O LEITOR ESCREVE
Direito eleitoral
Estamos em 1998. O palco está pronto, a platéia é de 102 milhões e a urna eletrônica estará na metade dos municípios. Em disputa para o papéis principais da peça, 1.613 cargos. Presidente e vice; 27 governadores; 1/3 das 81 cadeiras do Senado; 513 cargos de deputados federais; 1.045 vagas para deputados estaduais. Mas vai ser um tal de rir e chorar, meus amigos, porque a tal história do uso e abuso da máquina administrativa a favor deste novo-velho megaelenco, ainda não está bem entendida: se usar a gráfica do Senado, isto é crime eleitoral ou mera infringência? Dá direito a cadeia, a multa ou é privilégio de senador eleito, como sucedeu com Lucena?
Só mesmo saindo para um teatro aberto, à semelhança das arenas romanas: desta feita, a peça leva o nome de II Simpósio Nacional de Direito Eleitoral. O teatro é Curitiba. A data: 30 e 31 de julho e 1º de agosto. No prédio do Castelo Branco. Cheio de artistas de primeira grandeza, como Tito Costa, Joel Cândido, Torquato Jardim, Pedro Niess, Cármen Lúcia Rocha, Olivar Coneglian, Adriano Soares da Costa, Ulisses Maia. Senhores, ali o lago profundo ficará, de fato e de direito, revolvido até o fundo. Que o Nelson Rodrigues dance, gargalhando, lá no céu, pois um tempo de sabor diferente está chegando.
- NOELY MANFREDINI, Curitiba
Leilão do SFH
Uma verdadeira avalanche de editais anunciando leilão de unidades habitacionais pelo SFH está ocupando espaço nos jornais do País, por inadimplência dos mutuários. Nos editais da imprensa local figuram pessoas do mais alto conceito, que têm contribuído para o progresso da nossa terra. Constata-se nos próprios editais que houve incompetência do Sistema, visto que encontramos unidades com 120 m2 com saldo devedor acima de R$ 110.000,00. Com este saldo devedor o mutuário compraria duas unidades da mesma categoria, além de que possivelmente já pagou o equivalente ao valor de mercado da unidade leiloada.
Dizem que o brasileiro tem memória curta, porém com certeza ninguém esqueceu que o governo injetou bilhões de reais para salvar instituições bancárias podres, cujos banqueiros estão hoje passeando pelo mundo e desfrutando de todas as mordomias que o setor turístico internacional pode oferecer. Diante de tanta incompetência e apatia do governo em solucionar um problema social do mais alto interesse, torna-se difícil aceitar que o MST não tem suas razões.
- JOSÉ DURVAL FERNANDES, Londrina
Escola Pestalozzi
Dia 31 de maio de 1997 foi inaugurada a Escola Oficina Pestalozzi, financiada pelo jogador de futebol Elber, Winterbach, Stuttgart, Baden Wuttemberg e Deutschaland (Alemanha). Esta foi criada com o objetivo de fornecer cursos profissionalizantes gratuitos, a população mais carente transformando-os em futuros profissionais e abrindo a eles as portas do mercado de trabalho. Entre os cursos prestados estão a datilografia, padaria, costura e, o mais recente, eletricista instalador, além de palestras onde o assunto principal é a preparação para o mercado de trabalho. Graças a estes cursos prestados à comunidade, muitas pessoas já conseguiram empregar-se.
Além dos financiados contamos com a ajuda de inúmeras outras pessoas, que constituem uma grande lista de nomes. E com a dedicação e o esforço de todas elas hoje podemos contar com este estabelecimento em diversos fatores. A escola pretende encontrar aqui futuros campeões do esporte e é por esta razão que oferece treinos de futebol, vôlei, basquete e pretende oferecer futuramente aula de dama e xadrez. A este tem também novos planos, onde destacam-se novos cursos.
E em nome de todos os alunos que aqui frequentam agradeço aos que tornaram possível este momento. Pois é nesta escola que aprendemos não só a ser grandes profissionais, mas também a ser grandes pessoas e verdadeiros seres humanos. E foi aqui que compreendemos que o material ajuda, mas não o suficiente, pois o importante é o afeto que recebemos das pessoas que nos rodeiam e com certeza nós o encontramos aqui. Eu acredito que esta escola faz parte da história de todos nós e com certeza ela ficará registrada na memória de todos os que puderam participar da história da escola.
E se algum dia vocês chamaram a nossa atenção, aí nos negaram algo e nós não compreendemos, hoje pedimos desculpa, pois agora entendemos suas razões e agradecemos muito. E o melhor é que a relação existente entre nós não é de aluno e professor mais sim de amigos e são estas amizades que valorizamos muito.
E é com muita gratidão que nós agradecemos do fundo do coração e é por esta razão eu digo: Muito obrigado e meus parabéns, Pestalozzi.
- VANESSA FELICIANO DA SILVA, 14 anos, Londrina
Agradecimento
Apresentamos agradecimento pelo apoio que temos recebido da Folha, que se revela um instrumento de integração geopolítico e cultural do nosso Estado e veicula para o Brasil o cotidiano empreendedor da nossa região. Aliás, a ajuda desse prestigioso Jornal à nossa região já aconteceu em muitas outras ocasiões, inclusive quando pleiteávamos, e conquistamos, a construção do trecho da BR-369 entre Campo Mourão e Cascavel, passando por Ubiratã. O desempenho e auxílio desse Jornal e do seu diretor João Milanez foram fantásticos. A COAGRU agradece especialmente pelas reportagens que nos têm destacado, por exemplo, na edição de 28 de fevereiro e 8 de março, com registros do programa COOPERMULHER.
- ÁUREO ZAMPRONIO, diretor presidente da COAGRU Cooperativa Agropecuária União Ltda., Ubiratã
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup