O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Prestação de serviço
São comuns nesta seção as críticas quanto o mau atendimento e prestação de serviço. Fugindo ao comum é com muita satisfação que gostaria de tecer comentário quanto ao profissionalismo da firma Geraldo Borges - Box Londrina. Em novembro de 97, encomendamos um box novo para banheiro em apartamento recém-reformado. Na ocasião, o vendedor deixou de mostrar o kit de cores das esquadrias, e quando da instalação do box pudemos verificar que a cor não combinava com o banheiro. Este mês decidimos instalar uma porta sanfonada, e verifiquei que elas estavam em demonstração naquela firma. Telefonei solicitando funcionário para medidas e orçamento, e esclarecendo que gostaria que fosse outro, pois o primeiro falhara comigo e não admitiria na ocasião. Este funcionário pediu para ver o banheiro, concordou com meu questionamento quanto à combinação de cores e relatou à firma que, em questão de dias, trocou as esquadrias do box, permitindo-me escolher a cor adequada. Desnecessário dizer que o resultado foi surpreendente e nossa satisfação total.
- ANAVALY NÓBREGA PELLEGRINI, Londrina
Poty e Percy Lau
Outro dia morreu um dos maiores paranaenses: Poty Lazarotto, gênio da ilustração gráfica, a quem Guimarães Rosa devotava grande amizade por ter entendido muito antes e além depois o universo de Sagarana e de Grande Sertão, Veredas. Felizmente Poty recebeu muitas homenagens e teve a presença do governador Jaime Lerner em seu enterro. Ganhou bolsa na França. Tinha o amor do seu povo. O crítico Moacir Sanches Neto o chamou de o ilustrador do Brasil. No mínimo poderia colocá-lo ao lado de Percy Lau, peruano de Arequipa, que durante 40 anos foi desenhista do IBGE, do Conselho Nacional de Geografia e ilustrou quase todas as publicações do IBGE, desenhando tipos de todo o Brasil, em milhões de exemplares. Nos anos 50/60 quase todos os livros de primeiro grau eram repletos de bicos-de-pena de Percy Lau. Criança, lembro-me do vaqueiro de Marajó com seu chapelão feito em Abaetetuba, tradição que acabou. Trinta anos depois, na Fazenda da Tapera, na Ilha de Marajó, vim saber que o capataz da fazenda era neto daquele vaqueiro desenhado por Percy Lau. Chamava-se Andrônico de Vasconcelos.
Percy Lau, numa queda, quando criança, ficou com defeito físico muito sério, que o deixou corcunda, fazendo-o totalmente avesso à publicidade e à divulgação da sua imagem. Nem o IBGE tem foto dele. Seus bicos-de-pena são usados, ainda hoje, com grande frequência. Em meu livro Os dez Brasis, em homenagem a esse peruano de alma brasileira, coloquei uns dez trabalhos seus. Há um livro do IBGE, Tipos e Paisagens do Brasil, em formato grande, com uma centena de bicos-de-pena de Percy Lau, um esquecido de que se sabe tão pouco. Quando morreu, duas linhas saíram sobre ele nos jornais. Dele disse Drummond de Andrade: Morreu Percy Lau - que desenhava o Brasil.
Ainda bem que o Poty mereceu, em vida e nos seus dias derradeiros, a homenagem de todo o Paraná e grande espaço nos jornais. Agora mesmo, na eficiente gestão de Euclides Scalco, Itaipu vai inaugurar um painel de Poty sobre os barrageiros. Sua obra está perpetuada, sua vida reverenciada. Nem sempre o Brasil age assim com seus grandes filhos. Adeus, Poty!
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Inelegibilidade
Tenho lido em diversos jornais que, com a substituição do presidente FHC pelo presidente do Congresso Nacional, ACM, este estaria inelegível para todos os cargos nas eleições de outubro. Não é assim. Pela Emenda 16, que introduziu a reeleição, podem ser candidatos ao cargo de presidente todos os que o assumam no período de seis meses antes das eleições, embora fiquem inelegíveis para todos os demais cargos, além de ficarem impedidos de se candidatar a presidente em 2002, pois a substituição agora contaria como um período, só podendo, portanto, candidatar-se em 98, para um novo período e, se eleito, não poderia, ainda, pretender a um terceiro período, em 2002. Igualdade absoluta para o presidente, seus sucessores ou substitutos.
Sugiro os nomes dos professores Manoel Gonçalves Filho, Celso Bastos e Ives Gandra, constitucionalistas, para serem ouvidos, se desejarem maiores esclarecimentos do entendimento ora exposto. Em outras palavras, até 30 de junho, em tese, será possível o lançamento do nome de ACM como candidato a presidente, ainda que possa se entender ser pouco provável que isso ocorra, a não ser no caso de a candidatura do presidente continuar a perder substância, criando um vácuo de confiança na sua capacidade de superar os problemas que estão se tornando agudos. Nessa hipótese, a questão jurídica ora examinada ganhará grande interesse jornalístico. É a minha contribuição.
- JOSÉ CARLOS GRAÇA WAGNER, advogado, São Paulo (SP)
Copas do mundo
Venho à presença de V.S. a fim de parabenizar pela edição de A Folha mostra as Copas. Tenho todos os números e já adquiri a capa dura da coleção. Sou maluco em colecionar edições publicadas em jornais. Pois bem. Tomo a liberdade de sugerir que, ao término da coleção em desenvolvimento, a Folha publique edição especial sobre o litoral brasileiro, em seu todo, na dimensão da Folha na Copa.
- RUBENS EUGENIO PASQUALI, Londrina
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