O leitor escreve
FILO 1
Gostaria de manifestar meu choque e indignação ao ler neste jornal as declarações de nosso secretário da Cultura do Paraná, Luis Eduardo da Rocha Virmond, a respeito do FILO - Festival Internacional de Londrina e de sua diretora e idealizadora, Nitis Jacon. Em primeiro lugar, acho que o FILO é um patrimônio cultural da cidade de Londrina, já que há 30 anos ele insiste em acontecer, apesar das dificuldades e obstáculos. Quando chegam os Festivais (fases nacional e internacional) a cidade ganha outro brilho, outra cor...
Quanto à pessoa de Nitis Jacon, só posso lamentar muito que o nosso Secretário Luis Eduardo da Rocha Virmond se refira a ela com tanto descaso, já que, realmente, sem o trabalho e competência dela não teríamos o Festival Internacional de Londrina, o que seria, no mínimo, inaceitável! Trabalho com produção teatral, coordeno um grupo de teatro que desenvolve seu trabalho nos hospitais e digo que sou uma prova de que um encontro anual de artistas de todo o Brasil e de todo o mundo tem um poder transformador e renovador na vida de quem produz e absorve cultura. Por favor, sr. secretário, não permita que a continuidade do FILO seja ameaçada!
- LUCIANA BAZZO BERTONCINI, Londrina.
FILO 2
Depois de muito refletir, tomei a decisão de escrever para a Folha de Londrina a respeito das últimas declarações do secretário da Cultura do Paraná, Luis Eduardo da Rocha Virmond, a respeito do FILO - Festival Internacional de Londrina e de sua diretora, Nitis Jacon. Após a reflexão, cheguei à conclusão de que seria justo eu, funcionário da Divisão de Teatro da Casa de Cultura da UEL, há 19 anos, desde esse período prestando serviços ao Festival e, consequentemente, à sua diretora, expor minha indignação e espanto com as declarações do senhor secretário.
Tenho trabalhado na organização do Festival e acompanhei seu crescimento e solidificação, além de estar ao lado de Nitis Jacon e compartilhar com ela cada batalha para manter o FILO e cada vitória brindada na abertura dos Festivais, no Cine-Teatro Ouro Verde e no anfiteatro do Zerão. Nós, da equipe do Filo e integrantes do grupo Proteu, devemos a Nitis e ao Festival nosso crescimento profissional e pessoal. A cada ano Londrina tem rara oportunidade de assistir ao que de melhor se faz no mundo nas artes cênicas e gozamos também do privilégio de estar em contato com artistas sensíveis, com técnicas teatrais apuradas, além de ter a grata satisfação de ver a cidade transformada em um grande palco, movimentando nossas ruas, praças, espaços alternativos e teatros. Apesar de todo esforço de Nitis, que mantém o Festival há trinta anos, devo dizer que o FILO é nosso, é de Londrina, é do Paraná! Mantenho a expectativa de que o secretário repensará sua posição e, seguramente, manterá o apoio do Governo do Paraná a um evento que foi considerado pelo ICOMOS como patrimônio do Teatro Brasileiro e que, portanto, deve ter sua continuidade garantida!
- JOÃO DARWIN RODRIGUES DA SILVA, Londrina
Sorte
O londrinense tem muita sorte, principalmente quem é obrigado a passar sob frondosas árvores plantadas há 30 ou 4O anos. Elas são bonitas, mas sucumbem, inteiras ou apenas os galhos, ante uma ventania mais forte que o usual. Como ocorreu recentemente entre o Centro Comercial e a concha acústica. Destroços caíram em diversos lugares, próximos ou distantes, mas nenhum sobre a cabeça de alguém. Aquelas árvores parecem protestar contra o descaso ou esquecimento por parte da Prefeitura ao longo destes 62 anos. Infelizmente, em alguns casos estão tampando com massa de cimento os lugares de onde os troncos foram retirados. O ideal seria plantar ali mudas de variedades frutíferas, como goiaba, laranja, manga, banana etc. Por falar nisso, onde foram parar aquelas bananeiras do canteiro central, na esquina da JK e Santos Dumont?
- ARIOVALDO COSTA, Londrina.
Chico Buarque
O que aconteceu com o Chico Buarque? No mínimo deve estar destrambelhado. A notícia de sua separação me deixou transtornada. A Marieta Severo é simplesmente divina. Inteligente, talentosa, linda ... não existem adjetivos suficientes para descrevê-la. Como o Chico pode ter perdido essa mulher? E a situação fica pior ainda se for verdade aquela estória de que ele se envolveu com aquela produção da mídia, que se chama Daniela Mercury. Que decepção!
- MARIA DIVINA CRUZ, Londrina
Vale do Rio Doce
Enquanto a maioria dos políticos está preocupada com o tema reeleição, dispensando muito tempo em conchavos e troca de favores, um dos maiores patrimônios públicos do Brasil está se esvaindo de nossas mãos. O pior de tudo é que a privatização da Companhia Siderúrgica Vale do Rio Doce pode acontecer de forma irresponsável, passando para as mãos de quem comprá-la nossas jazidas de ouro e de outros minérios. E, para complicar mais ainda, a Vale pode ser entregue a preço de banana, como aconteceu com as outras privatizações realizadas pelo governo. Não devemos ficar parados esperando que nossos representantes resolvam a questão. Isso não interessa só aos políticos, nós enquanto cidadãos brasileiros e, consequentemente, proprietários da Vale devemos nos mobilizar e impedir que isso aconteça.
- LOURDES GINTER, Londrina.
Amor e amizade
Vemos, no dia-a-dia da vida humana, relacionamentos cada vez mais desapropriados. Os homens se apaixonam através dos olhos e não através do coração. Nos tempos atuais o amor virou ato comercial, onde o relacionamento virou troca de interesses... a amizade, sentimento supremo, e que deve estar presente em qualquer momento, se descaracterizou e o romantismo não existe mais em nossos tempos. Embora em algumas pessoas (pouquíssimas) ainda exista a essência deste sentimento. O amigo deve estar presente em tudo nesta vida, na amizade, no namoro, no casamento etc. Em nenhum destes casos se concretiza verdadeiramente o amor, se antes de tudo não existir o amigo, pois o sentido de amar está na amizade entre duas pessoas, em qualquer tipo de relacionamento. No amor jamais haverá o sentido de propriedade, mas é na amizade que está a sensibilidade do respeito onde ambos se completam, tornando-se um para o outro.
- SÉRGIO DE GOES BARBOZA, Londrina
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