O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Patrulha nas escolas
Cada dia que passava me preocupava mais com o que vinha ocorrendo nas escolas, tenho três filhos e sinceramente não dormia sossegado pensando sempre no próximo dia. Agora com essa iniciativa posso a ficar um pouco mais tranquilo. Parabéns ao 5º BPM, ao tenente-coronel Ademir Costa e a todos os policiais envolvidos pelo excelente trabalho que vem sendo realizado. Espero também que o governo do Estado não só dê condições, mas que também as mantenha de forma duradoura.
- FRANCISCO CARLOS DA CUNHA, Londrina
([email protected])
Maio
Sem talvez é maio o mês mais simpático do ano. E há motivos de sobra para sê-lo. A despeito de ser no Brasil a porta do inverno. O que não impede - o Brasil é país privilegiado! - de termos os jardins atapetados de flores. É o mês das noivas, dos casamentos. Quantas famílias felizes conduzindo ao altar o filho, ou a filha, para uma união de amor sacramentada por Cristo, desde as Bodas de Caná. É o mês das Mães provocando o mais alegre e quente alvoroço dos filhos. Enchendo os lares de luzes e de sorrisos. Transbordando as almas de gratidão e augúrios e promessas. Mãe! Quanta saborosa lembrança das que partiram. Quantas bênçãos das que estão presentes. Oh, se iremos celebrar a Rainha do Lar! Maio de Maria! vem refulgindo estrelas e derramando conforto e estímulo. É uma poderosa e eficaz presença. Reverdecem os jardins das virtudes, redobram-se os empenhos da fraternidade, sobe e aquece o amor de Deus e dos irmãos. Maio de poesias puras e de melodias suaves enaltecendo as belezas da Santa Mãe de Jesus. Maio de cândidas crianças coroando a Virgem, de piedosas donzelas vestidas de branco e cantando a Maria, de anciãs balbuciando devotas a Ave-Maria. Bem-vindo maio dos amores mais puros, dos donaires mais encantadores, das mais claras e sublimes esperanças.
- Eduardo Afonso, Londrina
Mãe
Fora dela o primeiro abraço carinhoso e o primeiro beijo de amor. Foi dela o seio morno que nos acolheu e nos alimentou. Foram delas as mãos que nos ampararam e sob seus olhos sempre vigilantes arriscamos nossos os primeiros passos. Ela que escutava nosso mais leve choro no meio da noite e com seu toque suave pressentia a febre. Era dela a pressa em nos acudir a mais simples doença. Quem nos fazia rir e nos embalava era ela. Era ela a voz que cantava e contava histórias. Eram dela o olhar de reprovação e conselho acertado. Era ela quem ajudava nos deveres escolares e foram dela o melhor elogio e mais poderoso estímulo que nos empurrou para a vida, certos de que teríamos, diante de qualquer tempestade, um porto seguro onde nos abrigarmos.
Falar das mães é lembrar e deixar a memória flutuar nos doces momentos, recordações vivas e fortes que seguramente vão nos trazer lágrimas aos olhos. Não há como fugir à emoção. Os laços que unem os filhos à sua mãe são de mais profundos e certamente são limitados por um dia do ano apenas. Esse, dia, no entanto, serve para que façamos uma pausa em nossa vida atribulada e nos dediquemos somente a elas, voltamos a ser aquelas crianças que nunca cresceram e que nos braços delas encontram a força e a coragem para enfrentar a vida. Crianças grandes que ainda precisam de um colinho onde descansar e onde reaprender o significado da palavra amor.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Gosto e textura
Como definir o momento do nascimento, partindo dos princípios meramente biológicos? Como explicar o sorriso ou a lágrima da parturiente, como extrair-lhe do sal, o gosto da beleza do mar, ou horror do salitre? Como desvendar-lhe a intensidade da dor ou a enormidade da alegria?
Neste dias (deveriam ser em todos) em que as mães de todo mundo recebem justa homenagem, inclusive naquelas que por um ato impensado ou decidido, resolveram abortar (e não cabe julgá-las, mas esperar que aceitem a misericórdia Divina), como esquecer das mães Elza, Neuza, Olinda, Antonieta, Marica, Mônica, Leisle, Bená, Maria, Rita, Matilde, Inês, Vivian, Ane, e todas as outras que no momento do nascimento de seus filhos, gritaram chorosas de dor, e o sal liquefeito se transformando em sorrisos que inundaram suas faces?
Como tentar entender este mistério mais do que divino? Como esquecer-lhes os traumáticos dias de chuva ou as alegrias do sol? Como esquecer-lhes os problemas que lhe causamos, as dores, e os momentos em que lhes tornamos os dias um pouco mais amenos e muitas vezes um terremoto. E as mães postiças ou que adotaram filhos de outras? Como esquecer-lhes esta suprema doação? E da irmãs de caridade, mães de muitos por amor? E as amas-de-leite? E aquelas que se ofereceram num momento supremo, sacerdotisas humanas, entregando a própria vida para salvar a dos filhos? Como esquecer a mãe de Jesus, afinal, mulher, humana sim, escolhida sim, e que disse ... sim ... ao nosso Salvador em carne?
Como esquecer da...mãe das mães... o seio bom e maior...Deus... que nos proporcionou, a todos, com lágrimas ou sorrisos, num pequeno raio de sol, a condição física de existirmos ou não? Coisas de mães, grifes...exclusividades, tal qual o amor... que entre 6 bilhões de pessoas escolhe um homem para uma mulher... e somente uma... para um... com textura e gosto de ...Amor... só de Amor...
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





