O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Trânsito
As mudanças que estão sendo feitas no trânsito de Londrina têm melhorado consideravelmente o tráfego de veículos. O IPPUL apresenta soluções inteligentes para otimizar o sistema por toda a cidade. No entanto, chamo a atenção dos responsáveis para um problema que surge ao se procurar vaga de estacionamento nas ruas centrais, principalmente naquelas onde não há estacionamento controlado por zona azul: o péssimo hábito de estacionar de qualquer jeito. É comum encontrar carros mal estacionados ocupando mais de uma vaga. Às vezes, quando o automóvel está entre a sinalização horizontal das esquinas e o rebaixamento regulamentar das calçadas em frente aos portões, chega a impedir o estacionamento de outros veículos.
Nas quintas-feiras, dia de feira livre no centro, alguns feirantes também colaboram bastante para a diminuição do número de vagas. É importante lembrar que não são só londrinenses a estacionar mal. Motoristas de fora constantemente assim o fazem. Isto resulta no aumento da quantidade de veículos e do tempo de circulação no centro à procura de vagas. Atrapalha, ainda, o fluxo normal para quem apenas precisa passar por estas ruas, sem necessariamente parar, como é o caso de ônibus, táxis, ambulâncias, polícia, bombeiros e outros motoristas. Sugiro que o IPPUL e a Companhia de Trânsito façam uma campanha educativa para conscientizar os motoristas e que regulamentem a questão para, num segundo momento, passar a punir aqueles que, com sua desatenção, também contribuem para a ocorrência de engarrafamento.
SILVIO FONTANA, Londrina.
Velhinhos
Merecem o maior respeito, merecem o mais carinhoso cuidado - os vovôs e as vovós - que, após anos de trabalho e provações, são recolhidos em asilos, visto que não têm teto que os abrigue, nem parentes que os amparem. Felizes eles e elas que se recolhem ao aconchego quente do Asilo São Vicente de Paulo - lá nas alturas do bairro Guanabara. São 130, 65 velhinhos e 65 velhinhas - cabelos brancos, pernas trôpegas, ouvidos e olhos semifechados, doentes disso ou daquilo. Mas, eis o sublime: não lhes falta a mão macia que os afaga, a palavra doce que os conforta, e a presença fraterna que os alegra e anima. Refiro-me às Madrinhas dos velhinhos - uma equipe de senhoras voluntárias que os assume como afilhados, de coração fraterno, melhor dizendo, filial. De dois em dois meses lá estão elas, com presentes, bolos e sorrisos. Importante notar que tudo se faz sem alarde, sem mídia, sem fotos coloridas. Funciona, e só, e basta - para eles e para elas - o amor, o amor como Cristo nos ensinou e praticou. Beleza pura! São Vicente de Paulo deve contemplar do céu o quadro fascinante e dizer com enlevo: foi assim que eu fiz...como aprenderam bem! Minha palavra é de admiração e aplauso. Continuem, belas e bondosas londrinenses, atraindo olhares divinos sobre nossa Londrina. E tenham certeza do agrado e da recompensa do Cristo.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Sindicatos
Parabenizamos os senhores pela matéria publicada dia 1º de maio, sob o título Sindicatos acusados de não seguir a legislação, que balançou o meio sindical, obtendo êxito e demonstrando a força e o conceito desse grande veículo de comunicação. Mas houve um erro no nome do sindicato que demitiu a funcionária dirigente com estabilidade. Foi dito que se tratava do Sindicato dos Empregados em Bares e Restaurantes. O correto seria o Sindicato patronal de Turismo no Paraná. A funcionária demitida chama-se Patrícia Brambilla.
- FÁBIO BENTO AGUAYO, diretor e secretário geral do Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais e Órgãos de Classe do Paraná, Curitiba
Pedágio e SUS
O SUS paga R$ 2,04 por consulta médica, fato do conhecimento de qualquer pessoa medianamente informada. O governo do Estado institui (ou melhor, impõe, já que parece não estar levando muito em conta a opinião pública) pedágios espalhados pelas estradas do Paraná, que cobrarão cerca de R$ 3,60 cada vez que um veículo pequeno passar por um dos seus guichês, na ida e na volta, sem falar nos caminhões, que pagarão por eixo. Por exemplo, para ir e voltar de Londrina a Maringá, um carro pequeno pagará cerca de R$ 14 ou o trabalho de um médico para atender cerca de sete consultas pelo SUS.
Ao que parece, para nosso governo uma consulta médica tem menor valor financeiro e, portanto, menor importância do que aquilo que devem faturar as famosas concessionárias que explorarão nossas estradas públicas, porque foram construídas com dinheiro dos cidadãos.
- GILBERTO BERGUIO MARTIN, Cambé
Valores definidos
Quanto a afirmação do Secretário dos Transportes, Heinz Herwig, com relação a não poder duplicar um trecho onde passam apenas dois mil veículos por dia, especificamente entre Jataizinho e Cornélio Procópio, prefiro entender como desculpa esfarrapada ao invés de falta de visão estratégica para uma cargo tão importante dentro de um governo. Afinal, ele deve ter esquecido que o importante não é o fato de a estrada estar sendo utilizada por moradores de uma ou outra cidade da região, mas a importância do trecho, que é a principal ligação entre a terceira cidade do sul do Brasil, com uma das maiores do mundo (São Paulo), sem contar o principal, que é a segurança dos usuários que estarão pagando, e caro, para trafegar em rodovias que justifiquem tal investimento.
- ÁLVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
([email protected])
CORREÇÃO
Por falha técnica, o Folha Reportagem traz hoje em sua primeira página foto do técnico Bernardo Resende, o Bernardinho, do Rexona/Paraná, em chamada de matéria sobre a violência em Curitiba, publicada na página 4 do mesmo caderno.
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