O leitor escreve
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Tratamento Vip
A respeito das informações contidas no Informe Folha de ontem, relativas ao Tratamento Vip proporcionado a cargo comissionado da Secretaria de Saúde do Município, temos a informar o seguinte: 1 - Nenhum cargo comissionado da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde recebeu o pagamento de horas extras durante os quatro anos da nossa administração. 2 - O pagamento de horas extras é restrito aos servidores estatutários (de carreira), e sempre foram realizados rigorosamente dentro do que preconiza a lei. 3 - Nenhum cargo comissionado, assim como qualquer outro servidor da autarquia, recebeu o salário de dezembro, ou a totalidade do 13º salário, caracterizando, portanto, um tratamento isonômico, absolutamente igual para todos. 4 - A Autarquia de Saúde, com recursos próprios, ou seja, não dependendo do repasse de recursos da administração direta, vinha rotineiramente pagando algumas despesas como aquisição de medicamentos, custeio do Programa Médico de Família Rural e também as despesas de rescisão de todos os seus servidores. 5 - A Autarquia de Saúde vinha procedendo rotineiramente o pagamento das horas extras não convertidas em pecúnia (acumuladas para compensação), bem como as demais pendências de direito, aos seus servidores exonerados, no ato da rescisão, obedecendo as normas legais.
- SILVIO FERNANDES DA SILVA, ex-superintendente da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde de Londrina
Nota da Redação:A informação sobre o pagamento em questão foi fornecida pela assessoria da Prefeitura de Londrina.
Ecumenismo
Em 1910 realizou-se a 1ª Conferência Missionária Mundial, em Edimburgo, cuja finalidade era de estudar as possibilidades de cooperação entre as igrejas divididas. O Ecumenismo, movimento de unificação religiosa do mundo cristão, passou a ser realidade. Passo maior foi dado pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII, criando o secretariado para a Promoção da Unidade Cristã.
O sentimento de relacionamento do homem com seu criador é manifestado de vários modos, correspondente a dogmas ou práticas religiosas, cada qual procurando a perfeição do homem independente da divisão das religiões, Monoteísmo, Politeísmo e Fetichismo. Cada povo tem suas crenças e seus dogmas que contêm verdades nobres que oferecem algo bom para o homem. Sobretudo o amor a Deus e o respeito a si mesmo que consiste também no respeito ao outro. Porém, o Ecumenismo de hoje reveste apenas o direito de louvor espontâneo e livre de pregação nas casas e na rua. No entanto, gera alusão quando cada um louva em seu templo e nas ruas, em dias alternados, sabendo-se que todas as religiões pregam uma única verdade: Deus é o único Criador do Universo e está no âmago de todas as divindades. As religiões poderão se unir em um só Deus.
- ROSELI RAIMUNDO DOS SANTOS, Ibiporã.
Padres
A revista IstoÉ, de 11 de dezembro de 1996, publicou narrativa sobre a tentação do monsenhor Edivar, no episódio onde o padre leva uma menor de 14 anos ao motel e que, graças a uma operação de fiscalização do Juizado de Menores, foram levados à Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente, sem que o padre Edivar tivesse abusado da menor. O fato é inaceitável. Desconcertante e deprimente a situação do padre. Mas ao analisarmos à luz da fé, descobriremos que Deus não o quis perder. Muitas vezes, Deus vem em socorro dos seus por caminhos bem estranhos, não compreendidos pela lógica humana. Se não fosse a batida, teria sido apenas mais um caso de pecado mortal, entre tantos pecados deste mundo.
Como tantos outros homens, se deixou levar pela tentação, mas em vista da importante comemoração daquele dia, 30 anos de sacerdócio, por uma intervenção especial, não experimentou ao todo o sabor do pecado. Acredito ser ele um homem de sorte. Muitos padres vivem a vida toda pelos outros, inteiramente à disposição dos irmãos, ainda que retribuídos apenas com a incompreensão e a calúnia. Seguem a Cristo mais de perto do que todos nós. A comunidade é responsável pelos padres que nela trabalham. As nossas comunidades valorizam os seus sacerdotes? Tem eles a nossa compreensão nos momentos de dor e de solidão? Lembramos deles em nossas orações?
- HELENA MIYOKO MIURA DA COSTA, Londrina
Guarda-chuva do Militão
Parece tolice, mas fiquei sensibilizado com a história do guarda-chuva do amigo Militão. Não se trata do valor do objeto, mas de valores mais valiosos: o respeito pela propriedade alheia. Este valor moral deve ser para todos. Porém neste caso em especial aconteceu no seu ambiente de trabalho. Ele estava trabalhando em prol da nossa comunidade. Escrevo, em solidariedade a um amigo, a quem tenho muito respeito e admiração pelo seu caráter. Londrina deve muito a este homem. Foi um grande divulgador de nossas coisas. Já teve muita influência nas mãos. Ajudou muita gente - os humildes e os mais abastados. Recusou oportunidades que poderiam ter lhe conferido poderes políticos importantes, justamente porque nunca mudou os rumos dos seus ideais. Ideais estes que são trilhados pelo seu filho Marcelo. Então vai aqui um apelo! O senhor ou a senhora que levou o guarda-chuva do Militão, faça um favor. Leve-o até à 1º Junta de Justiça do Trabalho e diga que levou por engano. Faça-nos um favor e o mesmo que o sr. ou sra. estava buscando naquela repartição pública: Justiça!
- JOSÉ ISPER, médico radiologista, Londrina
Reeleição
As dinastias e os cargos vitalícios sempre foram prejudiciais ao desenvolvimento sócio-econômico. Os que detêm o poder por tempo indefinido tendem a acomodar-se em detrimento do bem estar do povo. No Brasil há uma campanha acirrada para a reeleição presidencial. Por mais respeito e admiração que tenho pelo trabalho do presidente Fernando Henrique Cardoso, não concordo com a reeleição. O poder deve ser alternado, porque as pessoas não são donas da verdade e muito menos insubstituíveis. Reeleição é prepotência: os postulantes à eleição concorrem em desvantagem. A legislação eleitoral não deve permitir que ocupantes de cargo eletivo disputem outro. E, o que deve ser mais grave, se são derrotados voltam ao cargo. Isto é abusar da ingenuidade do povo. Sem dúvida, o melhor regime político é o democrático, mas sem maracutaia.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
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