O Leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Reforsus
O governo federal colocou em prática, em 1996, um programa que tinha tudo para ser um grande aliado da administração pública na área da Saúde: o Reforsus. Entre outras unidades beneficiadas, hospitais públicos poderiam ser reformados ou ampliados e adquirir equipamentos. Para isso, bastaria que, apoiados pelas secretarias estaduais do setor, esses hospitais apresentassem seus projetos. O dinheiro viria na forma de empréstimo para custear a maior parte dos investimentos.
Acreditando na iniciativa, o Paraná foi o primeiro a apresentar seus projetos. A maior parte deles - 54 de um total de 59 - referia-se à área hospitalar. Mais de um ano depois da apresentação das propostas, no entanto, o que se vê é o descompasso entre o propósito e a realidade. Dos 54 hospitais na fila da verba do Reforsus, nenhum até agora, conseguiu realizar os esperados investimentos. Os mais próximos disso ainda estão em fase de licitação e são apenas dez hospitais.
O motivo dessa demora está na burocracia de órgãos do próprio governo federal, que emperra o processo. O Banco do Brasil é exemplo gritante. Essa instituição fez a proeza de liberar R$ 1 mil - é isso mesmo: mil reais - para um hospital licitar equipamentos. E não ficou só nisso. Para relatar somente mais um caso: em sucessivas ocasiões, funcionários cometeram erros grosseiros de digitação que retardam a assinatura de contrato com outro hospital.
Se o Reforsus ainda não aconteceu na prática, no Paraná, Estado reconhecido pelo seu pioneirismo em vários campos da administração pública, é ponto pacífico que a origem da falha está fora dos seus domínios. Não se trata de lavar as mãos ou mesmo ignorar as dificuldades dos pequenos e novos municípios em ajudar seus hospitais e atender às múltiplas e detalhadas exigências do tão bem e formulado Reforsus, mas de colocar as coisas em seu devido lugar.
Uma coisa é o Estado se penalizado por má gerência regional, o que definitivamente não é o caso. Outra, bem diferente, é ser vítima do pouco caso de órgãos do próprio governo federal e que deveriam ter o máximo de interesse em que o Reforsus fosse uma solução concreta, uma resposta às necessidades populares, e não simplesmente um rompante de gabinete. Se a situação atual não é confortável para nenhuma das partes, pelo menos a exposição do problema abre uma oportunidade especialmente pedagógica sobre a questão e deixa claro que o processo de implantação do Reforsus precisa ser imediatamente revisto, sob pena de sua razão de ser simplesmente deixar de existir.
- Armando Raggio, secretário de Saúde do Paraná
Decepção
Todos os dias quando pegávamos o jornal víamos que, infelizmente, nossas atletas do vôlei não puderam vencer sequer um jogo. Pagamos para ver Rally no Game, mas nossa pequena torcida não transmite emoção alguma para essas jogadoras. Que força podem ter se não há vibração, é necessário todo o apoio, gritos e abraços da torcida. Precisamos de confiança que venha da prefeitura de Londrina e especialmente dos patrocinadores. Todas as jogadoras de Londrina podem fazer melhor, vocês têm muito o que mostrar e espero que na próxima vez, estejam brilhando na quadra. Boa sorte.
- JULIANA RUFINO ORTHMEYER, Londrina
Políticos
No Brasil, onde a maioria da população é analfabeta ou semi-analfabeta, os políticos sentem-se à vontade para abusar dos eleitores: cadidatam-se a um mandato Executivo ou Legislativo, e, eleitos, assumem outros cargos - ou renunciam, muitas vezes, covardemente -, transferindo o posto ao vice, que certamente os eleitores nem conhecem. E o que ainda é mais abuso, quando no exercício de uma mandato, candidata-se a outro, e, se forem derrotados nas urnas voltam a assumir o antigo. Para que não se confunda anarquia com democracia e os representantes do povo tenham de fato autoridade faz-se necessário que dêem o respeito. Eles pensam que são donos da coisa pública e que são bonzinhos e estão dando algo de seu quando prestam algum serviço. Nada mais são do que pessoas pagas - e muito bem - pelos demais para organizar, racionar e dirigir o bem público.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Folha Ciência
Ontem, 08/05/98, a Folha Ciência completou seu quarto aniversário, gostaria de parabenizar a Folha pela feliz iniciativa tomada há 4 anos. De parabéns estão também os editores deste cadernos, especialmente a jornalista Celia Musilli. Esperamos que esse espaço se amplie e cada vez mais possa dedicar-se aos acontecimentos técnico-científicos que ocorrem em Londrina e no Paraná.
São iniciativas como essas que garantem a liderança da Folha no contexto jornalístico paranaense e refletem seu compromisso com o desenvolvimento deste Estado.
- PAULO VARELA SENDIN, engenheiro agrônomo e técnico do IAPAR, Londrina
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