O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Apoio a Neco 1
Cumprimento a atitude corajosa do presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, homem íntegro, cônscio do seu dever cívico e coerente com o que se espera do homem público. Meu repúdio aos deputados devedores - com taxas favorecidas - que, além de mostrar a face que faz a população detestar políticos - a safadeza - ainda posam de ofendidos e ameaçam de chantagem quem tem a obrigação e a coragem de expor a verdade. Pobre deste país, que tolera canalhices como essas, sem apoiar os decentes e recriminar os que abusam do mandato.
- JOSÉ A. WIELEWICKI, Arapongas
Apoio a Neco 2
Caro conterrâneo Neco Garcia. Gostei demais do seu gesto de intransigência no trato com a coisa pública. A sua atitude em defesa do saneamento do Banestado muito nos orgulha. O Banestado não é de políticos e nem dos Atallas. Ele é de todos nós, paranaenses que geramos impostos para o Estado, do menor consumidor de alimentos ao maior consumidor de bens. Portanto, não deixemos que o nosso banco se transforme num Banespa ou como outros não públicos, mas que obrigaram o governo federal a tirar dinheiro até mesmo da área social para socorrê-los. Vá em frente. Pé-vermelho de fibra como você não foge à luta. Estamos com você.
- ALCIDES MIRANDA, Londrina
Apoio a Neco 3
Muito me chocou a atitude do presidente da Assembléia Legislativa, sr. Anibal Khury, em relação às declarações do presidente do Banestado, sr. Manoel Garcia Cid, sobre deputados devedores. Por que deputados e familiares conseguem empréstimos volumosos com tanta facilidade? Para os pequenos empresários, que respondem por boa parte dos empregos e da arrecadação do Estado, é sempre tão difícil conseguir pequena quantia para capital de giro, aquisição de equipamento, aumento de instalações, etc.
O sr. Manoel Garcia Cid está totalmente correto em acusá-los e exigir que quitem seus débitos junto ao Banestado, como qualquer devedor o faz. Os representantes do povo deveriam ser, antes de tudo, honestos e não aproveitadores das regalias públicas, como ocorre não só no Paraná. O Banestado deve, sim, ser privatizado, cessando esse vergonhoso escoamento de privilégios financeiros a políticos e apadrinhados. Tem todo o apoio, Neco Garcia.
- HELENA SAVASSA GONZALES, Londrina
Apoio a Neco 4
Tivemos o dissabor de ler na primeira página deste grande jornal a seguinte manchete: Deputados querem derrubar Garcia. Estamos falando do presidente do Banestado, sr. Manoel Garcia Cid, empresário londrinense, homem ilibado, conhecido e reconhecido por todos os londrinenses e paranaenses. Pasmem, prezados: a ofensiva para derrubar o grande Neco Garcia, segundo a matéria, parte de alguns políticos inadimplentes com o Banestado. O Banestado é uma instituição pública financeira e deve executar qualquer devedor, seja ele o mais simples ou o mais importante cliente e, vergonhosamente, a matéria fala de políticos.
Como cidadão, contribuinte e cliente do Banestado, onde minhas filhas menores mantêm suas poupanças, sinto-me estremecido com vergonhosa notícia que possivelmente poderá envolver pessoas em quem confiei meu voto.
Caso medidas sérias não sejam tomadas, irei usar o mais importante meio de punição daquela instituição, encerrando as nossas contas.
ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
Espíritos de porco
A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) está cada vez mais parecida com uma pocilga caipira, onde os porcos chafurdam nas próprias fezes. Seus marajás aposentados, alguns com salários de até R$ 35.000,00, não se envergonham de recorrer à Justiça para receber salários que ofendem o bom senso, a dignidade humana, a honra. Tal atitude não é própria de homens, senão de porcos. Não há dúvida de que alguma coisa anda muito mal em nosso sistema judiciário, que ainda dá guarida a reclamos tão descarados e imorais.
Por alguma distorção essencial na formação de nossos juízes, muitas decisões judiciais acabam baseando-se em brechas legais, em patente afronta ao espírito da lei. A sociedade brasileira toma conhecimento de decisões judiciais absurdas, injustas e vergonhosas verdadeiras afrontas à sua inteligência e acaba perdendo a confiança em seus magistrados. Tenho certeza de que muito juiz honesto e honrado perde o sono por conta dessa situação escabrosa, na qual impera, muitas vezes, não o espírito da lei, senão o espírito de porco.
- ISMAR PEREIRA FILHO, Brasília
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Contestação
Respondo a acusação de provocar briga entre xockeng e kaingang, conforme matéria publicada dia 7 na Folha. Trabalho na Funai desde 1980 e nunca provoquei briga entre índios. Minha nomeação como administrador, de Curitiba, é fato superado na medida em que o presidente da Funai tornou-a insubsistente e empossou o colega João Gilberto, mas ocorreu porque acolheu-se a indicação feita pelos xockeng, índios com os quais exercito o pensamento e a reflexão sociológica sobre atribuições, em circunstâncias e ocasiões determinadas por relações de trabalho num órgão do Estado brasileiro.
- JOSÉ JOÃO DE OLIVEIRA, Curitiba
Errata
A foto publicada ontem na Folha 2, página 6, é de Marlene Dietrich e não de Bette Davis como aparece na legenda.
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