Reeleição
A reeleição transformou-se num verdadeiro espetáculo. No picadeiro os políticos fazem o que querem, falam o que vier à cabeça e tripudiam em frente ao público. O povo, como sempre, fica à margem das negociações, desconhece os conchavos, nem ao menos imagina quantas tramoias estão compondo esse interminável jogo de interesses. Sabe-se, porém, que o dono do circo é o sr. Fernando Henrique Cardoso. A marmelada, tem sim senhor, é mais conhecida como reeleição. E, entre outros artistas circenses, os palhaços são os de maior número, cerca de 150 milhões.
- MIRIAN CRISTINA PERES DA CRUZ, Londrina.
Internet
A Internet vive dias pioneiros, balouçando ainda nos dias das diligências da informática, mas seu sucesso já pode ser aferido pelo número de consultas que a Alta Vista, meu servidor e um dos mais ativos, mostra: 30 milhões, por dia util. Em entrevista ao Estado de São Paulo, o prof. Nicholas Negroponte, autor do excelente e acessível ‘Vida digital’, do M.I.T., e um dos artífices das revolucionárias mídias que ocorrem e ocorrerão, aponta para um fato já perceptível e irreversível, e que será realidade em breve: as atuais fronteiras municipais, estaduais ou nacionais, permanecerão, mas dentro de um limitado conceito que mais interessará aos políticos e militares, pois a globalização da cidadania, as queixas, denúncias, intercâmbio de informações, estão caminhando e de modo irreversível, na direção de uma comunidade internacional, universal, onde são imponentes as habituais censuras, arreglos de campanário e abusos no silêncio.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, Londrina
Parabéns ao prefeito
Parabenizo o prefeito Antônio Belinati pelo êxito em seu primeiro mês na Prefeitura. Tenho acompanhado pela imprensa as notícias de que ele encontrou uma situação muito difícil, mas que, com experiência, está resolvendo muito bem todos os problemas. Ele pagou finalmente os salários atrasados dos servidores, está fazendo a rede de esgoto da cidade, montou o Banco do Empreendedor, para os negócios dos micro-empresários, e está resolvendo a contento o problema do transporte coletivo, acabando com a exclusividade de uma única empresa.
Parabéns ao Belinati e a toda sua equipe. Estou torcendo muito para que as coisas continuem positivas em Londrina. A cidade está acima dos interesses políticos, e nós temos que apoiar o que é bom.
- ANTÔNIO GOMES CALDERA, Londrina.
Ônibus
Em recentes pesquisas, o londrinense manifestou que gostaria que duas empresas operassem os serviços de transporte coletivo na malha urbana, pois assim poderia escolher os serviços da sua preferência. Estabelecida a concorrência (ônibus mais vazio, melhores preços, melhor itinerário, maior frequência, etc) cada empresa procuraria oferecer o melhor serviço para conquistar o passageiro. Mas não foi bem isto que ocorreu. A Francovig ficou com a zona sul e a TCGL com as demais regiões. O passageiro não teria outra opção. Moradores do Parque Ouro Branco, por exemplo, só poderão utilizar ônibus da empresa Francovig, ao tempo em que os do Jardim Interlagos, Jardim Leonor ou Cinco Conjuntos só poderão utilizar a TCGL. Haveria concorrência se ambas as empresas operassem no mesmo bairro, escolhendo o itinerário que melhor
atendesse a população.
- WANDERLEY POLLI, Londrina.
Salvador da Pátria
Talvez o título seja piegas demais, já que o patriotismo neste país está enterrado há décadas. Refiro-me ao vereador Salvador Francisco, que vem honrando seus votos, cumprindo seu dever e mostrando para que veio. Destaco a denúncia feita na Câmara, na qual se discutia o polêmico monopólio do transporte coletivo em nosso município. Num gesto de coragem e determinação, denunciou, com provas incontestáveis, a empresa Grande Londrina, na cotação superfaturada de serviços de recapagem de pneus, história já conhecida pelos leitores deste jornal.
Em tempos bem próximos alguns membros daquela Casa se borravam ao contestar esta empresa. Devo lembrá-los que a monarquia já foi extinta há mais de um século e fortalecida a idéia de que não mais queremos reis, rainhas, princípes e condes, como ficou evidenciado no plebiscito para escolha do regime de governo. Afirmo, portanto, que o rei dos transportes coletivos, assim como o ‘‘O Rei do Gado’’ (novela da Globo) está se despedindo. O rei deixa o seu castelo sólido e rico, e o que resta em suas fortes edificações são os bobos da corte, com suas carruagens supersônicas. Por tudo isso que devemos criar novos salvadores, pois um só é pouco.
- JONATAS A. DOMENICIANO, Londrina.
Tom iluminado
Mais do que ninguém: muito mais do que Vinícius, Toquinho, Menescal, Nara, Bôscoli, Tereza ou Ana, ela, Helena, a irmã única, a amiga de uma vida inteira, conhecia profundamente Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim ou simplesmente Tom Jobim, gênio da MPB, criador de tantas músicas divinas. Neste fim de ano, Helena Jobim, romancista premiada, nos deu de presente ‘Antônio Carlos Jobim, um homem iluminado’, 440 páginas, das quais 150 com a discografia completa de Jobim. É um livro escrito com a alma de quem amava muito o irmão, mas não o isentava de erros. Tom surge dessa biografia capaz de claudicar, sujeito a tristezas e a vacilações, capaz de chorar, de fugir de casa e de refletir sobre os grandes temas: vida, morte, amor, mulher. Tom escritor, poeta, músico, ecologista. Não faltou nenhuma das facetas mais importantes de Tom. Um dia, o sítio de Tom, em Poço Fundo, será um centro de música popular brasileira, sacralizada para sempre como local onde esse monstro da MPB viveu tantos momentos de grandeza criativa e de elucubração poética.
O livro de Helena Jobim, editado pela Nova Fronteira (RJ), deve ser recebido como presente. Que delícia, certamente será lê-lo na praia ao lado da mulher amada, ouvindo CDs de Tom, Vínicius, Toquinho, Menescal! É uma boa sugestão para presente. O livro vem acompanhado de um CD com músicas inéditas e prefácio de Chico Buarque.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.
Evangélicos
Membros de uma igreja evangélica de Curitiba vão sair no carnaval de rua. Jesus não precisa que as pessoas façam papel tão ridículo para divulgar seu nome. É uma ofensa à fé e ao nome de Jesus. Não julgo religião nenhuma. Todas buscam o mesmo Deus, mas algumas exageram na louca disputa por novos fiéis.
- LOURDES APARECIDA MARTHO, Ibiporã

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