O LEITOR ESCREVE
Pedágio (1)
Há vários anos como usuário diário do trecho Londrina-Cornélio Procópio, gostaria de fazer alguns comentários com relação a carta do sr. Nilton Machetti, diretor da Viapar, publicada no dia 12/06 neste jornal. 1) Quais foram as obras executadas que ‘‘transformaram completamente’’ aquele trecho que diga-se de passagem, foi recuperado não faz muito tempo por outra construtora? 2) Quando alguém viaja por uma rodovia, seja qual for, o perigo maior não está unicamente na ‘‘sinalização e limpeza’’ mas em muitos outros fatores e principalmente, no fato da pista ser simples. 3) Se por um lado o Governo Federal, através dos anos não modernizou as rodovias, por outro a Viapar também não. Modernizar é um ato bem diferente de maquiar. 4) Quanto a afirmação de que governo do Paraná ‘‘buscou inspiração nas estradas de primeiro mundo’’ para resolver os problemas das estradas paranaenses fica uma dúvida: Qual primeiro mundo foi? Porque até o momento não se tem conhecimento de que em qualquer outro lugar do mundo, pelo menos deste nosso, seja cobrado pedágio em ambos sentidos da mesma rodovia, nem em rodovias de pista simples e sem caminhos alternativos e nem neste valor que a Viapar está cobrando. Estrada moderna tem que ter pista dupla, isto para não falar da estrutura de banheiros, telefones ao longo do caminho. 5) Outra coisa que é preciso esclarecer: ‘‘Pedágio não é contribuição’’ como afirma o Sr. Nilton. Pedágio neste caso é obrigação. O que se está questionando na verdade não é a obrigação de pagar em si mas, a quantia que está sendo cobrada pelo serviço que está sendo prestado. 6) Por fim, sem dúvida nenhuma o Paraná é um Estado muito importante na realidade do Mercosul e que desta maneira, precisa ‘‘avançar para outra realidade’’ só que, os avanços de uma nação são medidos, principalmente, pela forma como se trata o povo (contribuinte), objetivo maior e primeiro de todas as Constituições. Na verdade, ‘‘quem perde o trem da história’’ não é quem luta pelos seus direitos mas, quem despreza as necessidades e a vontade da maioria dos cidadãos em favor de pequenos grupos que historicamente insistem em acreditar que as pessoas são bobas.
- MARIO CESAR CARVALHO PINTO, Malden, MA, (USA)
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Pedágio (2)
O princípio de cobrar-se pedágio em rodovias é até justo, tendo em vista que pagaria pela conservação das mesmas apenas quem as utilizassem. Porém o que se observa no Estado do Paraná é uma cobrança no mínimo absurda pelo seguinte motivo: O Governo do Estado entregou as rodovias para uma empresa privada cobrar o pedágio (é de se atentar ao fato de que as rodovias foram construídas com o dinheiro público - já obtido dos contribuintes através dos impostos), porém não exigiu da mesma qualquer benfeitoria de porte nas rodovias (duplicação), autorizando a cobrança em valores astronômicos (comparar-se às rodovias do Estado de São Paulo, onde o pedágio em rodovia de pista dupla custa em torno de R$ 2,50 e é cobrado em apenas um sentido da rodovia), e ainda que no Paraná, verifica-se a utilização de toda a máquina pública para garantir o lucro para a empresa particular (o DER estuda formas de impedir a utilização de desvios das praças de pedágio e ainda constata-se a presteza em utilizar batalhão de choque da polícia militar quando da realização de protesto em Jataizinho e ainda a constante presença de viaturas da polícia rodoviária na mesma praça de pedágio).
- ROBERSON SHINOKI, Londrina
‘‘A nível de...’’
