O LEITOR ESCREVE
Barbárie
Passei meu domingo perplexa pelo que li no Espaço Aberto deste jornal, escrito por um psicólogo, o sr. Wallace Requião de Mello e Silva, de Curitiba. Por toda a vida ouço e leio reportagens denunciando barbáries promovidas pelo homem de ontem e de hoje. Como ser humano fico preocupada. Minha consciência me diz que todos nós somos conjuntamente culpados e, por isso, responsáveis por promover mudanças nesse quadro, mesmo que impere a forte tendência de ficarmos ‘em cima do muro’ como seres alienados. Não merecemos isso. Não merecemos ouvir coisas e acreditar que somos impotentes diante delas.
As ideologias dominantes querem nos tornar impotentes quando nos fazem crer que suas atitudes são inquestionáveis e que não podemos exigir delas uma postura de retificação. Tentam nos fazer pensar que nada podemos e nada somos, pois a moral ou a autoridade não nos pertence. Todavia, o simples olhar a mim mesma e a todos à minha volta me faz entender que somos muito importantes e que temos um papel fundamental através da reflexão, porque Deus, o Eterno, o Infalível, o Moral, o Digno, o Justo, o Perfeito, nos deu um corpo e uma alma fantásticos e com uma missão clara e objetiva: tornar este mundo melhor, apesar de todos os obstáculos inerentes a isso. Não podemos ser ingênuos em achar que os que possuem armas químicas, bombas atômicas são os que detêm o poder. Nem podemos nos sentir frágeis, pois nosso maior algoz são essas ideologias que usam de meios perspicazes para fazer a mentira parecer verdade e o ódio, amor.
O que pleiteio é o direito de dizer ‘não’ às atrocidades cometidas por qualquer um em qualquer tempo e o direito de me cobrar e cobrá-los pelo comprometimento e pelo impacto que nossas ações exercem sobre o presente e o futuro. Todos somos juízes de nós mesmos e de todos, ao mesmo tempo, porque ‘tudo está em todos. Quem detém o conhecimento não quer se curvar. Quem se julga superior ao outro por saber mais, usa esse conhecimento para acusar e oprimir, e com isso, se ocultar. Mas nosso maior dever é a responsabilidade em promover o bem. Agora me pergunto: Como um psicólogo que - suponho - exerce profissionalmente o tratamento de seres humanos acometidos de toda sorte de problemas, pacientes que, às vezes, precisam se encontrar consigo mesmos para, em seguida, encontrar o mundo, pode escrever uma matéria jornalística cujo objetivo é estabelecer o status inquestionável de uma instituição historicamente questionada, antes por seus próprios criadores e sectários? Desejo a todos que nossas mentes tenham muita saúde.
- JOSY TAMARA KUTSCHENKO, pedagoga em Londrina
Cumprimento
Envio-lhes cumprimentos pela escolha de João Arruda como editor-chefe da Folha. A Folha é um veículo dos mais respeitados. O jornalista João Arruda, talento singular forjado na reportagem e na credibilidade. Ambos desfrutam de excelente imagem junto ao mercado de imprensa e a todos os setores de produção e decisão. Ganha a Folhapela opção acertada. Os paranaenses também ganham muito, pois o jornal evolui em seu papel difusor de informações bem apuradas e editadas com o necessário rigor e precisão.
- RUBENS PAVAN, presidente da Sercomtel S.A. Telecomunicações, Londrina
Ponto de ônibus
A respeito de carta publicada ontem, nesta seção, sobre estacionamento irregular de veículos nos pontos de ônibus da Av. Higienópolis, a assessoria da Comurb explica que, dos oito pontos existentes naquela via, apenas um está sem a devida pintura de faixas horizontais (no chão), que já está sendo providenciada. Todos os demais pontos possuem cobertura e faixas delimitadoras.
Sobre os problemas decorrentes de veículos estacionados naqueles locais, que obrigam os condutores de ônibus a parar em fila dupla, esclareço que o Código Nacional de Trânsito prevê infração. Os Agentes de Trânsito de Londrina estão autuando os proprietários de veículos que insistem em deixar seu carro em local proibido.
De acordo com o Código, o artigo 181 no parágrafo 13, prevê infração média estacionar o veículo onde houver sinalização delimitadora de ponto de embarque e desembarque de passageiros de transporte coletivo. Na inexistência desta sinalização o veículo não poderá ser estacionado num intervalo compreendido entre 10 metros antes e depois do ponto.
- PEDRO LIVORATTI, assessor de Comunicação Social da Comurb, Londrina
Correção 1
Diferentemente do que foi publicado na página 4 do caderno Folha2, na edição de ontem, o selo que identificaria corretamente o material é do Festival Internacional de Teatro (FILO), que acontece até domingo em Londrina.
Também na primeira página da Folha, a foto de chamada de capa para o Mostra Regional/Nacional do FILO é do espetáculo ‘‘Pois É, Vizinha’’ e não do espetáculo ‘‘Eugenioslávia’’ como foi publicado.
Correção 2
Na entrevista com Max Cavalera, ex-vocalista do grupo de rock Sepultura, publicada no domingo (edição de 26/4), há duas incorreções: a banda Core é londrinense e não curitibana. A banda Charge, a que Max Cavalera se refere, na realidade chama-se Discharge.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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