O leitor escreve
O leitor escreve
Código de trânsito
O novo código de trânsito que temos hoje com leis mais pesadas deixou muita gente assustada e preocupada, principalmente aqueles que nunca respeitam os outros. Acham que eles são os donos das ruas e estradas. As leis devem ser para todos.
No Brasil, o trânsito está matando muito mais que o câncer, a aids e até mesmo as doenças do coração. Já está na hora de mudar isso. Chega de mortes nas nossas estradas. Para quem tem consciência do perigo e sempre observou os sinais e respeitou as placas não precisa se preocupar com as pesadas multas.
Não dirigir sem habilitação, não tomar bebidas alcoólicas antes de dirigir, usar o cinto de segurança, colocar as crianças no banco traseiro, respeitar os sinais de trânsito todo mundo sabe isso. Mas quando não tem polícia por perto para cuidar, muitos motoristas não cumprem isso. E muitas vezes quem tem dinheiro suborna o guarda e tudo fica por isso mesmo. Faltam policiais de trânsito nas ruas tanto de dia como de noite. Por isso que tem essa desordem hoje nas ruas das cidades. Não adianta leis bonitas se não tem quem fiscalize e eduque as pessoas. Só multas não resolvem os problemas de trânsito. Se o governo há muito tempo tivesse implantado aulas de educação para o trânsito nas escolas talvez hoje não teríamos tantos acidentes e mortes nas nossas estradas.
Vamos respeitar não só as leis de trânsito mas todas as outras para tornar o Brasil cada vez melhor.
ALBERTO, VANESSA, FERNANDO, OTÁVIO E LIONE, alunos da 8ª MA do Colégio Manuel Bandeira, Cambé - PR
(In)Justiça
A poucos meses do término, o governo Fernando Henrique Cardoso acaba de passar mais uma vergonha internacional; como a criança que, quando se lhe vai ensinar algo, interrompe dizendo já sei, Já sei, o seu Secretário de Direitos Humanos, José Gregori, foi à Comissão de Direitos Humanos da ONU se queixar dos relatórios internacionais que, periodicamente, denunciam em todo o mundo as violações graves cometidas no Brasil; relatórios que, disse, mais irritam do que ajudam. Enquanto isso, do Oiapoque ao Chuí, policiais civis e militares se envolvem no crime; não há nenhuma proteção prática às testemunhas (uma juíza de Maceió decretou a prisão da testemunha, no desespero de tentar colocá-la fora do alcance dos denunciados soltos); dezenas de milhares de mandatos de prisão não cumpridos garantem que delinquentes condenados continuem atacando a população indefesa; nas delegacias e presídios, grassa a tortura; nas ruas, o policiamento, descontente, faz operação tartaruga; e, em Brasília, na própria Ilha da Fantasia, índio que comete a imprudência de dormir no ponto de ônibus é queimado vivo pelos caras-pálidas!
PAOLO MARANCA, São Paulo
Educação
A modernidade com seu tecnicismo gera indiferença, o distanciamento uns dos outros e principalmente de Deus.
O viver em função de ter e não de ser só traduzido descaso ao próximo e desequilíbrio social. O filósofo Sartre destaca que o existencialismo hoje leva ao pensamento de que O inferno são os outros.
Violência, libertinagem em vez de liberdade, famílias desestruturadas, são reflexos do presente momento.
A mídia, em muitos casos, pulveriza a degradação social e consequentemente impregna a juventude.
Como educar nesse contexto? Acreditamos que a tarefa de educar deva abranger não somente a área intelectual, mas também a espiritual e moral. A filosofia educacional deve ter por base princípios éticos cristãos descartados hoje como: fraternidade, justiça e principalmente amor a Deus. A juventude precisa ser informada de que esses valores são inegociáveis; e que a vida longe da presença de Deus, não faz o menor sentido.
Cabe à escola, portanto, além de ensinar conteúdos e disciplinas, dar também respostas para a vida. Pensar a educação nesta ótica é tarefa urgente e deve envolver principalmente os educadores cristãos.
ESTER SANTANA GONÇALVES, Astorga - PR
Filas de bancos
Filas de bancos - com ou sem senha - é fato deveras irritante, ainda que se tenha a paciência do paciente Jó.
Parece-nos que a causa principal das filas de bancos está relacionada com as constantes demissões de funcionários. Essas demissões provocam também - a nosso ver - uma política socialmente refratária para uma parte da população bancária.
Com tal medida, os bancos parecem não atentar que são os próprios clientes os responsáveis pelo fator da rotatividade do movimento financeiro que operam diariamente e que, por consequência, esses clientes carecem ter um tratamento mais digno e humano. Chegam a permanecer nas filas até 30/40 minutos, num mundo social que não se compatibiliza com a inércia, posto que - foi criado para não parar.
Há, ainda, duas causas que merecem destaque: a primeira, defluente do nível cultural do nosso país, pois a grande maioria da população não está conectada com a era da informatização; a segunda, está ligada com a criação dos - chamados serviços preferenciais, estes, por visível, postos à destinação das pessoas físicas - ricas e das pessoas jurídicas-empresárias. São, pois, os clientes privilegiados pelos bancos.
JOSÉ ALVARES DELFINO, Londrina
Correção
As fotos que ilustraram matéria publicada no suplemento Folha Viva Curitiba do dia 6 de março, na página 7, não são das dançarinas do ventre que fazem performance no Bar Bagdá Café, assunto da matéria. São imagens de arquivo da Folha sobre as meninas que compõem o grupo de dança Simara Rosa, de Curitiba. Composto por mais de cem alunas, o grupo ensaia a dança do ventre no Paraná Clube. Simara Rosa também ensina dança do ventre no Stúdio D.





