O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Fome no Nordeste
Há dias vi uma reportagem que escancarava o cotidiano da fome no Nordeste. Dentre outras informações apresentava a situação de uma família em que as crianças só comiam quatro vezes por semana, a menor chegava a desmaiar de fome e outra, de aproximadamente 9 anos de idade, não bebia leite há muitos anos. Diante deste quadro torna-se indigno e imoral não o desespero de um povo faminto, mas a omissão de um governo diante da morte lenta, gradual e cruel de populações inteiras.
Não é só a fome que assola o Nordeste, mas a falta de perspectiva de vida física, política e social, causada pela corrupção, e porá propostas de cunho assistencialista, seletivo e pontuais. O povo brasileiro é solidário, mas seu governo é omisso. Trata as questões sociais com mão de ferro, transferindo para o campo da polícia e da justiça a luta por direitos sociais. Ordem ou baderna são conceitos que se tornam relativos diante da indignação, da injustiça e da iminência da morte. O que está em jogo é o direito à vida.
- MARIA LUIZA AMARAL RIZOTTI,
([email protected])
Violência
Jovem, na iminência de seus vinte e seis anos, aos 10 de junho de 1998, prestes a iniciar uma carreira em defesa do bem comum e da justiça, que abraçava em seu dia-a-dia, quando de sua formatura como bacharel em Direito de 1999, pela Faculdade Cesumar de Maringá.
Amigos dos amigos, da paz e da natureza, convivia feliz com a sociedade, honrando seu nome e conduta respeitável. Bom filho, auxiliava o pai nas lidas rurais e advocatícias e a mãe no cadinho do lar; bom irmão, era sincero e solidário; bom amigo influenciava os colegas na Faculdade e na sociedade Jandaiense, em especial por sua querida Amanda.
Vivia a vida com intensidade e sabor, apreciando-lhe cada minuto. O destino, no entanto, lhe reservou uma surpresa dolorosa. Foi impiedosamente assassinado, na madrugada do dia dois do corrente, com requintes de crueldade pela violência tola de elementos inconscientes das leis de amor e fraternidade que devem nortear os verdadeiros seres humanos.
Seu nome - Marcio Cassoli Pereira - será lembrado com ternura pelos que com ele conviveram como um mártir da estupidez e insensatez da barbárie instalada no seio da sociedade brasileira. O sentimento de perdão cristão aos ofensores deve prevalecer e permanecer em nossas mentes. Mas praticado o erro, deve ser reparado. Pela dor da falta da presença física de alguém tão especial, que permanece em todos os que lhe eram queridos, exige-se justiça. Que os bons se levantem e tenham coragem de enfrentar os ímpios para que a bondade prevaleça e a harmonia se faça em nosso meio. Expressemo-nos em alto e bom som: Basta de violência, façamos apologia à paz.
- WILLIAM JAMES PEREIRA JUNIOR, Jandaia do Sul
Atraso da Vasp
Em pleno Dia das Mães, fomos surpreendidos por uma série de acontecimentos no aeroporto de Guarulhos que nos encheram de indignação, raiva e tristeza. Nosso vôo, São Paulo-Londrina, previsto para as 12 horas, saiu com atraso de três horas. Muitos de nós estavam chegando de vários pontos do País e até mesmo do exterior. Muitos tinham compromissos, vários eram esperados para almoço em família. Com um atraso desses recebemos um tratamento indigno, em vez de pedidos de desculpa e um pouco de atenção. A VASP nos tratou com descaso, sem explicar o que estava acontecendo e, pior, chegando a ofensas e agressões verbais. Somos clientes. Pagamos por nossas passagens. A VASP não nos faz favor algum. O que aconteceu hoje (dia 10) em Cumbica é inaceitável. Só falta mesmo a VASP querer que a gente peça desculpa por comprar suas passagens, mais nada. De seus humilhados passageiros:
- AYOUB H. AYOUB, jornalista; NASSER AVADA, comerciante; CARLOS MARÇAL, advogado; FRANCISCO SIMÕES, economista, e mais 67 assinaturas de outros passageiros.
Prêmio Estadão
Agradecemos a participação do sr. João Milanez no Colégio Eleitoral do Prêmio Multicultural Estadão 1998. O resultado da apuração, realizada pela Arthur Andersen na sede do jornal O Estado de S.Paulo, foi: Criadores: Benedito Nunes, Frans Krajcberg e Giramundo. Fomentador: Centro Cultural Banco do Brasil. Junto a cerca de três mil profissionais da área cultural de todo o país, você tornou representativo e imparcial o processo de escolha dos premiados. Caso você queira nos ajudar a aprimorar ainda mais este mecanismo, por favor, leia o formulário anexo. Com mais esta ação, o Estadão Cultura cumpre um dos seus principais objetivos: o de estimular o desenvolvimento do mercado cultural brasileiro. Cordialmente,
- ROBERTO MESQUITA, São Paulo
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