O leitor escreve
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Fome no Nordeste
Ouvi uma reportagem que escancarava o cotidiano da fome no Nordeste. Dentre outras informações, apresentava a situação de uma família em que as crianças só comiam quatro vezes por semana, a menor chegava a desmaiar de fome e outra, de aproximadamente 9 anos de idade, não bebia leite há muitos anos. Diante deste quadro torna-se indigno e imoral não o desespero de um povo faminto, mas a omissão de um governo diante da morte lenta, gradual e cruel de populações inteiras.
Não é só a fome que assola o Nordeste, mas a falta de perspectiva de vida física, política e social, causada pela corrupção, e por propostas de cunho assistencialista, seletivo e pontual. O povo brasileiro é solidário, mas seu governo é omisso. Trata as questões sociais com mão de ferro, transferindo para o campo da polícia e da justiça a luta por direitos sociais. Ordem ou baderna são conceitos que se tornam relativos diante da indignação, da injustiça e da eminência da morte. O que está em jogo é o direito à vida.
- MARIA LUIZA AMARAL RIZOTTI, Londrina
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Pedágio
Gostaria de saber do nosso ilustríssimo governador como serão tratados os casos conforme o meu: moro em Assaí, trabalho e estudo em Londrina, sou contribuinte do Imposto de Renda, IPVA (que penso eu, seja para ajudar em melhorias das rodovias que usamos). No trajeto Assaí-Londrina-Assaí está nascendo um monstro chamado posto de pedágio, se formos computar todos os impostos veremos que uma considerável porcentagem de nosso salário é consumido, então pergunto: 1) Para nós trabalhadores que nos deslocamos diariamente no trecho Assaí-Londrina-Assaí, haverá concessão de livre acesso? 2) Antes de construir a praça de pedágio não teria que haver a duplicação de pista? 3) Por que cobrar por benefício que não existe?
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
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João Milanez
Graças a sua participação e ao trabalho de todos os integrantes da grande família chamada Sociedade Rural do Paraná, sócios, expositores, parceiros e comunidade norte-paranaense, mais uma vez a Exposição de Londrina foi um grande sucesso, firmando-se definitivamente como a mais completa e importante do País, o que, sem dúvida, não teria sido possível sem a sua participação.
- LUIZ ROBERTO NEME, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Pelé
O presidente FHC assinou a exoneração do Ministro dos Esportes, garoto-propaganda dos cartões de crédito chamado Pelé, que ao meu ver ele pode ter sido o maior jogador de futebol do século, porém não deveria nem ter entrado no ministério. Pelé esteve sempre enrolado com sua equipe por seguidos escândalos e não conseguiu deixar um exemplo para as crianças no que diz respeito a um investimento nos esportes. Passou, sim, um exemplo de ganância por dinheiro, quando quis trazer para o Brasil em 2004 as Olimpíadas, chegando mesmo a beijar e abraçar o seu arquiinimigo João Havelange. Mas ambos, hoje, não se sentam mais à mesma mesa, nem para o sorteio dos países na Copa de 98.
No exterior, Pelé é sempre recebido por reis, chefes de estado, mas por aqui aqueles que conhecem um pouco de cultura e responsabilidade não concederam um título de cidadão honorário em Brasília ao Sr. Edson Arantes do Nascimento, pela sua omissão perante o reconhecimento de paternidade de sua filha Sandra. Agora como comentarista de televisão, que Pelé faça a sua parte na Copa de 98. Como ministro, ele foi uma negação.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
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