O leitor escreve
O leitor escreve
Rodovias
Nesta época de privatizações generalizadas, o assunto das rodovias causa um questionamento sobre os impostos que pagamos e que eram destinados a conservação delas. Como pude constatar, o IPVA deste ano mantém as mesmas porcentagens em relação aos outros anos. Por sinal, o Paraná pratica um IPVA dos mais altos do País. Para onde vai este imposto agora, com as rodovias privatizadas ou, para onde ia este imposto no passado? A conservação era precária e o Estado optou pela privatização.
- PAULO CESAR FIGUEREDO, Curitiba
([email protected])
Pedágio
Por obra e graça de nossos governantes, a população paranaense, na verdade um milhão e quinhentos mil proprietários de veículos, em particular profissionais de transporte e os que viajam intensamente, pela própria natureza de seu ofício, ficou sentada no colo de empreiteiros. Logo quem. Conta-se que um dia, com o tráfego muito animado entre céu e inferno, Deus e o diabo resolveram construir um viaduto, cabendo a cada lado metade da obra. Passado algum tempo, a metade infernal estava pronta, até com o buffet de inauguração, mas do lado divino mal havia um tapume, e nem sinal de obra. O diabo estrilou. E Deus, meio desenxabido, confessou: Sabe, diabo, a gente vê daqui a sua obra, sofre com os nossos atrasos, mas vou lhe dizer. Por mais que se procure, não temos um empreiteiro sequer no céu... O caso vem a calhar, com esse ovo de Páscoa que nossos empreiteiros, com total apoio dos governantes, acabam de produzir. É apenas uma amostra do que nos espera, quando essa nobre parceria passar a atacar nosso bolso.
Cinquenta mil veículos em um engarrafamento vergonhoso devem ter paralisado pelo menos 200 mil pessoas, fora a carga etc. A multa que o DER pespegará é de 10 mil reais. Isto dá um valor de multa de 5 centavos por cada contribuinte atormentado pela insensibilidade da dupla, o que dá uma boa piada: se os pedágios estivessem cobrando, a renda do ovo pascoal seria de 205 mil reais, o que daria para grandes gargalhadas dos empreiteiros. Afinal, recebem as estradas já construídas e recebem como se as tivessem construído e logo na primeira pisada na bola recebem uma multa de menos de meio por cento da grana que vão pelar da gente, por 30 anos. O valor da multa que vai para o governo dá para comprar um pirulito. É essa a realidade do Poder e dos trambiques. Pirulito pra Deus, pra nós grana às custas do Poder. Venderam nossas estradas, que pagamos e vamos pagar para usá-las. Se o angu não gruda, ganhamos um pirulito do DER.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, Londrina
Neblina
Londrina mereceu destaque numa reportagem de um dos telejornais da Globo, onde o londrinense Arrigo Barnabé teceu comentários sobre a nossa cidade. Entretanto, Arrigo pisou na bola ao afirmar que o nome de Londrina foi dado porque ela, a exemplo de Londres, também tinha muito
fog (neblina típica da capital inglesa). Confesso que já ouvi algumas versões sobre a origem do nome, mas essa estória de fog foi a primeira vez.
- MARINILCE FERREIRA DOS SANTOS, Londrina
Esperança
Esperança no fim do túnel. É exatamente essa a frase que nós, torcedores fiéis do Tubarão, estamos falando a todos. Acho louvável o que nosso senhor prefeito fez e está fazendo para com o Londrina, mas fica uma pergunta no ar: Não está, como se diz no popular, passando a carroça na frente dos burros? Quero dizer, não seria hora também de montar um time de juniores à altura do Londrina para que no ano que vem fizesse um bom campeonato paranaense? Está aí um bom motivo a se pensar com carinho.
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, Campinas
([email protected])
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





