos tempo, os americanos fizeram muito pior e sabendo.
Nos anos 50, a Suécia foi o primeiro país do mundo a fazer diplomacia internacional contra a guerra fria e contra sua consequência: a corrida nuclear. Os americanos, hipocritamente, para continuar vendendo armas desviaram a atenção do mundo, chamando a Suécia de Terra do Suicídio (embora os EUA é que são os campeões de vida sedentária e solidão).
Depois, nos anos 60, a Suécia foi o único país do ocidente a ter coragem de cortar relações diplomáticas com os EUA por causa da cruel carnificina desnecessária no Vietnã (o líder do movimento de corte de relações, Olof Palme foi assassinado anos mais tarde e seu caso está sem explicação até hoje).
E em 1971, os americanos roubaram a maioria do ouro do mundo, ao negar-se cumprir as leis internacionais de troca de dólar por ouro. Brasil, Europa e o mundo perderam anos de trabalho e negócios exportando produtos e importando inflação americana, através de moeda falsificada por eles mesmos.
Estamos nos anos 90. Até hoje os EUA se consideram os mocinhos bons e donos da ética internacional, mas ainda não pediram desculpas ao Japão pelas duas bombas atômicas que soltaram sem aviso e sem tentar negociação diplomática prévia.
- PEDRO MENDONÇA, Curitiba
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Pedágio
Na Espanha, grupos privados requerem ao Estado autorização para construir e explorar uma rodovia. A iniciativa envolve questões ambientais, paisagísticas e jurídicas. De qualquer modo, o Estado não abandona o leito original sob seu domínio e responsabilidade. Ou seja, o velho leito não é cedido. Nova estrada deve ser totalmente construída pelos exploradores. Além disso, os construtores ficam obrigados a oferecer uma estrada vicinal, de pequena largura, paralela à via principal, nos dois lados, de modo a permitir o tráfego gratuito de animais, tratores, máquinas e veículos agrícolas e outros, de uso particular.
A estrada particular não pode simplesmente cortar o espaço dos produtores, obrigando-os e onerando-os ao uso cativo e privado. As duas estradas de serviço se interligam por passagens de nível a cada distância pré-determinada. A nova via tem que ser cercada por alambrados, de modo que nem pessoas nem animais a atravessem. E que não tenha cruzamentos diretos, sem viadutos e postos de gasolina.
Com o passar dos anos, a estrada privada passa ao domínio público. Fique claro que o poder concedente, o Estado, não abriu mão do seu leito alternativo e que o melhorará, uma vez que auferirá impostos sobre o volume da arrecadação dos exploradores privados de estrada privada (não de estrada pública) e que os destinará, somados ou acrescidos aos recursos anteriormente existentes e destinados a esta mesma finalidade. O pedágio entre os espanhóis obedece regras de justiça social, que olvidamos por aqui.
- WALLACE REQUIÃO DE MELLO E SILVA, Curitiba
Desenvolvimento
Após longo e tenebroso inverno, o café volta a ser plantado no município de Centenário do Sul. Dezenas de produtores estão aderindo ao programa, encabeçado pela Prefeitura, com apoio da Associação dos Produtores de Centenário do Sul (Aprocen), e em parceria com a Emater. Com certeza, a médio prazo bons ventos estarão soprando na cidade, com os frutos colhidos da riqueza chamada terra. Tomara Deus que outros incentivos sejam dados, para que Centenário do Sul volte a ser um lugar onde, além da tranquilidade de se morar, haja fontes de renda para os moradores. Deixemos as paixões e o revanchismo político e nos unamos para que, juntos, possamos criar grupos de pessoas de todas as camadas da sociedade, buscando o desenvolvimento do município. Parabéns aos responsáveis pela iniciativa de retornar ao café.
- ALOISIO SCHELLER, Centenário do Sul
Educação
Como professor do Projeto de Correção de Fluxo desde o ano passado, tenho notado a grande mudança que ocorreu no ensino, principalmente aos jovens que estavam em suas séries desvirtuadas. O avanço dos alunos foi incrível. Vemos agora sua autoconfiança em poder aprender, porque os conteúdos agora são preparados para eles. Eles gostam do que estudam, estão aprendendo realmente, e ficam felizes. Antes, eram alunos considerados problemáticos por suas dificuldades de assimilação, e até mesmo no convívio com os colegas. Eles estavam sentindo-se peixes fora dágua.
Hoje seus colegas têm os mesmos problemas e idade, e estão se tornando cidadãos, preparados para assumir posição na sociedade. Como em todas as séries, há alunos que realmente não gostam de estudar, por diversos motivos. Esse é o principal problema dos professores do projeto: fazer com que eles tenham vontade de aprender. Temos certeza que todos os professores paranaenses são suficientemente capazes de mudar isso, ou seja, fazer os alunos se inteirar com os outros para assim chegar à reta final e resgatar sua cidadania.
- AGNALDO BATISTA NUNES, Cornélio Procópio
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Banestado 1
O Banestado não deveria ser privatizado, pois trata-se de um órgão que pertence ao Estado. Ele está passando por situação difícil como qualquer órgão público ou privado do País. A situação de modo geral não é boa. Mas o maior problema do Banestado são os empréstimos feitos aos nossos queridos deputados do Paraná, que tomaram empréstimos a custo quase zero e não pagam seus compromissos, gerando uma crise financeira dentro daquele conceituado órgão público. Os verdadeiros paranaenses deveriam apoiar o presidente da instituição, Manoel Garcia Cid, que disse algumas verdades que alguns não gostaram.
- FABIO BERNARDO, Londrina
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Banestado 2
O governo deve preocupar-se com outras questões, como saúde e educação, e não com o Banestado. Além do mais, ser proprietário de banco é participar desta afronta vergonhosa aos ditames constitucionais - através da cobrança de juros abusivos e capitalizados - quando o governo deveria coibir tais práticas.
- LUIS OTÁVIO, Curitiba
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