O leitor escreve


Índios felizes
No ano de 1500 o Brasil foi descoberto pelos portugueses, mas não era terra de ninguém. De 5 a 7 milhões de indígenas aqui viviam felizes num verdadeiro paraíso. Os europeus, ávidos de ambição, destruíram praticamente tudo, em nome do progresso. Escravizaram um povo puro e fizeram com que ‘‘engolissem’’ uma nova cultura, cheia de vícios. O clero foi um dos principais responsáveis porque queria evangelizar, impor sua religião, a todo custo. Imaginavam até que estes povos eram animais irracionais por não serem doutrinados no catolicismo. Sem as fantasias de Jesus Cristo, Deus de Israel, alma, fé, céu e inferno. Viviam com suas tradições e cultura. Livres de religiões eram felizes. Sobreviveram apenas em torno de 300 mil índios, que falam mais de 160 línguas diferentes. A Constituição Federal garante direitos, mas as terras pertencentes aos indígenas tem de ser demarcadas para evitar a contínua invasão do homem branco e os verdadeiros donos das terras possam preservar suas tradições, cultura e por milênios vivam livres dos vícios e maldade do branco.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Forças Armadas
As Forças Armadas têm sido sérias inimigas do povo nas nações subdesenvolvidas que vivem na desordem: como não podem nas suas atividades operacionais agir com consciência política, por razões doutrinárias, estruturais e organizacionais, servem à lei e às elites, as quais têm estabelecido sistemas que garantem segregação, privilégios e impunidade. A máxima ‘‘cumprir a lei’’, frente a uma sedição, significa para as Forças Armadas reprimir e matar homens do povo revoltados e amotinados, mesmo tratando-se de coletividades manipuladas, mantidas na miséria e sem oportunidades. ‘‘Canudos’’, por exemplo, basicamente tinha como objetivo tirar o povo nordestino da fome, do desprezo e do sofrimento. Como sempre, dicotomizaram a reação popular estabelecendo um falso dilema, ou seja, ‘‘só poderiam considerar os que estavam contra ou os que estavam a favor do posicionamento político e ideológico que eternizaria na condução dos destinos da nação as elites privilegiadas que conquistaram o Poder’’. Naquela conjuntura, Antônio Conselheiro e seus seguidores foram posicionados como monarquistas para justificar o morticínio daqueles que tentavam construir uma nova vida afastada da fome e da pobreza.
- NEWTON DE GÓES ORSINI DE CASTRO, Rio de Janeiro
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Bueiro
De dezembro do ano passado até hoje solicitei, três vezes, a limpeza dos bueiros do Jardim Santo Antonio, principalmente os da rua Ibiporã com as ruas Guarapuava, Campo Largo, Umuarama, Ponta Grossa, e nada foi feito. Além de mim, outras pessoas solicitaram essa limpeza e a resposta é que irão tomar providência. O que precisamos fazer para que essa providência seja verdadeiramente tomada? Não pedimos muito, somente o que é do nosso direito. As ruas se transformam em enormes lagoas, levando perigo aos moradores. O problema não existe somente neste bairro. Há outros nas mesmas condições. Já vi pessoas, embaixo de chuva, tentando limpar bueiros em frente às suas casas ou estabelecimentos comerciais. Acho isso um absurdo, pois para quê pagamos impostos?
- NÁRRIA CHOKR RODRIGUES, Londrina
Contrabando
Não estou de acordo com os fiscais na parte em que eles consideram que a passagem da ‘‘muamba’’ seja contrabando. Quanto a drogas e armas eles estão certos, mas os ‘‘muambeiros’’ só vão até lá para comprar aqueles produtos devido a falta de emprego o baixo salário e os impostos excessivos no Brasil. O governo deveria primeiro reduzir os impostos e aumentar o emprego e os salários e depois fazer esta blitz. Eles falam tanto em cuidar das crianças e se esquecem que muitos que lá vão estão com filhos famintos esperando em casa.
- WALTER J. BERTOLUCCI JUNIOR, Nova Esperança
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Collor
É uma pena que a população tenha que reagir dessa forma para evidenciar sua indignação. O ideal seria que a justiça do país tivesse banido totalmente da política tal tipo de pessoa. Como isso não aconteceu, a resposta veio de outra forma. Um bom motivo para o judiciário ficar de olhos abertos e não permitir mais que políticos como Collor voltem ao cenário nacional. Infelizmente, nesse caso, a violência tem a sua justificativa.
- MARCELO FRAZÃO DE BARROS, Londrina
Pedágio
Apesar de concordar que a cobrança do pedágio é a única saída para a modernização das rodovias, entendo que este projeto do Anel de Integração foi péssimamente planejado por parte do governo do estado e só vai deixar de ser uma vergonha, quando os prazos para as obras de duplicação que deveriam começar pelo menos paralelamente a cobrança, forem revistos afinal são absurdos, e especificamente no caso do lote 1, a não previsão de duplicação entre Cornélio Procópio e a divisa com o Estado de São Paulo jamais deveria estar fora do contrato. Este é apenas o reflexo de das coisas que são feitas sem a consulta de quem entende do assunto, fazendo com que pessoas não qualificadas tomem decisões de tamanha importância. Acho ainda que principalmente o Sindicato das Transportadoras e Agricultores da região deveriam abrir os olhos enquanto é tempo e se mobilizar à respeito disto.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
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Rodovia
Estou de acordo com o colega Alberto Silva, e se não batasse a ironia do Secretário dos Transportes, que, quem não estiver satisfeito de a volta por outra rodovia. Ele devia circular pela BR 369 e ver a real situação; -no Km 134 não tem segurança, está desabando novamente; - o mato está verde de novo (que beleza!); - as faixas pintadas de branco estão marron (pé vermelho com muito orgulho). Todo dia vai ter homens pintando as faixas e cortando o capim? A insegurança dentro da cidade de Ibiporã vai até quando? E a falta de quebra-molas no acesso à BR? Enfim, alguém precisa sair de trás da mesa e verificar estas coisas eá muitas outras. Cade as ambulâncias, telefone, posto de auxílio e socorro mecânico?
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
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