Muito tem se falado do rasteiro nível dos cursos de Comunicação. O que pouco se comenta, contudo, é a coragem de alguns veículos em oferecer espaço para limítrofes alunos em fase de ‘‘formação’’ naquelas instituições de ensino. A colunista Sueli Mendes Pereira, razoável aprendiz de humor e estreita usuária da língua portuguesa, demonstrou em seu texto de estréia na Folha, na coluna Touché, Folha da Copa, 04/06, que, a par de desconhecer comezinhos regramentos do idioma, esbarra também no uso de expressões errôneas, que constituem vícios típicos da ignorância léxica pelos ginasianos.
Escreve ela que ‘‘enquanto estudante’’ e ‘‘enquanto elemento’’, isso e aquilo, para acrescentar suas considerações ‘‘a nível de pesquisas’’, ‘‘a nível de revolução’’ e ‘‘a nível de Seleção atual’’. Faltou explicar à dublê de humorista que as expressões corretas são ‘‘em nível de’’, ao ‘‘nível de’’ e/ou ‘‘de nível tal’’, sempre pressupondo referir-se a grandezas que admitam escalonamentos ou camadas... Por exemplo: o ministro é um cargo em nível federal (e não estadual ou municipal, na escala da administração pública); bacharelado em título de nível superior (e não primário ou secundário dentre as camadas de formação escolar). Não existe, por óbvio, a expressão ‘‘a nível de’’, mais ainda em se tratando de revolução, de asfalto, de trânsito ou de pesquisa, como imagina a novel e imperita ‘‘coluneira’’.
O pior é que tais bobagens não são utilizadas pela inframediana estudante como recurso de humor ou ironia. Se assim fosse, seu uso não seria continuado. Antes, revelam sua pobreza vocabular. A lamentável e básica falta de instrução reflete, de modo sintomático, o absoluto despreparo de que é vítima por parte dos professores, que em tese são os responsáveis por orientá-los para o exercício de uma profissão cujo instrumento de trabalho é a palavra escrita. Falharam...
- LEIKA DO PRADO FLEURY, Curitiba
NOTA DA REDAÇÃO
Os colunistas que escrevem no espaço ‘Touchê Humor na Copa’ são, na verdade, personagens fictícios, criados pela Editoria de Esportes da Folha. No caso da coluna citada pela leitora, os vícios de linguagem foram propositais, dentro do espírito editorial que norteia a elaboração dos textos daquele espaço.
Santo Antônio
Neste mês, nós católicos celebramos a morte de três grandes santos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Segundo a tradição comemoramos estas datas nos dias 13, 24 e 29 respectivamente, junto com as festas juninas, mistura de religiosidade e crença popular pertencendo, de fato, ao folclore brasileiro, com muitas fogueiras muito quentão, pipoca, amendoim e um pouco de fé nos milagres.
E o nosso venerado Santo Antônio? Se pudéssemos chamar um santo de coitado, este seria, sem dúvida. Passa a maior parte do tempo a procurar coisas que as mulheres perdem, e já não tem sossego com as balzaquianas pois acreditam que ele é o ‘‘santo casamenteiro’’. O Céu não é dividido em departamentos em que cada santo toma conta de determinado setor. Santidade é coisa bem mais séria. Santo é aquele que passou uma vida inteira dedicada às causas de Deus. Com a morte ganhou as honras no Céu e consequentemente um altar na igreja. Portanto queridas irmãs, se quiserem arrumar algum casamento podem pedir a qualquer Santo de sua predileção, que com certeza, vai ser seu intercessor junto a Deus.
O nosso querido Santo Antônio, nasceu em Lisboa, Portugal em 1195 e faleceu em Pádua, Itália, em 13 de junho de 1231. Por isso ele é chamado e invocado como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua. Mas independente de onde nasceu ou de onde morreu, Santo Antônio continua a ser nosso santo querido, a procurar aquilo que às vezes nem perdemos. Louvado sejam nossos intercessores do mês de Junho... Santo Antônio, São João e São Pedro.
- WELLINGTON SAMPAIO, Londrina
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