O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Correção
O desembargador Clotário Portugal Neto informa que não é avô e desconhece relação de parentesco com Rafaelli Portugal, de 20 anos. Rafaelli foi detido na madrugada de domingo, dia 24, num dos caixas do Supermercado Extra, em Curitiba, quando seguranças da loja suspeitaram que ele e um amigo pretendiam cometer um assalto. Os dois foram encaminhados à polícia e logo depois liberados, pois tudo não passara de um engano. A informação de que Rafaelli Portugal é neto do desembargador Clotário Portugal Neto, fornecida à Folha pela polícia, não procede. A Folha pede desculpas pelo equívoco cometido.
Proálcool
Com o fim do monopólio do petróleo e sua regulamentação pela ANP, que contrariou os interesses da Petrobrás, esta vem, agora através da AEPET - Associação dos Engenheiros da Petrobrás - a orquestrar novamente contra o Proálcool, e de forma engenhosa, atacando o governo de FHC, que está tendo a coragem de encontrar soluções que permitam a reativação desse setor, que economiza capital doméstico, gera empregos, mantém o meio ambiente saudável e nos posiciona à frente de todos os países avançados como o maior programa de energia renovável do mundo.
E sorrateiramente, o Sr. José Conrado de Souza, diretor da AEPET, vem falar em aumento de subsídios para os usineiros, atacando o neoliberalismo do governo, e ainda discorre sobre doentes morrendo em hospitais por falta de verbas, falta de investimento em segurança, e outras bobagens. É óbvio que o preço do álcool hidratado, tirando suas externalidades, não concorre com o da gasolina. O preço do barril de álcool é da ordem de US$ 65, ou 30% mais do que os US$ 50 da gasolina vendida pela Petrobrás, e esse sobrepreço é a parcela do FUP embutida no preço da gasolina, exatamente o que hoje se discute no governo, ou seja, criar um modelo concorrencial onde esse valor seja eliminado sem prejuízo aos produtores.
As externalidades, que a AEPET não menciona pois não lhe é favorável, é o tremendo impacto ambiental do uso do álcool combustível de biomassa em nosso País, seus benefícios sociais, de poupança de divisas, a redução dos gases causadores do efeito estufa. O setor sucroalcooleiro precisa se defender desses maus engenheiros que querem manter seus privilégios em detrimento do resto da população brasileira. E, se o senhor acha que o governo não investe na saúde do cidadão, tome a dianteira: lute pela eliminação do MTBE, que tem propriedades cancerígenas, pela redução das emissões de hidrocarbonetos, pela melhoria do diesel brasileiro que é o pior do mundo (e refinado pela Petrobrás), e por melhor qualidade do ar que respiramos. O álcool é nosso.
- CARLOS ALBERTO LARCHER, Rondon (PR)
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Pedágio
Não consigo entender por que durante anos tivemos inúmeras mortes nas rodovias federais que atravessam o Paraná e nenhuma autoridade jurídica e política se preocupou em entrar com uma liminar, ou ação visando interditar as rodovias que não ofereciam condições mínimas de tráfego. A vida dos que foram ou ficaram inválidos para sempre, nos trágicos acidentes ocorridos, parece que não significaram nada. Agora, alguns se manifestam contra o pedágio, movem ações, fazem declarações à imprensa, e até dizem que o pedágio interfere no direito de ir e vir. Quanta hipocrisia, que direito tínhamos em viajar nas condições em que se encontravam as rodovias federais, que estão sendo pedagiadas? Não existia direito de ir e vir, tínhamos apenas a vontade de ir e a fé na proteção divina, para chegar e conseguir voltar, com vida!
- MARIA ELIZABETE BOZZA PRODÓCIMO, Curitiba
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Resgatando arquétipos
Zizi Possi com Per Amore e Roberto Carlos: Abrazame Asi, jamais poderiam imaginar a importância destas sonoras trilhas numa novela como esta que a Globo acaba de encerrar. Manoel Carlos, para mim um gênio da teledramaturgia, arrancou do palco dos teatros a magia do dia-a-dia, e jogou-a na nossa frente, em nossa tevê, com toda a maestria exigida de uma Central Brasileira da Inteligência e Emoção e um referencial poderosíssimo para cursos de Psicologia, pelo conteúdo maravilhoso envolvido, resgatando arquetípicos e maravilhosos componentes.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Voleibol
Achei fundamental a valorização que o governo do Estado dá ao esporte, implantando em várias cidades os pólos de voleibol e basquetebol. Isso mostra que também nossas autoridades estão acordando para a grande realidade do esporte. Mas para isso, é preciso uma maior coerência, principalmente um tratamento igualado para a cidade de Londrina. O Rexona foi o campeão da Superliga Feminina, merece todo respeito e nossa admiração, num trabalho sério e profissional, com uma grande colaboração do Estado. Mas as perguntas são: Por que o time da Associação do Banestado de Londrina também não recebeu os recursos do governo? Por que uma empresa de Cornélio Procópio (Hotel Aguativa) é quem ajudou a patrocinar a equipe com ajuda da prefeitura?
- JORGE BALBINO, Londrina
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