O leitor escreve
Pedestres
Sabemos que a Prefeitura de Londrina se encontra em dificuldades financeiras. Isto já faz parte de nossa história. Mas, quem sabe, o recém-empossado prefeito Antonio Belinati, homem de origem humilde e que tem baseado sua carreira pública na defesa dos interesses das pessoas mais humildes, volte suas preocupações também para os pedestres - já que é nessa categoria que se encontra a maioria esmagadora de seus eleitores. Pois bem, os pedestres em Londrina são constantemente ameaçados de passar para o Além ou, no mínimo, curtir uma longa jornada em algum hospital, pois, além da imprudência de alguns motoristas (e ponha alguns nisso), não temos sinalização adequada para a travessia das ruas. Semáforo para pedestres é tão ou mais importante que para os carros, pois, afinal, a sinalização de trânsito existe não apenas para agilizar o fluxo dos veículos mas, acima de tudo - creio eu -, para garantir a segurança das pessoas, motoristas ou não. Há muitos pontos críticos para a travessia de pedestres no centro de Londrina, e também em alguns bairros, e temos a certeza de que o sr. Belinati terá a sensibilidade de ordenar a seus assessores que façam um levantamento desses pontos e os equipe com semáforos.
- JOSÉ CARLOS PIZENTTINI, Londrina.
Milton Menezes
Londrina perdeu um dos seis maiores homens públicos. A passagem de Milton Menezes para a Eternidade deixa um legado e um vazio. O legado da honradez, o maior patrimônio que um homem público pode adquirir, e o vazio dessa virtude, cada vez mais escassa.
- MARIA AMÉLIA MUNIZ, Londrina
Estélio Feldman
É um prazer ler todos os dias a coluna de Estélio Feldman, publicada por este jornal. Além de sensibilidade aos problemas gerais da cidade, o colunista revela-se criterioso com os temas escolhidos e demonstra grande erudição, o que não compromete a clareza com que apresenta seus artigos.
- MARIO AUGUSTO RANIERI, Londrina
Reeleição 1
O PMDB, como disse o nobre deputado Luis Carlos Romanelli, ressuscitou após a convenção que realizou domingo, na qual recomendou que seus deputados votassem contra a emenda da reeleição e que só a votassem após o Carnaval. Deputado Romanelli, seu partido ressuscitou, sim: ressuscitou a carcomida - e mais do que atual - estratégia da barganha, pois foi o que ficou claro com sua posição de condicionar a aprovação da emenda da reeleição à garantia de que vai acumular as presidências da Câmara e do Senado.
- CLOTILDE MARIA LISBOA, Maringá
Reeleição 2
O que quer o presidente Fernando Henrique Cardoso, ficar mais quatro anos no poder, além dos dois que ainda lhe faltam cumprir, para fazer o quê? Por que até agora o que temos visto é nada mais nada menos que nhém-nhém-nhém, lero-lero e conversa fiada, tudo baseado num suposto Plano Real, concebido e posto em prática no governo anterior, do sr. Itamar Franco. Talvez o ilustríssimo sr. presidente precise realmente de mais quatro anos. Quem sabe, então, ele venha a nos governar e aplicar suas tão preciosas reformas.
- ROSÁRIO MACIEL SIVLEIRA, Ponta Grossa
CEFET
Ficamos tristes quando lemos que o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná não irá instalar uma unidade em Londrina, segundo o professor Paulo Alessio, diretor-geral da instituição. O difícil mesmo é acreditar que isso seja verdade, pois enquanto em Curitiba vemos os aprovados em vários cursos do CEFET, como Eletrônica, Eletrotécnica, Desenho Industrial, Edificações, Telecomunicações e outros, milhares de jovens vibram por ter passado nos concursos ministrados pelo órgão.
Londrina, quarta cidade do Sul do País, não tem condições de sediar uma unidade do CEFET? Houve falta de diálogo político do ex-prefeito Cheida. Agora temos o prefeito Belinati, sua esposa Emília Belinati, vice-governadora, que deverão rever esta decisão, que poderá beneficiar e capacitar milhares de pessoas por esses cursos tão importantes como os do CEFET. Tenho certeza de que a Associação Comercial, Adetec, o diretor presidente e pioneiro da Folha de Londrina, o incansável João Milanez, Associação Comercial, sociedade e empresários não perderão a oportunidade de participar dessa reivindicação. O momento é oportuno e o governador Lerner tem força política para buscar os investimentos necessários. Assim estará dando um grande passo na capacitação de milhares de jovens de todo o Norte do Paraná, início da grande virada para retomarmos o rumo na Educação, hoje relegada a segundo plano no Brasil. Ganharão com isso os políticos, sociedade e alunos porque os homens passam, porém os benefícios permanecem para sempre. Um dia é preciso parar de sonhar e de alguma forma agir...
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JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Rodovia da Vida
Ano bom é aquele que começa com bons acontecimentos. Assistimos, no início deste ano, a um evento que, embora previsto e anunciado, merece ser comemorado pelo que representa em termos de efetivo passo para a materialização de um sonho de muitas décadas. A assinatura das ordens de serviço para conclusão da duplicação da BR-116 e construção da segunda pista da BR-101, no Estado de Santa Catarina, significa a última etapa no âmbito político, legal e administrativo para a realização do projeto; agora resta apenas o trabalho, a execução das obras.
Esse corredor rodoviário está sendo denominado Rodovia do Mercosul, pelo que representa para a economia regional e integração aos países do Cone Sul. Há, porém, outro aspecto que precisa ser considerado. A BR-116 é chamada de Rodovia da morte, e não é exagero, se analisarmos os números compilados pelo DNER, no trecho divisa de São Paulo-Curitiba, em 1994, 95 e 96 (até outubro): 4.164 acidentes, 2.988 feridos e 286 mortos. Esses dados dispensam comentários. Prejuízos materiais, pessoas mutiladas, inválidas e vidas ceifadas. Rodovia do Mercosul, sim pelas perspectivas de integração. Porém muito mais do que isso: Rodovia da vida.
- ANTONIO ANIBELLI é deputado estadual
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