O leitor escreve
Descaso da saúde
Maringá é uma das mais bonitas e agradáveis cidades do país. Sua reputação de cidade moderna, planejada e com excelente qualidade de vida, já lhe rendeu inúmeros dividendos e despertou em muitas pessoas, inclusive em mim, a vontade de fugir do caos das grandes metrópoles e buscar, em sua festejada tranquilidade e desenvolvimento, a qualidade de vida almejada por tantos e em tantos lugares. Acompanhei a forte presença da cidade na mídia nacional, com idéias inovadoras propostas por um jovem prefeito. Elas ao menos traziam nova perspectiva, que se abria na discussão de problemas intrínsecos à sociedade brasileira. Refiro-me a experiências como a administração técnica, através da adoção do Gerente Municipal, as Escolas Cooperativas, os programas, como o Aprendiz do Futuro, que valeu à cidade o reconhecimento internacional da Unicef, e da proposta de parceria com a iniciativa privada no atendimento à saúde. Entretanto, a ex-administração municipal preferiu, em razão da disputa pela soberania política, ignorar tais iniciativas e, à custa do sacrifício da população, chegou a devolver verbas da União destinadas à construção de um Hospital Regional, alegando serem desnecessárias, já que seriam feitos investimentos para a ampliação do Hospital Universitário.
Agora, vergonhosamente, a imprensa nacional chama a atenção para o caos e o descaso com o HU de Maringá, que vem há alguns anos sofrendo de um mal comum a muitos hospitais públicos brasileiros, obrigando médicos a decidir, quase que na sorte, os que devem ou não ter direito ao atendimento e à própria vida.
- ANA PAULA DI PAULA, São Paulo.
Floricultura
Acabo de fixar residência em Londrina e constituiram agradável surpresa para mim seus aspectos físicos e numéricos. Difícil acreditar, por exemplo, que embora ostente extraordinário desenvolvimento econômico, esta pujante cidade tem apenas 62 anos de idade. Entretanto, pequenos detalhes revelam pontos falhos. Por exemplo, não existe floricultura que sirva à noite. Dia destes participei de jantar em homenagem a uma amiga e quis adquirir flores para enviar a ela. Fiquei decepcionada ao saber que isso só poderia ser feito no período comercial. Será que a clientela em potencial ainda é insuficiente? De qualquer modo deixo a sugestão.
- ADELAIDE TRISTÃO ARAUJO, Londrina.
Pioneiro
Tenho observado que, invariavelmente, os meios de comunicação social são pródigos ao atribuir a determinadas pessoas a qualidade de pioneiro da cidade, como se elas tivessem aqui chegado na derrubada da mata, no vácuo da Companhia Melhoramentos, presenciado a inauguração da estação ferroviária ou da loja das Casas Pernambucanas. Mas não é bem assim. Deveria existir uma tabelinha classificatória, com uma coluna dos anos, estágio da colonização etc. Exemplo: 1952, João da Silva veio receber o valor de uma duplicata e seu ônibus utilizou a estação rodoviária que funcionava onde é hoje a Concha Acústica.
Algum órgão público devia ter registrado ao menos os dez primeiros anos da história de Londrina, com nomes dos mais destacados participantes. Mas quem faria isso? Esse registro impediria, por exemplo, que um empresário que aqui chegou em 1960 fosse chamado de pioneiro. Em contrapartida, quantos pioneiros de verdade lutaram bravamente mas ficaram no meio do caminho e foram representados apenas por uma cruz?
- ARISTIDES DE SOUZA E SILVA, Londrina.
Desemprego
Estando num coletivo vejo um cartaz, através do qual uma empresa procura motorista de ônibus. Não estão recontratando, mas exigem motorista com dois anos de experiência. Gostaria de saber onde alguém vai adquirir esta experiência. Só se comprar um desses veículos (tem que ser ônibus) e ficar treinando na cidade durante o tempo exigido. Não procuro emprego como motorista, pois só tenho 18 anos. Mas meu caso é mais ou menos semelhante. Até os 16 anos estava estudando e não conseguia emprego. Dos 16 aos 18 anos não arrumava serviço por não estar quite com a situação militar. Agora estou livre do Exército e procuro serviço. Não acho, porque exigem experiência até de 2 anos. Já me dispus a trabalhar de graça para adquirir tal experiência. Não consigo nada, pois as firmas, e com razão, temem as leis trabalhistas. E agora, como fazer? Escrevo esta com a esperança de conseguir algo. Estou disposto a trabalhar em escritório ou loja. Talvez aceite serviço de outra natureza, dependendo de prévia consulta.(Telefones 337-2924 e 324-5635)
- CARLOS ALBERTO DE PIZZOL, Londrina.
Filo
A julgar pelo que se tem veiculado nos órgãos da imprensa escrita do Estado relativos ao Filo, nos últimos dias, a impressão que fica é esta: 1 - A Universidade Estadual de Londrina, como promotora do Filo, é a responsável direta e principal da sua continuidade e cabe a ela buscar o necessário para realizá-lo, e por via de consequência dirimir quaisquer dúvidas quanto a sua efetivação, independente dos humores e declarações de quem quer que seja. 2 - A sra. Nitis Jacon é consagrada, não só no meio artístico e cultural, e, independente de qualquer coisa, merece respeito e consideração, além de que suas realizações, em diversos níveis, já provaram que ela está acima de cargos ou funções. 3 - A considerar a lhaneza de caráter do governador Jaime Lerner é certo e indiscutível que o Governo haverá de apoiar o Filo. Tanto Lerner quanto Nitis Jacon tem um patrimônio a zelar, muito acima de qualquer posição passageira que um ou outro ocupe em qualquer tempo.
- ISMAEL SALIM FELÍCIO JÚNIOR, Londrina
FHC e IPTU
Com relação ao débito do IPTU do presidente Fernando Henrique Cardoso, tratado na matéria FHC deve IPTU, na coluna Praça Londrina, da Folha de Londrina, de Estélio Feldman, gostaria de salientar que faltou informação complementar e que deu a entender que o presidente da República é caloteiro. A verdade seja dita. O débito em questão, como foi tratado na matéria, é relativo a 1992, sobre uma diferença que a Prefeitura do Município de São Paulo estava cobrando. Não concordando, diversas pessoas e não só o presidente preferiram esperar o posicionamento da Justiça. Portanto, não se trata de um débito que nosso querido FHC esqueceu de pagar, como sugere a matéria, mas foi uma forma de proteger os seus direitos, como qualquer cidadão.
- VALDECI TEÓFILO RIBEIRO, Londrina.
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