O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Insegurança
Assalto ao Banco do Brasil, assalto e morte no aeroporto, casa de oficial da PM roubada há poucos dias. Oito ônibus assaltados somente neste início de mês. Londrina é hoje paraíso para criminosos. Inúmeras são as causas, inclusive as de ordem social. É estarrecedor este dado publicado no Informe FL: O Paraná tem hoje 3.298 policiais civis, dos quais 1.769 (53%) lotados em Curitiba. É um disparate. De nada adianta colocar todos os policiais na rua, como anunciou o Governador, se eles são em ridículo número. Fontes oficiosas dizem que Londrina conta com somente 52 policiais civis em atividade para mandados em geral, conduzir inquéritos, fazer investigações. Um para cada grupo de 9 mil habitantes. Evidente que fica impossível proteger nossa população com tão irrisório contingente.
Igualmente assustador é o silêncio de nossas instituições diante de quadro tão desesperador. A omissão das autoridades públicas é criminosa, mas é vergonhosa nossa própria omissão. Poucos gritos se ouvem, circunstanciais e em regra de familiares de vítimas diretas do banditismo. Não ecoam no restante da sociedade. Até quando seremos apenas espectadores do caos? É passada a hora de exigirmos (a gravidade do momento não comporta outro verbo) mais policiais na rua e delegacias. O município deveria colaborar implantando uma guarda municipal. Afinal, não se quer saber de quem é a atribuição constitucional. O que importa é ter a presença ostensiva de homens e viaturas espalhados na cidade que, juntamente com outras medidas relativamente simples, têm efeito inibidor sobre a criminalidade localizada.
- ARTUR HUMBERTO PIANCASTELLI, Londrina
Curva assassina
No trecho Guaraci-Jaguapitã, da PR-340, há uma curva em declive à esquerda que, por ser mal sinalizada, tem causado a morte de muitos motoristas. Só em abril foram seis. Ninguém tem interesse em solucionar o problema. Enquanto isso, os que lá passam correm o risco de perder a vida, principalmente quem não conhece a curva assassina. Quem tem o poder de sanar a irregularidade não dá a mínima atenção. Resta o lamento dos familiares de vítimas desse descaso. Só perde a vida aquele que trabalha pelo crescimento do País, onde o trabalhador sempre paga por tudo.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Tarifa
Na minha carta que a Folha publicou dia 30 de abril, mencionei a tarifa de ônibus e não o pedágio. Não haverá pedágio entre Rolândia e Londrina, e sim entre Arapongas e Londrina. Meu questionamento foi sobre a tarifa de ônibus, que é de R$ 1,45. As cidades metropolitanas pagam menos (0,70) e Rolândia também é incluída como região metropolitana de Londrina. Na carta anterior não coloquei valores, e sim o título Tarifa.
- ROSILÉIA APARECIDA ALVES, Rolândia
Corretor
A Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, estabelece, em seu artigo 2º: O exercício da profissão de corretor de imóveis será permitido ao possuidor do título de Técnico em Transações Imobiliárias. A Secretaria de Educação do Estado do Paraná, através de seu Departamento de Ensino Supletivo, organizou até 1995, exames para aferir os conhecimentos de Técnico em Transações Imobiliárias. Hoje, a Secretaria de Educação do Paraná não mais organiza ditos exames. O CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) vem orientando os paranaenses a se inscrever em escolas particulares dos Estados de São Paulo e Mato Grosso, para obter o referido título. Outros Estados, todavia, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, através de seus Departamentos de Ensino Supletivo, têm organizado exames para Técnico em Transações Imobiliárias. Até quando a Secretaria de Educação do Estado do Paraná, com sua apontada omissão, dificultará a inscrição dos cidadãos paranaenses como corretores de imóveis?
- CARLOS ROBERTO BORBA NAVOLAR, juiz de Direito aposentado, Londrina
Pedágio 1
Apesar da multa aplicada pelo DER às concessionárias do Anel de Integração, achamos um absurdo não termos alternativa para utilização das rodovias, sem ter que passar pelas praças de pedágio. Ao usuário deveriam ser dadas, pelo menos, alternativas viáveis que não onerassem ainda mais o trabalhador. Não demora muito e teremos que pagar para trabalhar.
- PAULO SÉRGIO TAGATA, Londrina
([email protected])
Pedágio 2
Não concordamos com essa concessão, o valor é muito alto, principalmente porque nossas rodovias não são duplicadas. É um absurdo pagar duas vezes o mesmo trecho.
- AGNALDO BATISTA NUNES, Cornélio Procópio
([email protected])
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