O leitor escreve
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Pedágio
Daqui a dez anos o Paraná será o melhor Estado do Brasil. Produz a maior safra de grãos e está se industrializando para o futuro. Estradas matam mais do que qualquer doença. O governador Jaime Lerner agiu bem ao priorizar também as estradas do Paraná. Já observei grandes melhorias, principalmente no trecho Maringá-Paranavaí, construída em 1966 pelo governador Paulo Pimentel. De lá para cá ninguém fez nada por ela, mas hoje está recapeada totalmente, com acostamento, olho de gato, possibilitando dirigir à noite. Se o pedágio for um mal necessário, que assim seja, mas teremos estradas duplicadas, com menos acidentes. Parabéns ao governador. É preciso ter coragem para certas tomadas de decisão em favor do Paraná.
- PAULO CEZAR FELIPE, Paranavaí
Profissional de RH
Quando se vê gansos voando rumo ao sul, formando um grande V no céu, indaga-se o porquê de voarem dessa forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave logo atrás. Ao voar em forma de V o grupo se beneficia em pelo menos 71% a mais da força do vôo do que uma ave voando sozinha. Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir os objetivos mais rápido e fácil, pois viajam beneficiando-se de impulso mútuo. Sempre que um ganso sai do grupo, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar pela ave que voa imediatamente à sua frente. Se tivéssemos o mesmo sentido dos gansos, manter-nos-íamos em formação com os que lideram o caminho para onde também desejamos seguir. Quando o líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e o outro ganso assume a liderança. Vale nos revezarmos em tarefas difíceis e isto serve tanto para as pessoas, quanto para os gansos que voam para o sul. Os gansos de trás gritam encorajando os da frente para que mantenham a velocidade. É a força para continuar. Finalmente, quando um ganso fica doente ou é ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que consiga voar novamente ou até que morra. Só então levantam vôo a fim de alcançar seu grupo. Se tivermos o sentido dos gansos, também ficaremos unidos, um ao lado do outro, o que nos trará muitos benefícios. Sabemos que não estamos sozinhos: Nossa luta é a mesma. Nossos sonhos são compartilhados e cada um de nós faz a diferença. (Dia do Profissional de RH, 3 de junho de 1998)
- ADEMAR RAMOS, da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná - ABTD/PR, Londrina
Escola pública
A Folha anuncia que se encontram reunidos em Faxinal do Céu representantes de vários segmentos para discutir experiências sobre educação e cidadania. Essa tendência, refletida também nas reformas educacionais no Estado de Minas Gerais, procura aproximar mais a comunidade da escola como meio de superar as dificuldades. Em livro a ser lançado brevemente pela Editora da UEL (Existe público para a escola pública?), David Mathews, ex-ministro da educação norte-americano, advoga a tese de que a reconstrução da escola pública passa primeiro pela reconstrução do público. Este é, aliás, um dos programas de pesquisa da Fundação Kettering, por ele dirigida, que procura documentar as iniciativas realizadas naquele país no sentido de envolver a comunidade com a escola pública. Uma das práticas que busca criar esses elos são os fóruns de deliberação pública. Desde 1996 vêm a UEL e a Universidade Estadual de Ponta Grossa promovendo fóruns de cidadania com base nos princípios da democracia deliberativa. Teria sido proveitoso mostrar no seminário, que agora se realiza, quais as possibilidades oferecidas por tais fóruns, principalmente quando se discute a melhoria da escola pública.
- TELMA NUNES GIMENEZ, Londrina
([email protected])
Terra de ninguém
Dia desses vi na Folha fotografia de sem-terra invadindo agência do Banestado, armados de foice, faca e outras armas, ouvindo discurso de seu líder em pé sobre uma escrivaninha, mostrando total desrespeito aos bancários, clientes e ao patrimônio do Estado. Na mesma edição li incrédulo notícia sobre invasão pacífica em uma fazenda. Ora, não existe invasão pacífica. A invasão, por si só, é ato de extrema violência. Como não bastasse, os invasores declararam que fizeram acordo com o proprietário, permitindo que este entrasse em sua propriedade e ordenhasse vacas também de sua propriedade. Não são trabalhadores sem terra, são bandidos praticando atos de terrorismo embaixo do nariz das autoridades.
Enquanto isso as praças de pedágio crescem a velocidade espantosa, nossa Seleção de Futebol trabalha duro para nos presentear com o penta em troca de premiozinho mixuruca de mais ou menos 200 mil reais, o deputado Pedrinho Abrão é absolvido por seus comparsas, o nobre deputado Horácio Rodrigues quer transformar o Faustão em cidadão honorário paranaense e o glorioso Presidente passeia tranquilamente pelo mundo afora, na condição inatingível e inabalável de rei do Paraíso.
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, Cornélio Procópio
Correção
O título correto da carta de Ricardo Satler, publicada ontem, é Direitos e desejos e não Direitos e deveres.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





