O LEITOR ESCREVE
Sociedade Rural
O que o jornalista Walmor Maccarini escreveu, quinta-feira, sobre o papel que a Sociedade Rural deve desempenhar, todos nós entendemos, e apoiamos: que a entidade tem que manter uma permanente postura política em defesa das grandes causas do campo. Também é verdadeiro, como disse o jornalista, que com todo o poder que tem, e pela sua idoniedade, a Sociedade Rural tem estado um tanto acomodada. Ações isoladas, no caso do MST - citadas em carta publicada ontem nesta seção pelo diretor administrativo da SRP - são muito pouco e não constituem uma política de constante vigilância, como se espera de uma associação que congrega a classe ruralista do Paraná, a nossa SRP. É esta a política sugerida pelo jornalista, foi assim que a entendi, porque esta é também a minha posição como agropecuarista e candidato à presidência da Sociedade Rural. Ações isoladas são importantes, mas muito pouco, repito, para uma sociedade com tão vigoroso nome e com 50 anos de existência. Exige-se mais dela, e com isto concordo com o jornalista. Cada diretoria pode adotar a linha política que julgar conveniente, mas quero uma Sociedade Rural mais atuante, como associado e como postulante a comandá-la por dois anos. Conclamo os companheiros a cerrarmos fileiras nessa luta, porque nosso adversário comum não somos nós mesmo em campanha, mas as políticas erradas do Governo para o campo. Penso, sim, que a Sociedade Rural tem que despertar para uma mobilização e que está na hora de fazerem-se ouvir os berro oriundos do campo, para que os ouçam as lideranças adormecidas, os sindicatos rurais, as cooperativas, a bancada ruralista no Congresso Nacional, o Governo, a imprensa. A Sociedade Rural do Paraná tem estado, sim, ‘‘um tanto acomodada’’. As grandes reivindicações da agricultura nunca foram as bandeiras da SRP. Os associados sabem que isto é verdade. Incumbe mudar isto, e para esta batalha é que convoco os companheiros!
- FRANCISCO GALLI, candidato à presidência da Sociedade Rural pela Chapa Desperta Rural, Londrina
Poluição
Fomos pescar domingo. Não conseguimos chegar na beira do rio. Era tanto o mau cheiro, havia tanto peixe, sapos e rãs mortos que não conseguimos comer o lanche. O rio estava cheio de lodo, limbo e lixívia. Na ganância de ganhar mais dinheiro em nome de um progresso desumano, tudo o que não serve é despejado nos rios, córregos, terrenos baldios, pois a fiscalização nada pode fazer (ou não quer fazer). De uma maneira ou de outra, esse material permanente chega aos rios onde, aos domingos, pais e filhos, amigos e companheiros se reúnem para passar algumas horas longe dos problemas e para levar uma mistura diferente para casa. Nada levam. O anzol só traz limbo.
Talvez os industriais não sejam culpados. Pode ser pura incompetência dos funcionários deles. Porém, a destruição da natureza será atribuída aos empresários. Um dia seus netos terão um montão de dinheiro e nada conseguirão comprar. Nesse dia eles não estarão mais aqui e o efeito da sua ganância será sentido por todos e muitos anos passarão antes da recuperação (se houver). Essa destruição atingirá principalmente as crianças, que terão que conviver com essa imundície. Se minhas palavras servirem ao menos para irritá-los e que resultem em melhoria das condições ambientais, nem tudo está perdido: Haveremos de recompor rios e florestas e nossos descendentes poderão sair aos domingos e desfrutar dos rios e matas e descansar em paz.
- ESMERALDINO FRANCO, Santa Mariana
Nossa língua
Ponta Grossa é a única cidade do Brasil onde a língua Portuguesa tem primazia. Sabemos pelos noticiários que na ‘Princesa dos Campos’ são punidos os transgressores públicos do idioma pátrio. Quero crer que o empenho não fique somente nisso. Certos gestos trazem consequências. Sem dúvida, ali, sobretudo nas escolas, deve haver maior apreciação e maior amor pelo Português. Era preciso que isso acontecesse de ponta a ponta no País. Pois todos sabem o quanto é maltratada nossa bela e rica língua. Que dizer, então, dos poderosos meios de comunicação, que deviam ser baluartes na defesa do idioma?
Certos programas de rádio e TV primam pela desfaçatez no trato da linguagem. E, o pior, fazem disso alarde e acham bonito. Não seria o caso de uma cerrada campanha no aprimoramento do nosso Português? Quem sabe, movida pela Universidade de Londrina, ou por um grande colégio, ou por um conjunto de escolas? Creio ser urgente fazê-lo. Encarar o problema com seriedade e carinho, pois bem o merece ‘‘a última flor do Lácio inculta e bela’’. Parabenizamos o poder público e as escolas de Ponta Grossa. E, queira Deus, muitas cidades do Brasil imitem seu alto e valioso exemplo.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Voto regional
Em nome dos diferentes segmentos mobilizados na campanha de valorização e conscientização do voto local e regional, registramos nosso melhor reconhecimento pelo inestimável apoio recebido desse órgão de comunicação. Sua participação ativa no processo tem sido decisiva no sucesso do movimento, que visa, em última instância, rompermos barreiras em busca de novo tempo para Cascavel e Oeste do Paraná.
- PEDRO LUIZ BOARETTO, presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup