Economia

Com o dólar atrelado ao real, os produtos de exportação perderam a competitividade lá fora. Por exemplo, para o exportador obter R$ 18,00 por uma saca de soja exportada, ele terá que vendê-la por US$ 18,00. Se o dólar valesse, numa hipótese, R$ 1,50, a mesma saca de soja poderia ser vendida lá fora por US$ 12,00, ao invés de US$ 18,00. Logo, a competição de preço no exterior se tornaria bem mais vantajosa. Estes são os efeitos da defasagem cambial de que tanto fala o economista e deputado federal Delfim Netto.
Fazemos outra outra comparação, porém no mercado interno: um apartamento que antes do Plano Real estaria cotado em US$ 60 mil, hoje teria que estar valendo US$ 150 mil no mínimo. Neste caso, nós perguntamos o seguinte: o dólar está super desvalorizado, subavaliado ou defasado? Qual seria a defasagem? Por que esta defasagem? Seria para dar a impressão de que o real é uma moeda forte? São muitas as perguntas que estão na cabeça de todos nós.
No mundo dos negócios, ninguém compra e ninguém vende. Esta situação faz com que este setor fique completamente parado. A não ser aqueles que têm dívidas em bancos ou com terceiros, cujos juros estão pela hora da morte. Neste caso a pessoa se desfaz de seus bens por qualquer preço. Joga fora, conforme se diz por aí. Mesmo assim o comprador reage, porque os juros estão bem mais atraentes.
Parece-nos que está havendo uma artificialidade em tudo isto, e fica difícil compreender toda esta situação, quando os próprios economistas não encontram um consenso para explicar à população o que está acontecendo.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina.


Solução

O cruzamento da Av. Dez de Dezembro com a Av. Portugal é um caso de polícia. Parece um cruzamento simples mas não é. Há um contorno na Av. Dez de Dezembro onde ônibus e caminhões fazem o contorno para pegar a Av. Portugal. Mas, como o canteiro é estreito, ônibus e caminhões ao cruzarem a Av. Dez de Dezembro ficam com a traseira fechando todo o trânsito, causando vários acidentes e congestionamento.
No local iniciou-se um semáforo eletrônico, colocaram ‘‘tartarugas’’ e fizeram as bases, só que até hoje o semáforo não saiu. Será que estão esperando uma tragédia para concluí-lo? Alô prefeitura, Comurb ou quem de direito! Vamos resolver e solucionar este problema com urgência.
- ANDRÉIA BATISTA FEIJÓ, Londrina.

Brincando com o povo

É a maneira mais correta se falar sobre o que aconteceu no final da última semana no Shopping Catuaí. A propaganda foi grande, as chamadas constantes e com toda sua pujança a cidade prontamente respondeu. O comparecimento da população para a abertura da campanha de Natal foi total (estimou-se em 50 mil pessoas). Pena que os organizadores não se prepararam e pareciam não conhecer o potencial da cidade e região onde moram.
Um evento desorganizado, cheio de falhas e atrasos que fez o povo perder a paciência. Anunciaram muito e fizeram pouco, desde o animador da festa, o som, a demora. Deu pena ver pessoas que vieram de longe, muitas de ônibus, com duas ou três crianças, nervosas e inquietas com a demora. Vaias não faltaram. Quem lá esteve pode confirmar.
Não se brinca com o povo, mas principalmente não se pode ‘‘enrolar’’ crianças, que convenceram seus pais a irem para lá na doce ilusão que o Papai Noel apareceria às 18h30, o que só ocorreu por volta das 21h20.
Fica aqui um pedido para que das próximas promoções se programe tudo e se realize o que for prometido para que se evite o acontecimento de algo grave e desgradável, pois o que presenciei no sábado andou à beira de um quebra. Londrina é uma metrópole. Não é qualquer cidadezinha. Pensem nisso.
- WILSON DUARTE, Londrina.

Pornografia

Apoio a atitude do policial rodoviário Joaquim Carlos Costa, que enviou mensagem ao ministro da Justiça solicitando providências contra a pornografia que entra em nossos lares através de propagandas de ‘‘tele-sexo’’. E ainda por cima com anuência da Embratel.
Mas não é só a pornografia de comerciais, mas sim de filmes e novelas que as grandes e respeitáveis emissoras (Globo, SBT, Bandeirantes etc) colocam no ar na tentativa de aumentar os índices de audiência. E pelo visto isto tem dado resultado.
Enquanto isto, as emissoras que passam programações realmente com valores bons para agregarmos a vida, estão em crise financeira e o governo não faz nada para reverter esta situação.
Que tipo de povo nosso governo está querendo formar? E você, verdadeiro cidadão, porque não dá uma resposta concreta a todas essas erradas? Não basta desligar o botão da TV. Temos é que nos manifestar de forma a sensibilizar todo o povo, principalmente os que têm a televisão como único meio de comunicação.
Sugestão: não assista aos lixos exibidos por estas emissoras e boicote os produtos e fabricantes que patrocinam os mesmos. (Será que ainda temos noção do que é lixo e do que não é?) Mexendo no bolso de quem manda no país, talvez nós, pequeninos mas numerosos cidadãos, consigamos exigir uma programação que ajude a formar melhor o caráter de nossas crianças e quem sabe de nossos adultos também. Ainda há tempo?
- BRAZIL ALVIM VERSOZA, Londrina.

Transporte coletivo

Gostaria de saber a opinião dos defensores do monopólio do transporte coletivo em Londrina a favor da TCGL, quanto à liminar conseguida por essa empresa contra a lei municipal que beneficiava portadores de deficência física e aposentados a não pagar pelo transporte coletivo.
Gostaria de saber a opinião de todas essas entidades quanto a isto. Certamente nenhuma das aproximadamente 4.000 pessoas prejudicadas pertençam a suas famílias. O projeto de isenção de tarifa para estas pessoas que tanto necessitam desse benefício, da vereadora Lígia Puppato, foi contestado pela empresa, que alega que teria muito prejuízo. Será que essa empresa sabe o que significa responsabilidade social?
- CHARLES DE BARROS SILVA, Londrina.

Correção

A Folha errou na legenda de uma foto publicada na página 4 da edição de segunda-feira última. Ela mostra um automóvel da marca Mitsubishi e informa que ‘‘dez mil estão em situação irregular’’ no Brasil. Na verdade, são dez mil automóveis das marcas Mitsubishi, Jaguar e Citroen, como está escrito, corretamente, no texto da reportagem ilustrada com a foto - que deveria mostrar também veículos das outras duas marcas.

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