O LEITOR ESCREVE
Canal com FHC
A Sociedade Rural do Paraná e o Sindicato dos Produtores Rurais de Londrina, entidades que congregam a classe agropecuária, aproveitam a oportunidade da honrosa visita de V.Excia. a esta região para solicitar-vos que abra um eficiente canal de comunicação com nossa classe. Nosso maior objetivo é ficar à disposição de V.Excia. para, quando solicitados, poder informar, ajudar, transmitir a verdade do setor agropecuário.
Já há algum tempo nos sentimos inseguros com relação ao que acontece no campo. Nossa política agrícola não garante uma remuneração digna pelo que produzimos. As determinações e os pronunciamentos de V. Excia. estão na direção correta, mas as realizações específicas de seus auxiliares são muitas vezes em sentido contrário. Tentamos fazer chegar a verdadeira informação a V.Excia. mas pelo longo caminho percorrido, ou pela extemporaneidade, chega distorcida.
Vivemos com medo, reféns de um movimento político. Chegamos ao ponto em que toda a agropecuária é vista com uma atividade criminosa. Queremos colaborar com V.Excia. na manutenção da ordem, no respeito à lei e pela desarticulação da baderna. Aguardamos com muita ansiedade que V.Excia. colocasse em prática as importantes transformações para o campo, prometidas em sua campanha presidencial.
O que desejamos, Sr. Presidente, é poder dialogar com V. Excia. Queremos ouvir e também falar, queremos encontrar as soluções para os problemas no campo. Não queremos privilégios. Queremos respeito e condições para continuar alimentando os brasileiros e seguir em nossa missão de proporcionar à Nação o superávit que ela tanto necessita. Por favor, Sr. Presidente, abra este canal de comunicação.
(Obs: íntegra da carta entregue ao presidente Fernando Henrique Cardoso em sua visita a Rolândia, dia 20).
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Publicidade enganosa
Se não é tão raro publicidade enganosa numa competição comercial, imagine os políticos numa acirrada campanha em busca do voto. Até o mais simples cidadão sabe que existem na política falsidade ideológica, falso discurso e falsa promessa. Há crise nas administrações públicas, especialmente nos pequenos municípios, onde os repasses do ICMS não complementam sequer despesas mínimas. Assim, não há como fazer investimento.
No Paraná são aproximadamente 200 municípios com menos de 20 mil habitantes, que há dezenas de anos não recebem do governo do Estado um tijolo como investimento. Não se deve criticar esses governos pelo abandono. É até compreensível pela escassez de recursos. A crise agregou todos os níveis da administração pública. O Estado e a União só administram dívida. Em raros casos houve gestões sem planejamento, o que contribuiu para o fracasso. Todavia, as causas que fazem os municípios inadimplir se arrastam desde os tempos em que os recursos eram corroídos pela inflação. Hoje, esses recursos são bloqueados por falta de receita, quase sempre dizimada pela sonegação.
Mas os políticos que não puderam ajudar aqueles pequenos municípios, que não os usem também para fins eleitoreiros e com falsa publicidade. É necessário esclarecer que o atual governo e seus antecessores se esqueceram dos pequenos municípios. A história reprova o falso slogan ‘‘O Paraná por inteiro’’ do ex-governador Álvaro Dias. Mesmo porque é inviável uma só gestão atender a todos. Recordamos a falsa publicidade das eleições passadas: lembramos ainda as mãos erguidas de FHC com cinco prioridades que ainda não chegaram. E o anel de integração do Estado? Contudo, sua grande importância não estava alienada ao pedágio. E quem não se lembra do caso Ferreirinha?
Agora, os sedentos do poder estão de volta e farão de tudo para enganar, iludir e ludibriar os eleitores. Quantas falsas promessas atordoarão nossos ouvidos? Nos bastidores já sabemos: vão acontecer negociatas espúrias, promessas, arranjos e permutas. Ideologias são esquecidas, fidelidade partidária já não existe e as negociatas tomarão maiores proporções.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
Pedágio
O governo do Paraná usa toda a mídia e todo momento para se justificar do presente de grego dado a nós, paranaenses: o pedágio. Deu-nos o direito de usar rodovias que já eram nossas de fato e de direito, uma vez que foram construídas com recursos oriundos de impostos que nós, cidadãos comuns, já recolhemos aos cofres públicos. E ainda tem a ousadia de comparar nossas rodovias com a Castello Branco, por exemplo, que chega a ter quatro pistas em cada sentido, além de canteiros centrais e acostamentos. E, se isso não bastasse, com tarifas inferiores.
Não me surpreenderia se, poucos dias antes das eleições, o governador determinasse que a cobrança do pedágio fosse feita apenas em um sentido, transformando-se assim em herói dos fracos e oprimidos, paladino da justiça, professor da verdade, mas deixando claro que a sua campanha milionária à reeleição foi custeada em cima do direito constitucional que o cidadão comum tem de ir e vir. O eleitor paranaense, principalmente do interior, que tiver um pouco de memória e respeito próprio, saberá com certeza dar a resposta no dia 4 de outubro.
- LUIZ SILVIO PAPTISTA, Cornélio Procópio
Errata
Na reportagem ‘‘Mercado deve faturar R$ 26 mi em 98’’, publicada na Folha Imobiliária de 21, o valor correto é R$ 26 bilhões, segundo Cláudio Elias Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco). E no último parágrafo, onde se lê ‘‘com preço de varejo oscilando entre R$ 6,50 e R$ 6,70 a saca’’, o correto é ‘‘com preço de varejo oscilando entre R$ 7,50 e R$ 7,70’’.
Assinatura
Por um equívoco de edição, o nome do repórter José Fernando da Silva foi gravado erroneamente na assinatura da entrevista com o senador Roberto Requião, que a Folha publicou na edição de ontem. E a foto que ilustra a entrevista é de Albari Rosa.
Filme
A HBO substituiu o show ‘‘Elton John and Billy Joel: Face to Face - Live in Vienna’’, que seria transmitido no sábado, às 20h30, pelo filme ‘‘A Letra Escarlate’’, com Demi Moore, ao contrário do que havia anunciado. A Redação da Folha de Londrina/Folha do Paraná não foi informada da alteração.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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