O LEITOR ESCREVE
FIQ
Cumprimento os Srs. José Roberto Pontalti, coordenador executivo da Feira Internacional da Qualidade em Máquinas Moveleiras, Matérias-Primas e Acessórios para Indústria Moveleira (FIQ); João Sequeira Cardoso e Oliveira, presidente do Pavilhão EXPOARA, Adriano Romera, presidente do Sindicato da Indústria Moveleira de Arapongas (SIMA), pela liderança e organização que exercem no meio empresarial moveleiro norte-paranaense. A iniciativa é arrojada. As porta do Norte do Paraná estão acolhendo, com competência, o Mercosul e a globalização. As nossas fronteiras hospedam o livre comércio, a tecnologia de ponta, a globalização. Os pioneiros de ontem encontram nesses desbravadores da livre iniciativa de hoje honrosos e competentes sucessores. O Norte do Paraná se engrandece. Mercados são abertos por esses arrojados empresários. Divisas, recursos e empregos são criados. Parabéns pela organização do FIQ!
- Maria de L. M. Berestinas, Cambé
Curitiba: 305 anos
Estamos prestando homenagem pelos 305 anos de Curitiba, que tanto amamos, que a muitos de nós serviu de berço, que a muitos de nós servirá de túmulo, e que a todos nós serve como a terra fértil fecundada pelos nossos sonhos, alegrias, amizades, amores e paixões. Se de um lado Curitiba virou sinônimo de paraíso urbano do Brasil, bem sabemos de suas mazelas e contradições. É a capital brasileira com maior área verde, ou seja 54 metros quadrados por habitante, significando 13 vezes mais que São Paulo. Porém, 7% da sua população mora em favelas, índice maior que Porto Alegre ou Salvador.
Curitiba detém o melhor sistema de transporte de massa do Brasil, 75% da população o utiliza. No entanto, é capital com maior índice de acidentes de trânsito. Registra o maior número de assaltos e homicídios, bem como detém a menor taxa de mortalidade infantil entre as grandes cidades brasileiras. Porém, apenas 56% das residências têm rede de esgoto, menos que São Paulo ou Belo Horizonte. O sistema de coleta e reciclagem de lixo causa inveja a qualquer metrópole do mundo. Entretanto, o número de analfabetos, desempregados e meninos de rua em nada difere de outras capitais brasileiras. Curitiba será mais justa e bela, não apenas pela ação de nossos governantes - prefeito, vereadores e secretários - mas, principalmente, pela nossa manifestação de solidariedade e cidadania.
- JACIR J. VENTURI, Curitiba
Fé e fé
Há muita discórdia entre o valor da fé para a salvação. Muitos acreditam que ter fé em Deus é acreditar que Ele existe. Mas a Bíblia diz que até o diabo crê que Deus existe. (Tg.2.19). Claro que a fé que salva não é essa - crer que Ele existe - e sim confiança e entrega total. Quando alguém diz que tem fé no seu médico, e que faz tudo o que ele indica, quer dizer que confia naquele médico; não, que crê que ele existe. Com esta fé o cliente entrega a sua vida nas mãos daquele médico, ao ponto de, se ele disser que é necessário amputar uma perna para salvar o resto do corpo, o cliente aceita, porque confia no seu médico. É a esta fé que o Novo Testamento se refere. Confiança em Deus e entrega total da vida a Ele, e só a Ele porque Ele não aceita dividir com outros (Is. 42.8 e 48.11). Ele é o único Deus, criador de todas as coisas e tem domínio sobre todas as coisas. A fé salva quando é sincera, vem do coração, não é só da boca para fora. Esta fé tem como consequência natural a obediência a Deus. Abraão creu primeiro e depois obedeceu. Não obedeceu por medo, nem por permuta com Deus ‘‘Eu dou a minha obediência e o Senhor me dá a salvação’’. De maneira alguma. Ele obedeceu por fé. Por isso é considerado O Pai da Fé.
- EDI ANITA CORDEIRO HENRIQUES, Londrina
‘‘Discipulus dixit’’
Não leio pela cartilha dos ‘‘modernos’’ e ‘‘modernosos’’ pedagogos, cuja filosofia é ‘‘tudo ao aluno’’, nada ao professor; toda liberdade ao discente e a lei ao docente. Esse liberalismo, que transformou o ‘‘magister dixit’’ em ‘‘discipulus dixit’’ está gerando os resultados que amiúde vemos e sabemos. Outro dia me contaram que numa sala de aula, aqui em Marrecas (nome antigo desta urbe) um aluno, sem nenhum pudor, sem a menor cerimônia começou a conjugar o verbo Fod... (aquele que expressa a conjunção carnal entre dois seres da mesma espécie). Sem vacilar, frente a tamanha desfaçatez, a mestra mandou o ‘‘aluno pornográfico’’ para fora. Na volta, o cínico apenas disse que a direção lhe havia mandado conjugar o mesmo verbo, em casa para a senhora sua mãe. O sabão que levou de nada havia adiantado.
Pobres professores que, num mundo invadido pela pornografia e pelo amoralismo têm que manter os bons costumes, a decência, o palavreado escorreito. A escola já não serve como elemento de formação porque o que ela ensina, outros meios mais poderosos corroem e aniquilam. O respeito entre alunos e professores o gato comeu. E quando o salário é de fome, pior ainda, o antigo mestre é nivelado por baixo, servindo de chacota para a turba multa de alunos.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
CORREÇÃO
No editorial de sábado da Folha, o trecho sobre a nova relação de forças no ministério do presidente Fernando Henrique Cardoso está incorreto, referindo-se apenas às substituições. A nova composição é a seguinte: PSDB, cinco ministérios; PFL, quatro; PMDB, três; PTB e PPB, dois cada um. Outros nove ministérios são dirigidos por militares, técnicos e políticos sem partido.
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