O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Pedágio (1)
Se levarmos em conta o grande problema nas rodovias neste imenso Brasil, aposto que principalmente os motoristas de caminhão aprovariam a cobrança do pedágio, mas com o respaldo de ver as rodovias em estado de conservação de maneira que não viessem a trazer prejuízos como vêm trazendo. É preferível pagar uma quantia pequena ao pedágio a sofrer com os problemas graves que temos com as estradas, correndo sérios riscos de acidente. Entre Guarapuava e Cascavel venho notando diferença na conservação e parabenizo o governo do Paraná pela iniciativa. Apesar de morar em Santa Catarina, sou paranaense e fico feliz pela administração do governo Jaime Lerner. Tomara que o Brasil siga o exemplo do Paraná.
- EMÍLIO ARAÚJO COSTA, Chapecó
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Pedágio (2)
O pedágio fere a nossa Constituição, no artigo referente ao direito de ir e vir. Assim, é inconstitucional. Ademais, não podemos deixar que nenhum órgão privado ou público utilize vias ilícitas para fazer o bem, pois logo virão outros que utilizarão também esses meios e praticarão o mal.
- ADRIANO STAIGER BRESSAN, Cornélio Procópio
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Pedágio (3)
Transportadoras e caminhoneiros deveriam apresentar à população, que depende de seus serviços, as planilhas de cálculo do custo por quilômetro rodado nos Estados de São Paulo e Paraná, para podermos comparar os custos que eles nos impõem por condições ruins de rodovias (Paraná) e quanto eles vão ganhar por estarem agora podendo trafegar por estradas em condiçÕes bem melhores. Poderemos ver que com certeza haverá redução do custo de transporte motivado por menores quebras, menos pneus estourados ou decapados, melhor vida útil dos componentes dos veículos (molas, amortecedores, freios, pneus etc.). Por que eles não reclamaram quando as estradas começaram a ser recuperadas?
- SIDNEY RAMOS, Curitiba
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Biodiversidade
Dia 5 de junho foi publicado neste jornal que o governador Jaime Lerner estava inaugurando um projeto de preservação da Biodiversidade no Paraná.
É louvável tal ação, ainda mais que a Universidade Estadual de Londrina vem trabalhando com tal assunto há mais de 10 anos, com o projeto Aspectos da Fauna e Flora da Bacia do Rio Tibagi. Porém, fica muito estranho o governo realizá-lo, pois está em vias de concretizar um dos maiores desastres do Paraná, onde a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) vem projetando 7 usinas hidrelétricas para o Rio Tibagi, acarretando, se efetivadas, em uma diminuição em mais de 70% do número de espécies de peixes que ali vivem, além da vegetação de alguns últimos trechos de mata nativa ciliar, pois, como todo paranaense sabe, o rio Tibagi é conhecido por suas corredeiras e as espécies que ali sobrevivem migram rio acima. Talvez esteja faltando informação ao governo Jaime Lerner, pois se souberem da riqueza em biodiversidade do rio Tibagi tal fato não será realizado.
- MÁRIO LUÍS ORSI, Londrina
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Excesso de zelo
A modernidade, a visão global, o avanço gradativo, a conquista de novos horizontes e a abertura de novas perspectivas se contrapõem, no político e em relação ao marasmo, à mentalidade tacanha, ao retrocesso, ao isolamento e ao distanciamento entre ações e decisões e os interesses populares, por parte dos técnicos. Ao invés de estabelecer legislação sobre o novo, opta-se simplesmente por abolir-se a novidade, respaldando-se em argumentos ultrapassados e de duvidosa consistência.
O turismo tem sido, em muitos países, forte gerador de divisas e empregos. O transporte fluvial do Lago Igapó acrescentaria ao nosso cartão-postal a chance democrática de todos se beneficiarem de suas belezas. Para isso bastaria uma legislação sobre um tipo de embarcação não-poluente a ser utilizada, e nisso os técnicos poderiam opinar. Afinal, que cuidados são tomados hoje em relação aos barcos que circulam pelo Lago Igapó?
Quanto à preocupação de que as hélices dos barcos poderiam mutilar peixes, essa deveria ter o mesmo tratamento daquela que protege os pássaros dos vôos das aeronaves em nossos céus, que garante a segurança dos pedestres que atravessam a rua, que expulsa os traficantes da porta das escolas, que bane a violência da nossas cidades, que garante emprego aos pais de família desempregados, só para citar alguns exemplos para os quais o excesso de zelo fecha os olhos e prefere ignorar. Afinal, a quem interessa essa reserva de mercado?
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
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