O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Região esquecida
Quero parabenizar a coluna do excelente Luiz Geraldo Mazza, a meu ver a melhor do periódico. A Folha não vem manifestando opinião sobre as estradas privatizadas. Faça uma viagem, saindo de Cambará para Curitiba, via Joaquim Távora/Jaguariaíva, pois aí poderá ver uma realidade grotesca sobre a qualidade de nossas estradas. Por que o governo privatizou o trecho Jaguariaíva/Ponta Grossa e não Marques dos Reis (na divisa de Ourinhos/SP)/Ponta Grossa? Quem fará a manutenção da estrada Marques dos Reis/Jaguariaíva? Acredito que o governo do Estado não trata o Norte Velho como deveria. Aliás, apenas os governos Canet/Richa e Álvaro Dias olharam um pouco para esta região esquecida do Estado. Mande verificar a maquilagem que vem sendo feita nas estradas paranaenses.
- JOÃO BAPTISTA RIBEIRO MACHADO, Londrina
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Cabo eleitoral
O Real, moeda estável criada pelo presidente Itamar Franco, em 1994, é agora o grande cabo eleitoral, donde o empenho do presidente Fernando Henrique em impedir que Itamar se candidatasse pelo PMDB. Foram gastos três anos de governo só para manter a estabilidade da moeda, com danos irreparáveis à saúde e educação, produção, obras e programas; provocando insolvência, falência, desemprego e recessão. Fernando Henrique promete agora usar seus últimos 6 meses de governo para reverter o desemprego que criou (os danos são interligados e é impossível reverter um isoladamente). Outro cabo eleitoral é a equipe econômica, que conseguiu manter relativa (a inflação no período não chegou a 100%) estabilidade da moeda, embora preços e tarifas disparassem, e os salários não. Os principais elementos da equipe, a começar por Antonio Kandir, que confiscou poupança e contas bancárias da outra vez, vem do Plano Collor, e a Justiça Eleitoral acaba de devolver os direitos políticos a Fernando Collor. Eliminou um rival, mas vai ter que dividir o cabo eleitoral com o outro.
- PAOLO MARANCA, São Paulo
Vestibular
A Universidade Estadual de Londrina realizará, de 4 a 8 de maio, matrículas para o vestibular de inverno. É bom ir preparando o bolso, pois o interessado deverá pagar R$ 100,00. Isso mesmo, cem reais. Um absurdo se considerarmos os índices de correção aplicados ao salário mínimo em 1997. Se a R$ 80 já era difícil para muitos, imagine agora. Não adianta a UEL criar critérios de isenção de matrículas para pessoas de baixa renda. Muitos não serão agraciados e não participarão do concurso por não terem condições de tirar 100 reais do orçamento familiar.
Não sou favorável a vestibular gratuito, mas sim coerente com a realidade. A impressão que fica é de que, ao passar o tempo, as condições para as pessoas de baixa renda ingressar em uma universidade são cada vez mais distantes.
- ARTHUR EDUARDO PEREIRA DE SOUZA, Londrina
Ponto de ônibus
Maus motoristas particulares não respeitam as vagas destinadas exclusivamente ao embarque e desembarque de passageiros de ônibus. Isso acontece principalmente na av. Higienópolis. A Comurb e a Polícia Militar, responsáveis pela normalidade do trânsito, nada fazem. Dia destes um motoqueiro foi atropelado por um ônibus, que não pôde parar no local destinado ao coletivo porque ali havia automóveis estacionados. A Comurb deveria seguir o exemplo de Maringá. Nestes casos lá são pintadas faixas amarelas, com cobertura apropriada para os passageiros não serem obrigados a ficar ao relento nos dias de chuva ou sol escaldante. A população aguarda medidas concretas.
- GILMAR ANGELO DE AZEVEDO, Londrina
Coro Madrigal
Agradecemos a atenção que nos dispensaram e a divulgação feita por esse considerado veículo de comunicação. Com a colaboração desse jornal, 31 novas vozes de talento foram selecionadas pelo maestro Othonio Benvenuto. O Coro Madrigal de Londrina possui hoje 31 vozes para atuar na cidade e bem representar Londrina e região em festivais e outros eventos do Brasil e exterior.
- CRISTIANE GARCIA GRANDE, Londrina
Errata 1
Por problemas técnicos, foi suprimida parte do último parágrafo do texto O teatro na Visão de um Filósofo, publicado na edição de ontem da Folha2. Reproduzimos, aqui, o parágrafo na íntegra: Segundo o diretor (Sérgio de Carvalho), que novamente fez dobradinha com Márcio Marciano, o espectador é levado para o meio do conflito. Ele tem que ter uma posição.
Errata 2
Diferente do que foi publicado na entrevista com o técnico do Iraty, Ernesto Paulo, na página 2 da Folha Esporte, edição de domingo, o crédito da matéria é do repórter Giovani Ferreira e a foto é de Celso Margraf.
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