O Leitor Escreve
Eleições
Elas vêm aí. Aos quatro de outubro, sim. Cinco meses não marcam distância. O tempo voa. Iremos nos desobrigar do forte direito e do cívico dever de votar. É sinal categórico da democracia (demo = povo, cracia = poder). O imprescindível, porém, é saber votar. Dar valor ao nosso ato de poder. Se o temos - o poder - não devemos desvalorizá-lo com um voto mesquinho. O voto deve cair na urna vindo da cabeça clara e da vontade livre. Longe de nós - o interesse pessoal, familiar, empresarial, classista, ou não sei o que mais. Vale soberano interesse da Nação. Com letra maiúscula, sim. Se escrevo é porque alguém me pediu que alertasse aos eleitores. Visto que a hora é difícil e os exemplos de nossos representantes são desalentadores. E sem eles, lá em cima, com competência, dignidade, civismo, trabalho... tudo continuará na mesma, senão pior. Atenção, pois, eleitores londrinenses. Brio e limpidez. Não se amesquinhem. Segurança, orgulho e alegria no seu voto. Preparem-se para a grande luta. Tomem desde já da arma e a manejem com galhardia. Façam-na brilhar diante da comunidade. Sujar o voto é sujar a consciência. Não iremos sujá-la, nem sujá-lo.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Pista de atletismo
Desde há muitos anos a nossa Universidade Estadual de Londrina vem lutando para a obtenção de uma pista de atletismo ‘‘decente’’, de material adequado para os treinos e para o desenvolvimento e formação de atletas. A UEL já possuiu a segunda melhor equipe de atletismo do sul do Brasil e já contou e formou atletas de nível internacional. E com tristeza vimos atletas de Londrina competindo por cidades até de outros estados, pois não existe um apoio efetivo de firmas ou das autoridades para que nosso atletismo ressurja das cinzas.
Agora, o que me deixou revoltado e surpreso foi tomar conhecimento de que no porto de Paranaguá está encalhado o material para a construção de uma pista de tartan (material utilizado nas pistas das Olímpiadas) e que ninguém toma a iniciativa para o aproveitamento desta pista, pois, segundo fiquei sabendo, desde há quatro anos pelo menos, tempo que esta pista se encontra no porto, existe uma polêmica até política quanto a colocação do material: se no Estádio do Café ou se na sofrida pista da UEL, que tanto estimamos. Ora, o bom senso nos indica que a pista deve ser instalada na Universidade Estadual de Londrina, pois lá é que se encontram os professores experientes de Educação Física e técnicos de Atletismo e o Estádio do Café é um local inadequado e fora de mão para todos.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, Londrina
Violência
A escalada da violência está se estendendo e penetrando casas de maneira espantosa. Um dia sem agressões e desrespeito às pessoas, aos lares e às coisas públicas está se tornando raro em Londrina. Nossa comunidade está ficando famosa e ocupando a mídia pelos males que pratica e não pelo bem que distribui. Ainda causam-nos mal-estar a lembrança da invasão e do terror imposto aos amigos de conhecidíssima apresentadora de TV, cujo lar ela estava visitando. Sua filha foi vítima de agressão emocional e psicológica, uma hora e meia, dentro do próprio carro, antes de os mesmos bandidos invadirem a casa de seus amigos. Também causa-nos ‘frio na espinha’ pelo grupo que invadiu agência bancária e trouxe intranquilidade angustiante a funcionários e clientes por muitas horas, reivindicando seus direitos políticos, sem respeitar os direitos sociais e familiares de seus semelhantes.
Somos uma comunidade pacata, ordeira e trabalhadora que, ao final do dia, chegamos em casa higienizamo-nos e alimentamo-nos e buscamos tranquilidade e lazer nos programas de TV. Nossa surpresa aumenta quando ligamos certo canal para ver o início de uma novela e deparamos com aquilo que nos desassossegou o dia todo: violência pesada. Metralhadoras acabando com a festa de família, roubo, agressão sexual, infidelidade sexual e separação de pais e filhos.
Os senhores produtores e diretores de novelas e de minisséries poderiam contribuir para que a família brasileira tivesse um pouco de paz e tranquilidade, ao menos em seu mais sagrado recesso. Onde ficam os temas históricos e épicos da pátria e de nossos escritores equilibrados? Poderíamos sonhar em ser país de primeiro mundo, onde a dignidade humana e o respeito pelos valores do indivíduo sejam respeitados, se os responsáveis pelo lazer doméstico nos apresentassem programas realmente construtores para o bem. Será que seremos obrigados, se quisermos a colaboração da TV, ligar nossos aparelhos em programas menos violentos, pela má qualidade de suas produções? Enquanto isso continuamos sonhando com o primeiro mundo, quando os comunicadores não fazem o mínimo para melhorar nossa qualidade de vida.
- BOANERGES DE OLIVEIRA, professor da Universidade de Londrina
Cumprimento
Desejo aqui registrar meu sincero apreço pela coluna ‘‘Informe Informática’’, de Carlos Trindade. Com textos inteligentes, lúcidos e afinadíssimos com a atualidade mundial dos fatos na área, Trindade não somente informa, mas provê instrução e direção aos leitores: ele traz formação. Há uma simplicidade artesanal na forma de comunicar também ao leitor leigo no assunto (como eu!) suas análises, percepções, recomendações e balizamentos sobre os assuntos abordados em sua coluna. Parabéns, Carlos Trindade. Parabéns, Folha!
- Rev. LUÍS WESLEY, Kentucky, USA
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