O leitor escreve
Caridade
Fervem campanhas de ajuda aos flagelados da seca e aos castigados pelo frio. Governos, igrejas, instituições, clubes, somam enorme interesse pelos sofredores. Acontece uma explosão de caridade. É o que vemos, acreditamos e desejamos seja, de verdade. Pode haver deturpações, podem surgir melindres e, sem dúvida, intromissão política. O que seria lamentável. Apraz-me lembrar a todos o que magnificamente escreveu São Paulo tocante à caridade. Lemos na 1ª aos Corintios, capítulo 13, versículos de 1 a 8: ‘‘Ainda que distribua aos pobres todos os meus haveres e entregue meu corpo para ser queimado, se não tiver a caridade, tudo isso de nada serve. A caridade é paciente, é benigna, não é invejosa, não se vangloria, nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse, não se irrita, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade não passa jamais’’. É uma página de beleza única. Exata, severa, elevante. Ler e meditar. E tirar proveito.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Infrações no trânsito
Logo que entrou em vigor a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, fomos mobilizados por diversos órgãos e até mesmo pela imprensa, onde fixamos em nossas mentes, algumas das novas leis bem como suas penalidades. Portanto, não recordo, em nenhum momento de alguma lei que possa proteger algum tipo de classificação dos veículos, pois vejo em nossa cidade todos os dias centenas de infrações, onde motoristas do transporte coletivo, seja pela Grande Londrina ou Francovig, trafegando e não cumprindo a legislação vigente do Código de Trânsito, como o Artigo 105, denominando o uso de cinto de segurança, salvo à exceção de veículos destinados ao transporte de passageiros em pé. Outro descumprimento da lei é o Artigo 111, proibindo a inscrição de caráter publicitário ou qualquer outra que possa desviar a atenção dos condutores em toda a extensão do pára-brisa ou e da traseira dos veículos. Percebe-se então, que o município está tendo uma arrecadação expressiva com essas multas diárias, pois o número de ônibus que trafegam na cidade, passa de algumas centenas e o policiamento de trânsito, bem como os agentes de trânsito, estão por toda a parte, principalmente no centro da cidade. Contudo, quero acreditar que estas penalidades estejam sendo aplicadas, porque se não, vou acreditar em protecionismo, que não combina com os nossos dias.
- VALDINEI ROCHA, Londrina
Doação de órgãos
Triste mesmo foram as notícias a respeito, não da doação, mas sim dos roubos de órgãos no Brasil, mas precisamente envolvendo a Universidade de Mogi das Cruzes - SP, onde a polícia daquela localidade instaurou inquérito para apurar as denúncias sobre a retirada de órgãos de cadáveres para estudos dos acadêmicos. É, do jeito que as coisas vão, o negócio é criar um Seguro contra Roubo de Órgãos depois da morte, pois os ‘urubus’ estão a solta. Quem tiver que morrer, pode morrer mas não em Mogi das Cruzes. Esse é um retrato do mundo cão, em que vivemos.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
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Fome
Toda a Nação quer saber por que o governo esperou até a fome enlouquecer os sertanejos para começar a pensar em distribuir alimentos. FHC deve ter tido motivos fortes para tanta delonga, a julgar por sua resposta ao ministro Pertence. Segundo o presidente, Pertence fala do que não sabe. Então que nos revele que ‘‘forças terríveis’’ ou que ‘‘forças ocultas’’ teriam forçado o governo a manter-se de braços cruzados tanto tempo e só se mexer depois que os saques começaram e a mídia botou a boca no trombone. A Nação está esperando. Somos todos ouvidos. Enquanto a explicação não vem, continuaremos, em nossa ignorância, a achar que FHC não tem explicação nenhuma a dar. Ficaremos com a explicação óbvia de incompetência, insensibilidade, burrice. Insisto na burrice, porque, se tivesse providenciado socorro antes, o presidente não teria de lidar com saques, nem com acusações, nem com a exploração política da situação. Burrice porque, em vez de reconhecer que cometeu erro gravíssimo, insiste em rebater críticas merecidas. Até o Rei do Baião, que não era sociólogo nem nada, sabia que ‘‘remédio indicado pra quem tá errado é pedir perdão’’.
- ISMAR PEREIRA FILHO, Brasília
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Proálcool
Voltei ao assunto que escrevi no dia 28 do mês passado porque, por falta de espaço editorial, não pude externar aos leitores o que eu quis dizer sobre os benefícios sociais do setor sucroalcooleiro. Lembrei um artigo do deputado Hélio Rosas: ‘‘O setor sucroalcooleiro emprega hoje mais de 1,3 milhão de trabalhadores, ou 150 vezes mais empregos por unidade de energia em relação ao petróleo, e ainda há capacidade para criação de 100 mil novos empregos, sem nenhum investimento adicional nos dois anos subsequentes à revitalização do Proálcool, apenas aproveitando a capacidade ociosa instalada’’. Além disso, o custo de criação de um emprego no setor é de US$ 11 mil, enquanto no setor químico e petroquímico é de US$ 220 mil. Chamar de usineiros, no sentido pejorativo que lembra algumas maracutaias acontecidas no Nordeste, não pode ser aplicada no Centro Sul, onde homens e empresários corajosos, que souberam investir num programa de governo, criaram milhares de empregos, e hoje, mesmo em desvantagem econômica, ainda lutam para reativar um setor que a Petrobrás sempre quis destruir.
- CARLOS ALBERTO LARCHER, Rondon (PR)
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Minha infância
Oh! que saudade que me dá/ Daquelas tardes fagueiras/ Dos fandangos animados/ Que rolavam a noite inteira/ Saudade tenho de outrora/ Que me dói o coração/ Do bairro Porto Cascudo/ Da Água do Ribeirão/ Aqueles tempos de amor/ Que ficou inundado/ Nas águas do Tibagi/ Pela represa alagado/ Aí que saudade que eu tenho/ Daquele tempo fugaz/ Se eu pudesse eu voltaria/ O relógio para trás/ Oh! Meu Paraná querido/ Tu és a minha nação/ Oh! bairro Porto Cascudo/ Oh! Água do Ribeirão/ Oh! Meu primeiro de Maio/ Que não sai do meu coração.
- LAURINDO MARQUES FERREIRA, Hortolândia (SP)
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