O LEITOR ESCREVE
Momento de dor
Neste momento de dor a Pátria sente pelo transpasse de um grande homem público, comparável no ideal ao maior defensor da elevação deste imenso território à condição de Estado soberano, defendendo o bem comum: Tiradentes, liberdade, igualdade e fraternidade. Esta grande nação espera que ecoem na consciência cívica e moral do presidente Fernando Henrique Cardoso estas últimas palavras do ministro Sérgio Motta: ‘‘Não se apequene. Cumpra seu destino histórico. Coordene (com honradez) as transformações do País. Sérgio.’
A história deste país está sendo escrita pela dor. Em menos de 48 horas desencarnaram dois grandes líderes: Sérgio Motta e Luís Eduardo Magalhães. Talvez seja preciso a morte dos bons para que os maus políticos se modifiquem e passem, como estes dois grandes seres humanos, a amar o seu país e os interesses maiores da nação. Este povo não aguenta mais o sofrimento e a desilusão.
- WILLIAM JAMES PEREIRA JUNIOR, Jandaia do Sul
Os dez Brasis
Há 25 anos, pelos diversos meios de transporte, inclusive cavalo, jegue, carro-de-boi, canoa, barco, jangada, navio, teco-teco percorro este país. Parte da minha vivência, aqui mesmo Folha, dei notícias, narrei fatos. Neste canto escrevo com muito orgulho cartas-artigos desde os idos de 1982. Percorri o Brasil, todos os estados e ilhas oceânicas. Li alguns milhares de livros nas línguas que conheço. Nenhuma vaidade, apenas um registro. Nada de soberba ou empáfia, apenas a sensação de ter cumprido, em parte, o ideal a que me propus no começo da minha vida profissional, aos 22 anos: estudar o Brasil, percorrer o meu país. Sempre antecedi as viagens de minucioso estudo. Levantava a bibliografia referente à região a ser visitada e estudava-lhe os mais diversos aspectos. Na volta, mais uma vez, mergulhava nos livros. Assim fui fazendo Estado por Estado e amealhando milhares de livros. Percorri umas 60 mil milhas dos nossos grandes rios e mais de dois milhões de quilômetros por todo o Brasil, em 25 anos. Viajei umas duzentas horas, em períodos diferentes, de carona com a FAB, muitos dias em navios da Marinha.
Agora vai sair meu livro sobre o Brasil: ‘Os dez Brasis’. São cem artigos e ensaios sobre as mais diversas regiões do País; duzentas fotos. Capa do grande Elifas Andreatto, que já chefiou o setor de artes da Abril Cultural e ganhou todos os prêmios imagináveis como ilustrador gráfico.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Roedores de alicerce
Através da Folha, coisas obscuras, como a realidade do Banestado, começam a mostrar a cara. Parabéns, Luiz Geraldo Mazza. A coragem e a honestidade dão conceito ao cidadão. Parabéns ao nosso pé-vermelho Manoel Garcia Cid, presidente do Banestado. Parabéns jornalistas, pessoal de emissoras de rádio, a todo veículo de comunicação sério e que prega a verdade. Parabéns aos que gritam pelos excluídos.
Roedores de alicerce são como ferrugem, que destroem em silêncio. Muitas vezes, de paletó e gravata, enganam a confiança do povo, sabem onde está a chaga, mas seu egoísmo para encobrir a verdade está estampada. Apresentam-se diante dos excluídos em época eleitoreira com cestas básicas etc. Enganam até mesmo os que estão próximos. Enquanto nós, excluídos, agricultores, pequenos empresários, entre tantos outros, pagávamos juros absurdos, suados e sofridos, lá estavam os roedores de alicerce fazendo suas milionárias campanhas à custa do dinheiro do trabalhador.
- ALMIR BATISTA DOS SANTOS, Sabáudia
SAL resiste
O que as últimas administrações estão fazendo com o Londrina é uma vergonha. Não devemos culpar apenas a SAL pelo rebaixamento do LEC à segunda divisão do campeonato paranaense, mas devemos lembrar que este mal, que achei necessário para que toda a população e lideranças em geral acordassem, vem de antes, com administrações como a de Marcelo Caldarelli e outros que apenas estavam interessados em sua autopromoção e não do clube. O que a SAL deve fazer agora é botar a mão na consciência e sair rapidinho da diretoria e dar oportunidade para alguém que realmente conhece de futebol e do clube possa trabalhar em paz para que o Londrina volte a brilhar nos certames que disputa.
- FREDERICO SOARES, Londrina
Direitos Humanos
Passados mais 50 dias desde o último pronunciamento do secretário nacional dos Direitos Humanos na imprensa sobre o meu caso, até o momento continuo sem solução. Assim, cansado de esperar providências, estou enviando nova carta pública na Internet às autoridades brasileiras (presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara Federal e Secretário Nacional dos Direitos Humanos), onde, em derradeiro pedido, rogo para considerarem que as partes, em razão de uma mesma circunstância, têm de ser tratadas igualmente, e não unilateralmente. Terroristas políticos hoje no poder
recompensam-se com benefícios do Estado pelo passado fora da lei.
- ORLANDO LOVECCHIO FILHO, Santos
([email protected])
Correção
Na legenda da foto publicada na matéria ‘‘Emprego está em extinção, diz estudo’’, no caderno Folha Economia, o correto é ‘‘A média mensal de greves chegou a 112 em 1996 mas caiu para 57 em 1997...’’, como informa o texto.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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