O LEITOR ESCREVE
Desencanto
Li nos jornais, dias atrás, que o governo se apossará de imóveis habitados por inadimplentes. Atitude corretíssima, pois ninguém deve se apossar do que não é seu. Mas e quando as construtoras são inadimplentes? Sou uma das 42 mil mutuárias da Encol que, na impossibilidade de morar no que é meu, acabei por optar pela compra de um apartamento dessa então famosa construtora e acabei me desencantando duas vezes. Primeiro, porque depois de bela quantia paga, tive que vendê-lo de volta, pois enfrentava graves problemas financeiros e esse dinheiro me ajudaria na quitação da minha dívida. Minha decepção maior veio depois, quando percebi que nem parceladamente conseguia receber o dinheiro, que era abatido num financiamento obtido na ocasião em que necessitei.
Como não conseguia receber da Encol, meu financiamento era descontado diretamente do meu pagamento (sou professora) e não faço nada diferente com meu pagamento, a não ser pagar o banco. Com a falência da Encol nós, mutuários, estamos totalmente órfãos, pois não vemos nada concreto quanto ao ressarcimento dos prejuízos. Solidarizo-me com os que se encontram nessa situação e espero que em seus familiares não existam problemas graves de saúde que estamos enfrentando e que consigamos ver uma luz ao final do túnel.
- ELIZABETH COTTING DOS SANTOS, Londrina
Excluídos
O destino do pobre parece ser mesmo o de excluído. Estarrecido fiquei com a notícia de que a Prefeitura de Ponta Grossa pretende deportar do seu município pessoas pobres, destituídas de qualquer utilidade econômica. Com trajetória diferente, fiz o caminho inverso. Vim de uma metrópole para o interior. Fui transferido por uma grande empresa, de Porto Alegre para o Norte do Paraná. Fui bem recebido. Retomei os estudos universitários. Mas e se por ventura tivesse vindo de algum ponto perdido deste país, sem amparo, emprego ou solidariedade de ninguém? Perderia o direito de construir meu futuro? Foram os despossuídos, trabalhadores migrantes que construíram o Paraná, como tantas fronteiras agrícolas deste século. Espero que essa atitude fascista não seja mantida, não jogando nossos irmãos cada vez mais na obscuridade, no abandono, na criminalidade, na falta de esperança de um futuro digno.
- ÉMERSON DA SILVEIRA GONÇALVES, Londrina
Privatização
Sou funcionário da Telepar há pouco mais de 12 anos e posso dizer que sou favorável à privatização do Sistema Telebrás, não por ser um defensor ferrenho da privatização, mas, sim, por causa do péssimo patrão que é o Estado, que faz questão de arrochar salários e cortar benefícios, notadamente nos últimos anos. Isso, é claro, dos pequenos, porque os grandes - diga-se gerentes e diretores - só vêem os seus vencimentos aumentados de forma abusiva e ainda abocanham a maior fatia da participação nos lucros da empresa. Em todo dissídio coletivo é aquela ladainha: o Sindicato dos Telefônicos entrega a proposta de acordo de outubro (nosso dissídio é em 1º de dezembro) e por falta de diálogo da parte da empresa - diga-se Telebrás - o processo se arrasta até o ano seguinte. Que venha a privatização e, tomara, patrões melhores, com uma visão mais clara do que pretendem e, principalmente, com senso de justiça, não obstante visarem ao lucro - afinal de contas, quem não quer lucrar? Tomara não seja preciso novamente a criação de uma ‘‘Telebrás’’ para organizar a bagunça criada pelas ‘‘privadas’’...
- JOSÉ LUIZ MOREIRA FREIRE, Goioerê
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Rodovias
Acho que todos nós, viajantes deste último domingo (Páscoa), só temos que agradecer às autoridades responsáveis pela obra do Anel viário pelo ‘‘ótimo’’ final de semana. Das 6 horas gastas normalmente na viagem que realizo nos feriados até à casa de meus pais (520km) gastei no último final de semana nada menos que 11:30 horas. Deste total, mais de 5 horas no trecho Ponta Grossa-Curitiba. As obras desse Anel viário se resumem à construção de pedágios. Espero que os responsáveis por essa ‘‘obra’’ viajem um final de semana com feriado por essas estradas e passem pelo mesmo que todos nós passamos nesse domingo de Páscoa.
- FABIANO TICIANELI, Curitiba
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Folha do Paraná
O prefeito Cassio Taniguchi agradece o carinho com a cidade de Curitiba e envia votos de sucesso.
- FABIANO BRAGA CÔRTES JUNIOR, chefe do gabinete do prefeito de Curitiba
De Nova York
A coluna Nova York por Aqui não foi publicada ontem, na Folha2, devido a problemas de transmissão. Mas volta na próxima quarta-feira, com uma reportagem sobre o East Village, o bairro mais boêmio da Big Apple, onde o que é novo, o diferente, o surpreendente e o esquisito se encontram.
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