O LEITOR ESCREVE
Esclarecimento
Causou-nos surpresa nota publicada aqui, dia 30 de abril, com o título ‘Pedágio’, assinada por Rosiléia Aparecida Alves, de Rolândia. Ela reclama do pagamento de taxa de pedágio entre Rolândia e Londrina, criticando também os ‘nossos representantes no Legislativo, que nada fazem a respeito. Esclarecemos que o pedágio não será construído entre Londrina e Rolândia, como ela afirma, mas sim entre Rolândia e Arapongas. Assim, um rolandense que for a Londrina não passará, de forma alguma, pela referida praça de pedágio e, consequentemente, não estará sujeito a qualquer cobrança.
No final de janeiro, quando a empresa Viapar - concessionária vencedora da licitação para conservação do trecho Rolândia-Maringá anunciou a localização da praça de pedágio, que em princípio seria entre Rolândia e Cambé, nós, vereadores, fomos os primeiros a nos mobilizar para que ela não fosse construída em Rolândia. Depois de intensas negociações, a Viapar alterou o projeto inicial e está construindo a referida praça de pedágio no município de Arapongas. Nossa atitude visou principalmente a defesa dos interesses dos rolandenses que diariamente se deslocam a Londrina e outras cidades da região para trabalhar e não poderiam ser penalizados com aquela taxa.
- MIGUEL KOLAROVIC, vereador (PTB) em Rolândia
Mobilização fiscal
Os fiscais da Previdência foram responsáveis por uma arrecadação, nos últimos três anos, de nada menos do que R$ 36 bilhões, o equivalente a quase dois pacotes econômicos. É tanto dinheiro que ajudou a manter em dia o pagamento de 17 milhões de aposentadorias e pensões. Ao visitar uma empresa para verificar se ela paga corretamente as contribuições, os fiscais combatem a fraude e a sonegação, sem deixar que faltem recursos para os benefícios. Essa é a principal tarefa dos fiscais previdenciários. E eles a fazem com orgulho.
Muito do que o fiscal produz a opinião pública desconhece, mas isto é possível entender. O que não se entende, nem se aceita, é o não-reconhecimento desse trabalho por parte do governo federal. O que a categoria recebeu do governo nesses três anos? Zero por cento de reajuste salarial. Não é fácil honrar as contas do final do mês, que sofreram aumentos de até 200%, com os salários congelados. Esse descaso com o funcionalismo federal obrigou a categoria a se mexer. Ela prepara um movimento nacional em favor da imediata reposição salarial e em defesa da manutenção dos serviços sociais públicos.
Assim como a categoria, toda a sociedade acompanha estarrecida as votações, em fase final, da chamada Reforma da Previdência no Congresso. O que pouca gente sabe é que o governo só espera a aprovação da Reforma, já totalmente desfavorável aos trabalhadores e aposentados, para dar início à privatização da Previdência Social. O que o governo está querendo é transformar a Previdência num negócio bilionário para enriquecer ainda mais grandes grupos econômicos. O funcionalismo federal está disposto a lutar contra isso e talvez seja por esta razão que os fiscais da Previdência, responsáveis pela saúde financeira do sistema público de aposentadorias e pensões, estejam sendo tão ignorados pelo governo.
- JOSÉ DEVANIR DE OLIVEIRA, Londrina
Maternidade
Amor de mãe / quanta doçura encerra / quando ama com fervor / se às vezes / por acaso erra / é por excesso de amor! / Como o sol / irrompendo no horizonte / numa eclosão de luz / o nascimento do ser humano, assim se traduz!
Mãe! Templo divino, coadjuvante do Criador na sua obra mais sublime: a concepção humana! Mães! Mensageiras de Deus, depositárias da vida, guardiãs desse tesouro de valor imenso: o fruto do seu ventre! Mães, quão belo o teu seio túmido, na oferta da vida, jorrando amor. Mães, divinas mães que amam tanto os seus filhos, mesmo quando as esquecem, entregues aos embalos da juventude, e não atentam para o seu desvelo, carinho e preocupação. Porém, quando a perdem, quão alto o tributo pago pela saudade do tesouro perdido!...
Filhos, amem suas mães, dêem-lhes flores do coração, em vida, tratem-nas com respeito, dedicação e carinho, para que, num dia como este, não possam oferecer-lhes a não ser uma flor orvalhada de pranto... E vocês, mulheres, atentem para a responsabilidade da sagrada missão que Deus se dignou ofertar a todas nós mães: as que concebem, as que assumem pelas circunstâncias e, ao que é mais belo ainda: por amor!
- IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina.
Página do Militão
Quero parabenizar a página ‘‘Militão - o Repórter’’ pela bela matéria publicada a respeito do radiologista londrinense José Isper. É motivo de grande orgulho para todos nós saber que a classe médica de Londrina é versátil, criativa e exerce sua profissão com tamanha garra. Parabéns àquele profissional. Essa matéria merece projeção nacional. Vai aqui minha sugestão para o Fantástico.
HUMBERTO STRAUSS FRIEDLANDER, Londrina
([email protected])
Correção
As legendas das fotos publicadas na página 1 da Folha Economia de ontem, para a matéria ‘‘Futuro do real divide economistas’’, saíram trocadas. A foto da esquerda se refere ao economista Eduardo Gianetti, da USP. À direita está Luciano Coutinho, da Unicamp. As fotos são de Mauro Frasson, e não de Marcelo Almeida, como foi publicado.
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