O LEITOR ESCREVE
Madre Leônia Milito
Londrina, com pouco mais de 60 anos, poderá, queira Deus, um dia contar com uma de suas filhas nos altares e no calendário dos Santos. A Madre Leônia Milito, como bem sabemos, é uma filha adotiva de Londrina, uma vez que nasceu na Itália. Porém, é uma filha mais que ligítima, uma vez que aqui consumiu sua vida na oração e no serviço aos pobres mais pobres, ou seja: os idosos abandonados em asilos, os órfãos, os doentes, e todos aqueles excluídos e marginalizados por uma sociedade injusta e desigual.
Além de consumir-se no trabalho e na oração, Madre Leônia vem se perpetuando em nossas vidas através do trabalho abnegado e generoso de suas filhas, as irmãs claretianas que tanto bem têm feito a Londrina, ao Paraná, ao Brasil e aos países dos cinco continentes nos quais elas estão presentes. Particularmente, não conheci a Madre Leônia, porém, conheci seu afeto, seu carinho, seu zelo pelos pobres e de modo especial seu carinho pelos jovens. Tudo isso conheci através de suas generosas irmãs que me acolheram quando aqui cheguei há oito anos. Como esquecer a bondade e atenção da Madre Eucarística? A dedicação e o amor das Irmãs Lindalva e Mariquinha? A grandeza (de tamanho físico e de generosidade e caráter) da Irmã Olivia? Como não lembrar a amizade, a competência e o profissionalismo da Irmã e psicóloga Ana Bruscato? E as Irmãs Shirle, Áurea, Regina e tantas outras que marcaram a minha vida e a de milhares de pessoas? Não tenho a menor dúvida para afirmar que a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret (nossas queridas claretianas) forma o grupo mais benemérito da sociedade londrinense. Felizmente ou infelizmente, as obras maravilhosas feitas por essas irmãs só serão conhecidas na eternidade.
FRANCISCO RICARDO DUARTE, professor e administrador de empresas, Londrina
Planos de saúde
O filme vai se repetir. Mesmos personagens - seguradoras e empresas de medicina de grupo. Mesmas legendas - ameaças de grandes aumentos nas mensalidades. O motivo agora é a regulamentação dos planos de saúde.
Quem antecipa essa reprise é a Fenaseg. Como não conseguiu ver aprovado o projeto Pinheiro Landin no Senado Federal, o diretor da Federação, J. Bierrenbach, insurge-se contra o substitutivo do senador Sebastião Rocha, advertindo que ‘‘o pior cenário decorreria da aprovação desse parecer e os preços devem aumentar cerca de 100%. Disse mais: ‘‘Metade dos 40 milhões de usuários de seguros e planos de saúde vai cancelar seus contratos e correr para o SUS’’. Quanto descaramento!
Não há dúvida que essas declarações fazem parte da estratégia do pré-aumento para assustar e intimidar, sem apresentar planilhas de custos que embasem qualquer justificativa. Preparam o caminho para os reajustes do setor que virão em maio para as medicinas de grupo, e em junho para as seguradoras. Aí, o ‘‘lobby’’ falará mais alto.
ANTONIO CELSO NUNES NASSIF, presidente da Associação Médica Brasileira, São Paulo
Coritiba
Eu me lembro muito bem dos meus seis pra sete anos, quando comecei a frequentar estádio de futebol. Se hoje tenho 41 anos, com seis ou sete estávamos no início da década de sessenta.
É isso aí. Foi exatamente neste período que tomei gosto pela coisa. Aquele friozinho na barriga quando o time entrava em campo num Atletiba. E olha que naquele tempo nem precisava de friozinho na barriga. A vitória era quase certa, a não ser por contingências do futebol.
Com toda essa introdução acho que não é nem preciso dizer que estou falando do Coritiba, o glorioso (bons tempos) de muitos e muitos títulos estaduais, fita azul, campeão do Torneio do Povo e o melhor deles, o brasileiro de 85. Sem contar que, apesar de tudo, ainda é o clube de maior torcida do Estado.
Os rivais podem dizer: ‘‘lá vem a coxarada com aquele saudosismo de sempre’’. O problema está justamente aí. Temos vivido de história. É só saudades daqueles bons tempos, que estão ligados a duas décadas (60 e 70). Se estou com a memória em dia, a nossa última grande festa foi quando subimos da segunda para a primeira divisão do brasileiro com aquela vitória de três a zero em cima do Atlético. De lá para cá, decidimos apenas manter o que conquistamos em 95: não cair para segunda divisão do brasileiro. Convenhamos, é muito pouco para quem foi mal acostumado com todos aqueles títulos.
SÉRGIO BRANDÃO, Curitiba
Presídios
Assim como a guilhotina foi desativada, também o sistema carcerário o deve ser. Nunca estivemos presos e pretendemos que o destino não nos reserve também essa experiência. Somos de opinião de que quem ofende a sociedade em que vive deve, sim, ser punido; mas de forma inteligente e racional. O sistema carcerário está totalmente ultrapassado, é algo medieval. A sociedade moderna exige inteligência e evolução. Presídio, por mais moderno que possa ser, é algo desumano. Não se admite nem mesmo animais ditos irracionais presos... Esperamos que os homens responsáveis pela ‘‘ Justiça’’ mostrem seus valores e contribuam para a elevação e felicidade do ser humano. Aconselhamos a leitura do livro ‘‘ A Vida Numa Penitenciária’’ - principalmente o capítulo 12 -autoria do escritor mourãoense Francisco Irineu Brzezinski. Narra, com conhecimento de causa, a desumanidade nos presídios.
FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
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