O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Igreja e judeus
O artigo do sr. Wallace Requião (Rabino, vamos brincar de atacar a Igreja?), de 26 de abril, não precisava ser tão longo. Por que a Folha publica um material tão cansativo? Nem o Kissinger escreve matérias tão longas sobre a América Latina. Aconselho o senhor Wallace a comprar um bom livro de História Ocidental e inteirar-se um pouco mais das opiniões dos maiores católicos de todos os tempos sobre o papel não desempenhado pela Igreja ao longo de sua atropelada história de pouco mais de 1.900 anos. Esta mesma igreja que fez vistas grossas ao Holocausto nazista da II Guerra, faz hoje vistas grossas à situação das guerras européias (Bósnia, por exemplo). Isso é ser perfeita? É disso que o senhor estava falando? O senhor já reparou que os discursos feitos pelo Papa nas manhãs de domingo não estão resolvendo muito? E ele já sabe disso. Quanto ao fato de Israel ter hoje um exército e uma aeronáutica - os mais temidos de todo o mundo - este é um direito que nos assiste, pois, sempre fomos uma nação desde os tempos do êxodo do Egito. Conquistamos o território de nossa pátria. Esse território foi conquistado à custa de batalhas sangrentas em que nós colocamos a nossa própria pele em jogo.
- MARCUS LERNER, Toronto, Canadá
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Dia do Trabalhador
A síndrome do desemprego assusta mais do que a Aids, no mundo todo. Aqui no Brasil só entre 89 e 96 o número de desempregados quase dobrou, atingindo a cifra de 7,3 milhões de pessoas, ou mais de 10% do PEA (População Economicamente Ativa). A política de juros altos, uma maior abertura de nosso mercado para produtos estrangeiros, os altos custos cobrados de quem produz aqui e a defasagem tecnológica que nos afasta dos países mais desenvolvidos vem desestruturando nossas indústrias e consequentemente eliminando inúmeros postos de trabalho.
Muitas críticas já foram endereçadas às novas tecnologias que possibilitam redimensionar processos acarretando ganhos de produtividade com menores custos de materiais e com menos mão-de-obra. Posso afirmar que a tecnologia não elimina postos de trabalho, mas transfere-os de um lugar para outro.
As primeiras fábricas da era industrial que proliferaram na Inglaterra, que foram as tecelagens, geraram muitos empregos naquela região e deixaram os antigos artesãos sem trabalho. Estes foram obrigados a desempenhar outras atividades para sobreviver. Sua antiga atividade passara a ser obsoleta.
A tecnologia age na sociedade como uma alavanca da evolução da qualidade de vida das pessoas e nesse ínterim ela retira muitos produtores de sua zona de conforto e os obriga a buscar novas formas de sobrevivência. Isto parece cruel, mas é o preço da evolução. Você gostaria que vivêssemos ainda na idade da pedra lascada ou conhecêssemos apenas a cultura de subsistência?
- ANTÃO VERÍSSIMO SANTOR, Foz do Iguaçu
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Homenagem a Senna
Em 1984 Ayrton Senna entrava em cena na Fórmula 1 através da equipe Toleman (dois anos), passou pela Lotus (três anos), mudou-se para a McLaren (seis anos) e saiu de cena pela Williams (três provas em 1994). Neste 1º de maio faz quatro anos que Senna saiu de cena, após 10 anos de sua estréia, no Circuito de Imola, na Curva Tamburelo. Consagrou-se o melhor do mundo pilotando um McLaren, num casamento perfeito. Pilotou durante seis anos e mostrou que ali estavam reunidos a melhor equipe e o melhor piloto.
Nos dois últimos anos (92 e 93) a melhor equipe estava em decadência. Não era mais aquela equipe de ponta. Era apenas mais uma. Mesmo assim Senna mostrou, em algumas provas, que piloto, além de saber, precisa ter braço. Devido a essa decadência Senna mudou-se para a equipe Williams, para continuar em cena. Engano seu: Esta, que era a melhor equipe da época, tirou Senna da sua posição e não manteve a hegemonia conseguida em 92 e 93. Hoje, decorridos quatro anos, a McLaren volta, sem Senna. Continuo acompanhando as corridas, na esperança de ver um novo piloto brasileiro em cena, para voltarmos a ver as belas cenas das manhãs de sábado e domingo, proporcionadas por Senna.
- ALFONSO FERNANDEZ VELEIRO JUNIOR, Curitiba
Cumprimento
Cumprimento o jornalista Luiz Geraldo Mazza por ter sido eleito integrante da Academia Paranaense de Letras. Com esse gesto a Academia reconhece a capacidade literária e cultural do maior jornalista do Paraná. O Mazza é eclético. Dimensiona os fatos com a visão jornalística, cultural, sociológica e histórica. É também o maior conhecedor da política estadual do Paraná. Às vezes mescla seu jornalismo acurado, enveredando pela poesia ao descrever a nossa história. Por tudo isso, como leitor diário que sou, da sua coluna, sinto-me prestigiado, na certeza da justiça da sua eleição.
- REINALDO SOARES DE SOUZA, Arapongas
LEC
Creio que o Londrina só se recuperará no momento em que for dirigido por pessoas comprometidas com a sua história como ocorre com o Atlético Paranaense, Coritiba, Paraná Clube, e os maiores clubes do país. Chance para o Carlos Alberto Garcia e outros apaixonados pela camisa alviceleste.
- CLAUDIO SILVA, Apucarana
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