O LEITOR ESCREVE
Festa Junina
Muitos não conhecem hoje algumas destas peças da tradicional Festa Junina. Assim sendo, não podemos deixar sepultar estas manifestações folclóricas, ligadas às nossas tradições populares. Como persistir é preciso, e para não deixar morrer mais esta tradição, o poder público sente-se no dever de promover, estimular e incentivar estas manifestações culturais para que os nossos filhos e netos conheçam e saibam passar para as futuras gerações o que não podemos deixar esquecido. E hoje à noite, todos teremos a oportunidade de apreciar um pouco de tudo isto com a Festa Junina de Londrina, promovida pela Prefeitura, através da Secretaria de Cultura, na Praça Marechal Floriano Peixoto . Gostaríamos de contar com a sua presença!
- ANGELA FARAH MARÇAL - Secretária de Cultura de Londrina
Futebol
Será que o pentacampeonato vai acabar com os problemas da nação? É o que parece, a julgar pela cobertura dada pela mídia a tudo que se relacione à Seleção. Os telejornais deixam de mostrar a crua realidade nacional, a seca no Nordeste, a violência nas grandes cidades, tudo em favor da festa do futebol. E há quem diga que futebol não é alienação. Aparentemente todos esqueceram que 1998 é ano de eleição. Sem medo de cair na tão batida ‘‘Teoria da Conspiração’’, não parece muito conveniente que todo ano eleitoral seja também o da Copa? Não é algo muito improvável, se for levado em conta que os políticos são brasileiros natos - e, portanto, também se utilizem do famoso expediente de dar jeitinho especial em tudo.
- CRISTIANO ROBERTO ROHLING, Londrina
Pedágio 1
Povo sem estrada não sobrevive como nação. Dos Apaches, na América do Norte, e dos Incas, na América do Sul, restam apenas cidades-fantasma. Assim como os vasos sanguíneos e as artérias levam vida para o corpo transportando oxigênio e outros nutrientes, as estradas levam vida a uma nação. Qualquer obstrução no anel principal do coração é o colapso. De modo quase semelhante vai-se dizimando uma nação sem estradas. O sacrifício de hoje, pagando pedágio, além do nosso benefício amanhã, vai propiciar aos nossos filhos e netos vias duplicadas e com segurança que possa garantir de fato o direito de ir e vir. Se o poder central, dono das rodovias, não tem dinheiro sequer para tapar buraco, não podemos comprometer o futuro. Os opositores estão mesmo enxergando pouco.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
Pedágio 2
Além de tributar o direito de ir e vir, sem alternativa de caminho (à maneira do Xerife de Nottingham), agora Sua Excelência diz que há uns e outros, aqueles que pagam e aqueles que não pagam. Sinal dos tempos de eleições, de apoios de empreiteiras e de donas de pedágio... Até quando ficaremos impassíveis?
- ALAMIR AQUINO CORRÊA, Londrina
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Professores
Nossa condição de educadores contribui singularmente para o exercício de um mister que nos eleva, distingue e dignifica, da mesma forma que nos impõe a necessidade de fazer da participação coletiva e do esforço comum uma bandeira cujo empunhar representa não apenas investidura, mas sobretudo compromisso. Nenhuma demonstração de amor à causa que abraçamos será mais evidente e mais palpável do que a integração, do que a participação, do que o esforço, com a arraigada convicção de que somente haveremos de corresponder à confiança dos que apostam no nosso trabalho na medida em que engrossarmos as fileiras daqueles que fazem do magistério uma missão, um sacerdócio.
Nesse sacerdócio seus protagonistas não podem ser meras figuras decorativas, nem tampouco paxás aureolados, cheios de diplomas e de certificados e vazios de vontade de servir, capazes no âmbito das letras, mas incapazes no espírito da letra, loquazes no discurso, mas infecundos na prática. Nessa missão há que haver fidelidade de princípios e firmeza de convicção, sem o que se esmorece a disposição de trabalho, se envelhece o vigor do corpo. Há que se renovar, ao contrário, a lucidez da alma, o amor do coração, nessa obra que, no seu dia-a-dia, tanto enaltece a participação coletiva quanto exige o esforço comum, como coroamento de uma empreitada de tão relevantes méritos e de tão justificado orgulho para seus fiéis seguidores.
O resultado dessa empreitada deve advir de uma partilha de responsabilidades, de uma vida de família cujos integrantes se empenham em fazer da convivência fraterna uma escola de entusiasmo, de estímulo, de esperança, de elogio, de exemplo, uma escola, enfim, em que o idealismo prevalece, por ser precedência e consequência da participação coletiva e do esforço comum.
- PAULO MORETTI, diretor-adjunto do Colégio Marista Santa Maria, Curitiba
Correção
A Folha esclarece que Salastiel Feitosa de Vasconcelos, preso anteontem sob a acusação de falsificar medicamentos, não é farmacêutico como foi identificado no título da reportagem.
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