O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Supermercados
O engraçado nesta história de aumentar o preço de 5 a 8% é que, quando foi implantado o sistema de código de barras, que bagunçou as compras, não foram baixados os preços em 5 a 8% pela economia que os mercados tiveram. Na hora de aumentar, o consumidor paga. Na hora de abaixar, o dono é quem fica com o lucro.
- APARECIDO CARLOS VIOTI, Londrina
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Viagra
A sensação do momento é o Viagra, que tem chamado mais a atenção do que a Seleção de futebol. Aquele promete soluções e alegrias e esta é um poço de problemas e decepções. Os dois assuntos polarizam as atenções. Vamos ter muita atividade na cama, mas pouca no gramado. O grito de gol vai ecoar entre os lençóis, mas poderá ficar contido nas arquibancadas. Tudo é muito interessante e divertido até se, refletindo sobre esses assuntos, não nos sentíssemos ofendidos em nossa inteligência. Afinal, por que Romário? Por que a embalagem de Viagra, que custa 20 dólares nos Estados Unidos, custa R$ 54,20 no Brasil? Nem precisa explicar. Eu só queria entender.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Vinil no lixo
O fim do vinil, a destruição de milhões deles, velhos bolachões em 78, 45 e 33 rotações, aos poucos, mas de maneira contínua, desfalcarão a memória musical do país de maneira profunda. Como colecionador de velhos 78 rotações, como de LPs, amiúde, de uns tempos para cá, tenho recebido doações, como se fossem entulho na casa das pessoas. Não me aborreço: mandem o que não quiserem mais, sempre terei lugar para conservá-los. Estou formando uma discoteca que, no futuro, certamente poderá servir, já que milhares de discos sumirão para sempre, como bem disse, outro dia, Hermínio Bello de Carvalho, eterno preocupado com a falta de preocupação com a memória nacional.
Já escrevi, aqui mesmo, anos atrás, sobre a ausência de uma discoteca nacional, como existem pinacotecas, bibliotecas, arquivos. Ou a MPB não merece? Há, felizmente, grandes colecionadores, abnegados, que por paixão e hobby, guardam preciosidades musicais, em fitas, K7, discos, partituras, ou fitas de vídeo (dos anos 70 para cá). E o poder público?
Ao Ministério da Cultura caberia muito bem criar um centro da memória musical do Brasil, uma discoteca nacional, para que Clementina de Jesus, Jacó do Bandolim, Elizeth Cardoso, Carmem Miranda, Pixinguinha, Cartola, Adoniran Barboza, Lupicínio Rodrigues e tantos outros fossem perpetuados. Temo que com a avalanche de CDs essa gente seja preterida e, pela fogueira de vinil que se vê a cada momento, mercê da modernização, fiquemos à míngua desses grandes nomes, gênios da raça no campo da música. O vinil virou entulho. Um amigo resgatou da mão de um vinilcida uma relíquia de Adoniran Barbosa, que teria o destino inglório da lixeira pública.
Quem quiser jogar discos fora, por favor, me escreva (caixa postal 248) e ajude-me, assim, a preservar, ainda que modestamente, a memória discográfica nacional. Imagine o Brasil sem grande parte de sua bagagem musical, já que milhares de discos (vinis) não serão jamais regravados. Cabe, também, aos grandes nomes da MPB, vivos, a defesa desse patrimônio. Se eles quiserem, em muito pouco tempo teremos a discoteca nacional, que seria caso único no mundo.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Jabor
Uau! Realmente a matéria de Arnaldo Jabor me chocou. Sou uma pessoa, digamos, que simplesmente lê uma notícia e outra sem muitas preocupacões em me aprofundar. Mas lendo esta matéria, realmente, senti necessidade de falar algo. Depois de 4 anos morando no exterior, e adquirindo hábitos e estilo de vida diferentes dos que anteriormente conhecia, sempre procuro ficar em contato com o que acontece em meu país. Infelizmente, este artigo deixou-me um pouco para baixo (não estou criticando o autor; pelo contrário, achei uma excelente matéria) estou, sim, muito sentida por saber que as esperanças brasileiras parecem que estão se esgotando a cada dia. Este artigo deixa bem claro isto. Gostaria muito de algum dia poder abrir o jornal e ler algo a respeito do Brasil que me deixe feliz. Porque afinal, mesmo morando longe, o meu coração ainda é verde e amarelo. E a esperança, realmente, é a última que morre!
- DENIZE DEPAULA FLYNN, Rowley MA (USA)
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Contrabando
O Exército volta a atuar na fronteira com o Paraguai, apoiando a ação coibitiva da Receita Federal. Essa operação conjunta deveria ser o início de providências mais efetivas no controle do contrabando e tráfico de drogas e armas. Essa fiscalização deveria ser rotina de trabalho das autoridades e não exceção. Como cidadão gostaria de ver efetiva disposição das autoridades na continuidade desse procedimento.
- PAULO SÉRGIO TAGATA, Uraí
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