O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Pedágio
Ando lendo e meditando sobre este trágico assunto dos pedágios paranaenses, que penso serem as maiores obras do atual governo. Realmente. Nem discutir. Nunca imaginei que tanta verba poderia ser movimentada por tantos milhões de contribuintes para os bolsos dos... amigos do rei. Acabo de chegar dos Estados Unidos, e lá paguei pedágios. Mas se formos comparar as coisas, acho que lá, isso que vai ocorrer aqui durante 24 anos, acabaria no Judiciário, que lá é rápido e seco.
A situação de pagar adiantado por estradas que nem existem e que ninguém garante que um dia existirão, e pagar por rodovias que estão em cacos - apesar de termos pago religiosamente e a cada ano os tributos, que continuaremos pagando - em um país sério acho que daria cadeia, no mínimo, além de imediata devolução da verba arrecadada.
Agora, informes dos novos donos de nossas rodovias nos esclarecem sobre fatos inteiramente novos. Por exemplo: uma bicicletinha motorizada pagará a metade do pedágio de uma caminhonete ou furgão, o que deve dar um Prêmio Nobel para quem entender a razão dessa proporção. Afinal, afirmar que uma magrela paga 25% do preço de um ônibus é muito estranho.
Fico pensando o quanto deve pagar um pedestre, um burrico, uma carroça, um ciclista com a magrela debaixo do braço. Também acho que se esqueceram de cobrar dos carrinhos de feira, de nenê, da muleta dos aleijados, dos carrinhos de paraplégicos e de pedreiros. Vão perder uma nota nisso, visto que há praças que seriam implantadas em plenas áreas metropolitanas, em um imposto maluco em cima de quem vai trabalhar ou estudar.
Estamos a cada dia mais longe das democracias e dos direitos, Deus do Céu. Mas ainda bem que poderemos opinar com nossos votos. Mas a grana, por 24 anos, será deles.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, Londrina
Mudança no Código Penal
Nossos governantes deveriam mudar o Código Penal e o Estatuto dos Menores. Proponho as seguintes modificações: considerar uma pessoa menor de idade apenas até 14 anos, fazendo de quem tem de 14 a 18 responder por seus atos criminais; prisão perpétua inafiançável para assassino que mata para roubar e estuprar, com pena de morte se o condenado fugir da prisão. Prisão de 30 anos sem fiança para traficante de droga preso em flagrante, e pena de morte na reincidência.
Sugiro que preso com menos de 10 anos de condenação, por outros crimes, seja solto, mas com a advertência de que se for preso novamente terá pena de morte. A prisão perpétua inafiançável deverá se aplicar a ladrões de veículos que, se fugirem, deverão ser condenados à pena de morte.
O Código deveria determinar que assassino em legítima defesa, desde que seja primário, não será detido e nem responderá a processo, ficando apenas registrado o crime, com o acusado recebendo uma advertência; se uma pessoa matar um ladrão dentro de sua própria casa, ou um policial matar um bandido em perseguição, o acusado não será detido e nem responderá a processo criminal.
A lei deveria especificar que os contatos de visitas aos presídios deveriam ser através de grades de segurança, como nos países do Primeiro Mundo, e que houvesse rigor nas revistas de objetos que chegam para os presos.
- SEBASTIÃO PANEGUINI, Jacarezinho
Igreja renovada
Alguém perguntou-me, dias atrás: Professor, a Igreja Católica de antigamente era melhor ou é melhor a de hoje? A referência, sem dúvida, atingia a organização e, sobretudo, a liturgia, isto é, a maneira como se cultua a Deus. Eu respondi, sem pestanejar: Não há a melhor na resposta. Ambas muito boas. Ambas com vantagens e com falhas.
De fato, sempre há falhas no humano, mesmo quando se trata de relação com o divino. As duas épocas trazem notas salientes. Tempos atrás, antes do Concílio Ecumênico Vaticano II, havia mais profundidade, mais respeito - presença forte do mistério.
Nos tempos de agora, há mais participação, maior alegria, o arcano se dilui diante da exterioridade pronunciada. O ideal seria a conferência dos dois tempos, a penetração e a composição das notas acima apresentadas: profundidade e respeito, participação e alegria.
Lembro-me da frase de São Pio X, o Papa da Eucaristia: Sancta sancte tratanda sunto - as coisas santas devem ser tratadas santamente. Isso ficou na Igreja como um imperativo categórico. Atualizar, renovar sim, sem exagero e sem deturpação. E, acima de tudo, proceder com conhecimento de causa. Saber a sublimidade do Santo Sacrifício, seu valor e riqueza, sua beleza e sua eficiência. Daí amá-lo e vivê-lo com consciência clara e livre. Ter exatidão dos gestos e das palavras. Descobrir-lhes o sentido e a força.
Joaquim Nabuco, escritor primoroso, nobre orador e egrégio diplomata, foi católico praticante. Quando ia à missa, vivia todos os momentos do Sacrifício, deduzindo de tudo o que via e ouvia o significado, o valor e a consequente aplicação. Saibamos fazê-lo.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Banestado 1
Quem sabe se com a privatização o Banestado tenha mais agilidade e funcionários mais gentis a nos atender. Sou paranaense e muito sofri nas intermináveis filas de pagamentos e recebimentos, e com funcionários que só por se tratarem de estáveis se acham no direito de atender mal e porcamente os clientes.
- GEFERSON ORLEI SCHOCK LUGTENBU, Porto Velho (RO)
([email protected])
Banestado 2
Sou a favor da privatização do Banestado porque sou funcionário público aposentado. Sofri muito e ainda sofro com o banco e com alguns de seus funcionários que se aproveitam do privilégio estatal.
- PAULO RAIMUNDO TEIXEIRA, Londrina
([email protected])
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





