O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Exemplo de jornalismo
Nestes tempos em que o Anel de Integração tem sido assunto quase que diário e obrigatório na imprensa, foram muitos os enfoques dados às matérias. E, infelizmente, não foram raras as situações em que as discussões se pautaram por um fundo meramente político, gerando uma polêmica que pouco ajudou os usuários das rodovias a entenderem o sistema: que benefícios estão sendo gerados, as condições das rodovias antes e depois desta fase de recuperação inicial, como funcionam os serviços de atendimento e socorro aos usuários - enfim, o verdadeiro significado do pedágio.
Louvável a iniciativa da Folha em produzir uma reportagem especial, detalhando aos leitores a situação das rodovias no Lote 1. Na matéria intitulada o Velho com Cara de Novo, publicada no domingo, o jornalista Walter Ogama relata suas impressões sobre as rodovias depois de percorrer o Lote 1. Entendemos que esta foi uma atitude de extremo respeito com os leitores. Finalmente eles puderam perceber que, se por um lado existe uma tarifa, por outro há todo um trabalho que já mostra resultados evidentes de mais segurança e conforto durante a viagem. É este tipo de jornalismo, que se faz na prática, que deixa o universo fechado da redação para ir a campo produzir um retrato fiel dos fatos, que os leitores precisam.
- GUSTAVO MsSSNICH, diretor-presidente da Econorte
Pedágio (1)
Parece que a vistoria pelo DER e Conselho Fiscal de Usuários foi realizada à noite ou de óculos escuros. Tem muita falta de segurança e onde está a duplicação das pistas que deveria ter acontecido antes da operação das praças de pedágio (conforme anunciado pelo governador Jaime Lerner)?
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
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Pedágio (2)
A Econorte e outras concessionárias devem divulgar o critério pelo qual estabeleceram o valor do pedágio, para tornar minimamente legítima a quantia cobrada em cada praça de pedágio. Devem explicar também ao público a razão da cobrança do pedágio nos dois sentidos da rodovia, pois quem já trafegou pelas estradas do Estado de São Paulo onde há cobrança do pedágio, sabe que este é cobrado em apenas um dos sentidos.
- MICHEL FEGURY JUNIOR, Ourinhos
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Pedágio (3)
Um verdadeiro disparate a isenção da cobrança para quem mais danifica as rodovias. Quem passa pelo trecho entre Cornélio Procópio e Cambará entende o que significa estrago. Os treminhões de cana-de-açúcar que surgem do nada, atrapalham o trânsito na rodovia de pista única e deixam um perigoso rastro de montanhas de barro. Mais trágico é o fato de que nós, cidadãos comuns, sustentamos a constante manutenção do trecho enquanto esses monstros da estrada passeiam gratuitamente. Soma-se a isso a falta de educação dos motoristas dos treminhões. Como sempre, continua a velha filosofia brasileira de que o menor paga pelo maior. Essa isenção vai beneficiar os pequenos produtores? Mas que pequenos produtores são esses na região de cultivo extensivo da cana? E as concessionárias nos oferecem livros de reclamação: onde está a tecnologia e facilidade dos 0-800? Sou oposição ao pedágio.
- FLÁVIO RICARDO H. R. ARTIGAS, Jacarezinho
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Protesto
À Secretaria Municipal de Saúde de Londrina venho expressar minha grande tristeza e o meu sofrimento ao ver nossos irmãos ditos não londrinenses (sem nenhum preconceito aos cidadãos de Londrina), porém pertencentes a este povo maravilhoso, que é o povo paranaense, sendo privados de assistência pelo sistema SUS, em um grande centro médico, em todas as especialidades, que é Londrina. Estou no Paraná desde 1982, minha especialidade é na área de cardiologia, sendo que durante todo esse tempo meus pacientes portadores de cardiopatias cirúrgicas sempre foram encaminhados para o Hospital Evangélico de Londrina, para a equipe do Dr. Francisco Gregori Junior, por sinal um grande baluarte da cirurgia cardíaca brasileira, e por que não dizer da cirurgia cardíaca mundial, a tal ponto que o índice de sucesso dos meus pacientes encaminhados ultrapassou seguramente os 95%.
Hoje, infelizmente, ao tentar encaminhar qualquer paciente para um procedimento cirúrgico cardíaco, a pedido do paciente, que reconhece o serviço prestado na área de cirurgia cardíaca de Londrina como de excelência (felicito o povo de Londrina por esta condição), esbarro na insensibilidade da Dra. Rosângela Libanori, que inúmeras vezes não autorizou o internamento (mesmo com o T.F.D em mãos e devidamente preenchido). Pacientes esses que retornaram para minha região sem o devido atendimento, todos com risco iminente de vida, saindo da minha cidade esperançosos de uma solução para o seu problema, que também é nosso, senhor secretário municipal de Saúde, e extensivo à Dra. Rosângela Libanori.
- Dr. MAXWELL SILVA DE ABREU, médico cardiologista do hospital Santa Rita, Guaíra
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