O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Morte na estrada
Seria preferível tecer elogios ao invés de insistir em críticas, pois isso refletiria satisfação e alegria. Não é o que ocorre, porém. No início do ano, com o título de Pedágio: menos morte nas estradas?, abordamos dois trágicos acidentes na BR-376. No primeiro, nosso querido Reinaldo Ribeiro, conhecido taxista de Londrina, morreu instantaneamente num acidente entre Ponta Grossa e o Posto Imbaú, quando retornava de Curitiba. Dias depois foram esmagados por uma carreta os estimados amigos engenheiro Horst Kurschat (Telepar) e Maria Luíza (Sercomtel), juntamente com os filhos e sobrinhos, totalizando seis inocentes vítimas, deixando a comunidade londrinense em estado de choque. Depois disso, escapava com vida de atropelamento a estimada Eunice Simino, ao retornar para a pista após capotar seu carro no mesmo trecho daquela assustadora rodovia.
Acidentes acontecem diuturnamente e já viraram rotina, mas quando as fatalidades acontecem com pessoas mais próximas, ligadas a nossa família, a revolta explode com facilidade. É assim que nos sentimos após mais uma família desaparecer na mesma rodovia da morte. O casal Rosanis e Maurício Alves da Silva, junto com suas filhas Heloisa Helena (13), Débora Eloá (8) e Laís Bárbara (4) perderam a vida entre as ferragens do veículo que os conduzia ao litoral, após derrapar na pista, batendo de frente com uma carreta.
Até quando vamos ter que pagar para ver nossos irmãos perderem a vida nas assassinas estradas paranaenses. Até quando vamos ter de engolir a propaganda enganosa sobre maior segurança com a construção de praças de Pedágio em rodovias com pista dupla, bem pavimentadas, bem sinalizadas e em regiões metropolitanas ou em trechos como o de Londrina a Maringá, por exemplo? Por que não se fala em fazer o mesmo na fatídica Serra do Cadeado e até Ponta Grossa? Até quando vamos apenas lamentar a morte de nossos semelhantes?
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Idade da pedra
Colunistas sociais e revistas caretas cobram caro daqueles que vivem como mariposas. Dão mais valor à luz do que a própria vida. Só vale quem tem, é uma máxima neoliberal. A lei de Gerson significa cada dia levar mais e mais vantagem em tudo, certo? O neoliberalismo está, portanto, fazendo uma revolução às avessas, levando a humanidade a se desunir, desumanizar, guerrear, destruir.
O paroxismo é tamanho que o homem inventou a bomba de Nêutrons, que destrói o próprio homem, mas preserva as instalações, os bens materiais. O embotamento é tanto que o homem põe em risco o próprio planeta em que vive. Ou seja, estamos regredindo à idade da pedra em termos espirituais e humanísticos.
- FERNANDO LEITE SIQUEIRA,
presidente da Associação
dos Engenheiros da Petrobrás, Brasília
Exposição
Os organizadores da Exposição Agropecuária de Londrina jactam-se de ter uma organização impecável, de receber mais de um milhão de pessoas, de girar muitos milhões de dólares durante esses dez dias, mas esquecem-se de uma grande parcela da população que auxilia o sucesso do evento: aqueles que frequentam o parque de diversões e também deixam centenas de milhares de reais - ali não se fala em dólar - para os organizadores. A falta de respeito para com essa gente é absurda; o mês de abril é, de praxe, chuvoso, portanto é certo que o terreno ficará alagado e que, com dezenas de milhares de pessoas pisando-o diuturnamente, formar-se-á um lamaçal imenso, tornando difícil o acesso aos brinquedos do parque. Que fazem os responsáveis pela Exposição? Vangloriam-se, com seus trajes à cowboy, passeando na área calçada. Será que a Rainha da Exposição e suas princesas vão visitar o recinto dos brinquedos, com suas botas e roupas impecáveis? Será que alguma autoridade passa por ali? Ou ninguém, a não ser o povo, toma conhecimento do atoleiro que ali se instala? Senhores organizadores, autoridades (??) presentes, desçam de seus tronos e tomem providências urgentes, ou venham enlamear-se com o povão, para sentir o desconforto.
- DÍLSON CATARINO, Londrina
([email protected])
Elevado
Uma administração pública tem que ter prioridade. Parece que a nossa é agilizar a vida das pessoas que passam com seus automóveis particulares nas avenidas JK e Higienópolis. O dinheiro da privatização da Sercomtel deveria ser aplicado em bens sociais mais importantes, como saneamento básico, educação, saúde e habitação para as áreas mais carentes de Londrina. Com dois milhões de reais, quantos leitos hospitalares, salas de aula e moradias populares novas teríamos à disposição? Os proprietários dos cadillacs não podem esperar um pouco mais o sinal (semáforo) abrir?
- ALBERTO GAWRYSZEWSKI, Londrina
([email protected])
Correção
O artigo Desmatamento no Paraná, de autoria de João Batista Campos, publicado no dia 11, contém uma incorreção. A frase Essa não deve ser a política de licenciamento no Paraná: não se desmata mais nada no Estado deve ser substituída por Essa deve ser a política de licenciamento no Paraná: não se desmata mais nada no Estado.
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