O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Asfalto
Cornélio Procópio que já foi a Capital do Asfalto hoje devia ser conhecida como a Capital dos Buracos. Está impossível andar pela cidade!
- AGNALDO B. NUNES, Cornélio Procópio
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Pedágio
Sem discutir os malefícios ou benefícios do pedágio, verifica-se um gritante abuso no preço dos pedágios cobrados no Paraná. Vejamos como exemplo o pedágio de Jataizinho (pista simples). Um cidadão (estudante e trabalhador) que tenha que transitar por ele quatro vezes ao dia terá que desembolsar ao final do mês o valor de R$ 340,00 para 25 dias úteis, ou seja R$ 4.080,00 no ano; o custo equivalente a 50% de um carro popular, ou ainda a renda mensal/anual de quase três trabalhadores assalariados, por algo que consideramos já pago através dos impostos recolhidos na construção das rodovias e em nosso dia a dia embutidos dentro dos preços dos produtos consumidos. Esperamos que os srs. promotores de Justiça analisem tais fatos.
- JOSÉ NIVALDO SACONATTO, Londrina
História de vida
A história começou em 01/02/1969 quando fui admitido como escriturário na Cia. Brasileira de Armazenamento - CIBRAZEM, empresa pública federal vinculada ao Ministério da Agricultura, hoje denominada Cia. Nacional de Abastecimento - CONAB, vinculada ao mesmo Ministério. Em 25/10/70, fui nomeado Fiel Depositário e consequentemente passei a responder diretamente como responsável pela Unidade Armazenadora e fazer jus a uma gratificação de função pelo cargo comissionado. Dessa época até hoje se decorrem quase 30 anos de serviços prestados na empresa. Nesse período de trabalho, percorri milhares de quilômetros, sofri acidentes de carro, sem maiores gravidades físicas, trabalhei, lutei e ajudei a empresa a progredir para que ela alcançasse seu verdadeiro destino, enfim, seu verdadeiro propósito. Com menos de 2 anos de trabalho na Companhia, recebi a chefia dos armazéns localizados em Cambé, composto na época de 4 armazéns convencionais com capacidade para 250.000 sacas aproximadamente. A partir de março/85, assumi a gerência do Silo Buffalo com capacidade para 25.700 toneladas (429.000 sacas). Nos anos de 90 a 94, acumulei ainda a participação nos leilões de cereais junto às bolsas de mercadorias de Londrina e Maringá. No período de 96 até abril/98, além dessas atividades, respondi diretamente pelo recebimento e entrega de cestas básicas na região de Paranavaí, onde era coordenador do armazém da CODAPAR e atendia 7 prefeituras da região, desenvolvendo o Programa Comunidade Solidária. Sempre desenvolvi todas as atividades com a máxima honestidade e dedicação e nesses quase 30 anos de serviços prestados, nunca fui advertido verbalmente ou por escrito, sindicância jamais, ao contrário possuo 2 diplomas de Honra ao Mérito por serviços prestados a empresa. Um desses diplomas recebi, há pouco mais de 30 dias. Em todo o meu tempo de trabalho na Companhia, deve ter passado pelos armazéns sob minha responsabilidade, a quantia de 1.000.000 de toneladas, sem que no entanto houvesse quaisquer indenizações de quebras, diferenças de estoques, indícios de desvios, etc. Hoje estou pagando por uma coisa que se intitula Reforma Administrativa. Fui demitido do cargo de gerente (confiança) que exercia há quase 28 anos, demissão esta via telefone, cuja alegação do sr. Superintendente Regional era que se tratava dessa tal reforma. Entendo que deva haver reformas, mas desde que seja preservado os direitos do funcionário. Dessa história resumida de minha vida profissional, só me resta a seguinte pergunta: para que valeram os diplomas de honra ao mérito e o botons recebidos recentemente se hoje estou exonerado da função e com redução salarial?
- MARCELO BONILHA, Cambé
Torre de Babel
Torre de Babel: este é mais um caso de amor com o Brasil, segundo a Rede Globo de Televisão, novela cujo lançamento ocorreu no último dia 25 de maio, no horário nobre da telinha. Não bastasse tantos deslizes e pecados que a TV brasileira tem introduzido nos lares brasileiros, agora chegamos realmente ao extremo, com esta nova novela das vinte horas. Os lares brasileiros serão infectados por uma peste muito mais perigosa que a dengue, que a Aids, que a tuberculose. Esta doença que invadirá os lares brasileiros chama-se pecado! Qual é o propósito final do diabo ao apresentar uma novela como esta, com esta trama, com este enredo? Não tenha dúvidas: ele quer embelezar o pecado, quer mostrar aos cristãos, que não é bem assim, que existe exagero ao separar homossexuais, que eles sabem amar e que o único casal feliz da novela é o composto por lésbicas. Mais uma vez ele aparece travestido de anjo. Pecado vergonhoso! Afronta Deus!
A nossa palavra é de alerta: Pais, não deixem seus filhos assistirem a esta novela, aprendendo aquilo que é abominação ao Senhor, que é repúdio a Deus. Para justificar o amor das lésbicas, o autor cria lares desequilibrados, com uma das moças expulsa de casa aos 16 anos e outra com um péssimo marido e todos os conflitos se tornam uma coisa do passado para as duas viverem num mar de rosas. É preciso que nós, cristãos, tenhamos coragem de assumir posições contra o pecado, contra a Rede Globo se for necessário. É preciso parar de comprar os produtos que financiam este tipo de entretenimento diabólico. Como Deus poderá usar nossa vida emporcalhada por este tipo de ensino? Como Deus virá abençoar lares que O afrontam permitindo este tipo de porcaria às 8 da noite?
A Torre de Babel poderá ter sua história bíblica repetida e, por favor irmãos, não sejamos tolos ao ponto de pensar que isto é apenas a apresentação na TV da realidade da vida. Isto é abominação e como tal deve ser tratado. É pecado! Agora um alerta sério: prepare-se para ter o seu lar castigado por Deus, se esta novela for realidade dentro de sua casa.
- WILSON A. FRATONI, Jaguapitã
O poder do voto
A revista Veja do dia 03 de junho, traz uma reportagem na página 49, sobre a absolvição dos deputados Pedrinho Abrão e Chicão Brigido. O primeiro foi absolvido pelo placar de 247 votos a 164, acusado de cobrar comissão de 4% para incluir uma verba de 42 de milhões no Orçamento da União, e sua foto aparece dando uma sonora gargalhada, e o título da reportagem é a pergunta: De quem ri Abrão? A pergunta sugere uma resposta: Dos seus eleitores. O segundo, absolvido de cobrar parte do salário dos funcionários do seu gabinete. E por aí vai. Vemos que nosso parlamentares que foram eleitos para trabalhar pelo povo, em nome do seu corporativismo, agem contra os que o elegeram. Moralidade? Onde? Mas podemos dar uma resposta firme e forte: Ri melhor quem ri por último. Nosso voto na urna será nossa resposta. Vamos deixar fora do poder esses e também outros: Pianistas, anões, vendedores de votos, mamadores das tetas do governo, maria-vai-com-as-outras (vota sempre a favor das benesses do dando é que se recebe) e tantos outros. Avante brasileiros, rirá melhor quem souber votar em 04 de outubro.
- OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, Cruzeiro do Oeste
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