O leitor escreve
Paulo Coelho
Tendo lido a oportunidade crítica da leitora Marcele Aires Franceschini, de Rolândia, em relação à ‘‘literatura’’, de Paulo Coelho que é chamada ridiculamente de ‘‘Mago’’, e cujo conteúdo é um reflexo de velhos ‘‘transes canabianos’’, que acabaram por facilitar as mentes menos esclarecidas ou evoluídas, incapazes de discernir o que seja real ou o que não passe de mera ‘‘xaropada mística’’. Estamos quase no século XXI e ainda há quem acredite nas ‘‘nonsenses’’, desse ‘‘escritor oportunista’’ que faz lembrar certa religião que só ‘‘descasca’’ os textos bíblicos que falam em dinheiro... ‘‘Já é hora de despertar e voltar aos brilhantes trabalhos dos autores tupiniquins citados pela leitora Marcele, e mesmo de estrangeiros que, pelo menos, não tentam impor filosofias idiotas e sem lógica, apenas entreter o leitor de bom gosto.
ARISTIDES A. J. MAKOWICH, Arapongas.
Quo vadis Pedro
Entre uma cuia e outra o gaúcho e ex-seminarista João Pedro Stedile, líder do MST e da corrente libertária da Comissão Pastoral da Terra gosta de falar:
‘‘Não adianta mais ter só terra. É preciso ter a posse dos tratores, armazéns e dos trens que conduzem a produção. A reforma agrária tem de abranger a propriedade coletiva de todos os bens de produção’’. Stedile lembra os tempos em que o PCdoB se afinou com as idéias de Mao-Tse-Tung e passou a adotar como estratégia política para o Brasil a guerra popular prolongada, onde as massas camponesas iam vagarosamente cercando as cidades, isolando a burguesia até chegar à tomada do poder. Stedile ‘‘julga fundamental incentivar o trabalho de organização dos camponeses porque, afinal de contas, o campo é que poderá criar o conflito da guerra popular prolongada’’.
GUSTAVO LESSA FILHO, Londrina
Praças e jardins
São muitas, sim. Não são bonitas, não. Interessante é repetir: a praça é do povo. Triste é conferir: em Londrina o povo não tem praça. E nem jardim, vamos acrescentar. É óbvio que o número ou a quantidade de uns e de outros, não equivale à qualidade. No caso de nossa cidade o que falha - e como! - é a qualidade. Mostrem-me, por favor, a senhora praça ou o senhor jardim de Londrina. Ficaria mui agradecido sabê-lo. E lá estaria gozando-o. Em geral são maltratados e maltratadas. Árvores velhas e desproporcionadas, iluminação fraca e escondida, bancos rudimentares e desgastados e sujos, grama alta e mesclada de ervas daninhas... e flores? coloridas e perfumosas? onde? No Brasil e no mundo todas as cidades, mesmo as pequenas, têm seu jardim de agrado, que convida e prende os moradores. Onde as crianças brincam, os velhos descansam, e os namorados se entretêm, e as senhoras trocam as informações da comunidade. E Londrina? Suplico não me tachem de pessimista. Se falo e critico e mostro é porque vejo e sinto - e não é de hoje. Pretendo simplesmente convocar a comunidade para uma conclamação forte assim: ‘‘Sr. Alcaide, dê-nos o orgulho e a delícia de belas praças e graciosos jardins. Os londrinenses ficarão agradecidos e os visitantes felizes. E Londrina atraente e bonita como merece sê-lo e como a desejam os que a têm no coração.
EDUARDO AFONSO, Londrina
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