O leitor escreve
Teatro
O Grupo de Teatro Núcleo 1 foi criado em 1982, através do Ministério da Educação e Cultura, para desenvolver o Projeto Interação de Educação Básica, junto a escolas de periferia. Os resultados fizeram parte de documento que subsidiou as mudanças que o Governo Federal realiza no Sistema de Ensino atualmente. Em 1988, o Núcleo 1 passou a ser co-promotor do Festival Internacional de Teatro, captando recursos através da iniciativa privada e das leis de incentivo e, dessa forma, possibilitando à Universidade Estadual de Londrina a realização de evento tão importante. O Filo tem uma história de 30 anos em que permeiam sucessos e glórias, mas também dificuldades e, algumas vezes, total desconhecimento de sua importância por pessoas que têm o dever de aprender os fatos da cultura paranaense. Na qualidade de presidente do Núcleo 1, não posso furtar-me de vir a público manifestar discordância da forma como se expressou o Secretário de Cultura do
Estado, Eduardo da Rocha Virmond, em recente entrevista. Depois, pela deselegância, eu diria mesmo leviandade, com que se refere à diretora do Festival e à UEL. Nitis Jacon é reconhecida nacional e internacionalmente pelo trabalho que realiza no Estado há mais de 30 anos. Recebeu o Prêmio Ollantay de 1990, conferido pelo Centro Latino Americano de Criação e Investigação Teatral, e foi indicada para o Prêmio Simon Bolivar, na Venezuela, em 1991. É médica psiquiatra, diretora teatral, autora de textos para teatro, mereceu vários prêmios em diversas categorias do gênero e é vice-reitora da Universidade Estadual de Londrina, promotora do Festival. Portanto, a forma como o Secretário se refere à sua pessoa, na entrevista, merece nosso repúdio e tristeza. Por que não? Tristeza, se considerarmos o cargo que Virmond ocupa.
- JOSÉ CLÁUDIO RODRIGUES, presidente do Grupo de Teatro Núcleo 1, Londrina.
Reeleição
O Brasil está preparado, e outra vez problemas políticos atrasam as decisões que impulsionariam as mudanças que modificariam o cotidiano da Nação. Essas reformas são imprescindíveis e deveriam ser o assunto prioritário para uma grande parcela do Congresso Nacional, que ora apenas demonstra preocupações pessoais e regionais.
Agora cria-se um impasse para a reeleição, com divisões dentro dos próprios partidos que fazem parte do governo, com a influência de personalidades jurássicas da política. A reeleição não seria salutar nos primeiros anos da recente democracia brasileira, pois na época existia forte influência da ditadura; mas, passada mais de uma década, o regime democrático está consolidado e precisa de mecanismos para garantir a estabilidade da Nação, e o povo deve ter o direito de decidir se o governo permanece ou muda.
- ADALBERTO PEREIRA DA SILVA, presidente da Câmara de Vereadores de Londrina.
Curandeirismo
As autoridades sanitárias deveriam estabelecer medidas com vistas à fiscalização e punição dos que praticam o curandeirismo, escudados na homeopatia. Na maioria das vezes são pessoas, bem intencionadas, que ouviram dizer virtudes sobre determinadas variedades e as difundem na expectativa de obter alguns trocados. Quanto à propriedade farmacológica, nem sabem o que significam. Recentemente procurei um negociante de folhas verdes milagrosas e aleguei problemas ginecológicos, renais, venéreos e cardíacos. Pois ele tinha plantas medicamentosas específicas para cada mal. E o total da compra ia ficar bem menos do que remédio de farmácia.
Ninguém ignora os efeitos tranquilizantes do maracujá. Perguntei sobre isso e o homem confirmou e prometeu uma garrafada que poderia ser elaborada no dia seguinte. Outras plantas secretas acompanhavam o suco de maracujá, para garantir os efeitos mirabolantes do produto. Claro que nada comprei porque meus males eram outros. Mas a clientela do curandeiro era considerável.
Principalmente de consumidores de catuaba, confrei e casca de jatobá. Sem efeito colateral, pelo menos na cabeça do vendedor.
- ARMINDA FAUSTINO DE JESUS, Londrina
Enchentes
Como sempre o povo brasileiro, principalmente os excluídos, foram os mais prejudicados pelas enchentes e inundações que castigaram três estados, deixando milhares de pessoas sem nada, muitos somente com a roupa do corpo. Trezentas mil pessoas ficaram desabrigadas. Essas tragédias, quando acontecem em outros países, seus governantes, entre eles o presidente, são os primeiros a percorrer os locais atingidos pela tragédia para levar principalmente uma palavra de carinho, solidariedade e depois liberar recursos para reconstrução daquilo que foi destruído, mas isso ocorre em outros países. Infelizmente por aqui o que houve foi novamente demonstrado pela solidariedade do povo brasileiro, pois como ocorreu com os mineiros seu governador e vice estavam passando férias no exterior e quando chegaram tudo já tinha ido por água abaixo.
Nota zero para o presidente FHC, que ficou no Pálacio do Planalto liberando cargos e verbas do orçamento àqueles que irão votar pela sua reeleição, conforme foi mostrado na grande imprensa. Lá não tem enchentes e sim tapetes persas, lá não tem inundações e sim ar condicionado.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.
E com a chuva ...
Só quando chove é que nos lembramos de alguns problemas do nosso município. Muitas ruas, por exemplo, ficam completamente alagadas, devido aos bueiros entupidos. Isso pode causar problemas sérios, principalmente para os carros que trafegam nessas ruas. E a culpa é de quem? Os cidadãos londrinenses têm grande parcela de responsabilidade, por jogar lixo nos bueiros - o que provoca o entupimento. E também o poder público que não toma as providências necessárias para sanar o problema.
- HENRIQUE MARCELO JUNIOR, Londrina
Trote
As universidades e faculdades do Paraná estão começando a divulgar os resultados dos vestibulares. E já estamos encontrando nos sinaleiros os calouros, em estado deplorável, pedindo ajuda para receber o sapato, tênis ou alguma peça de roupa de volta. Fazer brincadeiras com a pessoa que venceu mais essa barreira (o vestibular) é legal. Mas sem radicalismos ou violência. Nesse momento é bom lembrar as nobres iniciativas de veteranos de algumas universidades que optaram pelo trote cultural, como a doação de sangue.
- REGINA CARLY MIRANDA, de Curitiba
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