O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Jacqueline
Minha filha, que saudade de você, hoje completa 1 ano e 4 meses que tiraram brutalmente você de mim. Jacque, linda, inteligente, amiga, companheira, que era batalhadora, trabalhava, estudava, falava do seu futuro. Sinto falta de tudo, meu Deus!!! Saudades do seu abraço, do seu beijo, de ouvir sua voz chamando Mãe, cadê você? Estou aqui, filha. Oh! Senhor, me dê forças. É difícil entender como uma moça de 21 anos, cheia de sonhos, cheia de vida, não está mais comigo. Como é difícil entender a morte. Jacque, o coração da mãe é cheio de dor, de uma saudade tão grande. Sei que você está com Deus e Deus está comigo, porque senão seria impossível aguentar sua ausência. Jacque, minha filha, minha amiga, você continua viva no meu coração. Te Amo!! Te Amo!! Te Amo eternamente. Mamãe.
SILMARA CARNEIRO LOBO, Londrina
Basquete
Lendo a matéria do Isnard Cordeiro sobre o basquetebol norte-paranaense lembrei da afirmação de um engenheiro que só gostava de futebol: Você me disse que era legal e fui lá assistir a um jogo. Aquilo é envolvente, eu que nem sabia muita coisa, até descia atrás da tabela do adversário para gritar e tentar atrapalhar o lance livre. Que coisa. A estória do londrinense neo-apaixonado pelo esporte, garantindo um público enorme nas partidas já devia ter sido uma determinação dos administradores municipais. É o vôlei em Maringá, Londrina e Curitiba, basquete em Londrina e Futebol de Salão em Foz.
Enquanto isso, o nosso futebol profissional é uma maravilha de cartolagem barata. Uma vergonha.
Parabéns aos editores de Esporte por mostrar a nova realidade dos esportes de quadra que incentivam a criançada. E também ao Hotel Aguativa que publicou uma bela mensagem às meninas do vôlei, como patrocinador do segundo time paranaense na liga nacional.
AMAURI ESCUDERO MARTINS, Foz do Iguaçu
Sai, jacu!
Sofri muito por você, Ita, meu velho e probo ex-presidente. A agressão que lhe fizeram na convenção-baderna, na convenção-achincalhe, na convenção-adesista envergonhou a nação, deixando no chão a suposta democracia do partido, o grande combatente dos anos negros deste país. Ninguém pode negar-lhe história, passado glorioso na luta contra adversários possantes e prepotentes.
Esta convenção não o purificou. Muito ao invés: esmagou-lhe a alma, destroçou sonhos, soterrou figuras como Itamar, que jamais imaginou, mesmo admitindo agressões verbais, que fosse ouvir de correligionários chistes e apupos, que, ao longe, se distinguiam bem: Sai, Jacu!!!
Ita não pesou bem suas forças. Imaginava ter tanques, mísseis e possuía apenas velhas espingardas taquaris, dessas que se coloca a pólvora pelo cano e soca-se com vareta. Suponha que o maior partido do país o fosse ouvir-lhe a pobre e sofrível proposta de governo, quando na verdade o queriam apenas como boi de piranha.
Ita, honrado mineiro de Juiz de Fora, nascido num Ita nas águas da costa da Bahia, seu sofrimento, sua dor poderiam ter sido evitados se, há muitos anos, vosmicê tivesse encerrado a carreira como glorioso prefeito de Juiz de Fora, uai. Já era muito! O que faz a ambição sem talento, a busca de vôo muito alto sem motores possantes; a disputa de 10 mil metros quando no fôlego é para 100 metros. Saber parar, quando se foi muito além do que o talento permitiria, é um ato de sabedoria. Faltou-lhe isso. Lembre-se que Collor fora o eleito. Ocê, uai, chegou lá por acaso.
JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.
Direito autoral
Nossa pirataria de amadores acabou. O Brasil é o único país latino-americano a proteger a indústria com uma lei (nº 9.609) de direito autoral do software, vangloriou-se o presidente Fernando Henrique ao sancioná-la. Só não disse que a indústria é americana. Com o desenvolvimento tecnológico cada vez mais concentrado em poucas multinacionais, só elas produzirão novas gerações de computadores, e o Brasil, estagnado pelo Plano Real, estará cada vez mais atrasado e reduzido a mero consumidor de lixo tecnológico, repassado às regiões subdesenvolvidas por seu rápido sucateamento.
PAOLO MARANCA, São Paulo.
Identidade e UEL
O ex-reitor Carlos Thompson, em sua carta publicada neste espaço domingo passado, perdeu uma belíssima oportunidade de ficar calado, pois diz o velho ditado português: Burro calado por sábio é reputado.
A primeira questão que se poderia levantar é: que identidade política tinha a chapa do Lord Thompson e da Imperatriz Yamashita?
Talvez seja o imperialismo de origem, o britânico, e o japonês.
Falar de identidade política nas chapas para reitor é querer transformar a Universidade numa arena de gladiação partidária.
Querer identidade política, ou melhor, identidade ideológica na chapa é não entender a própria função da Universidade, que é gerar, organizar e preservar o conhecimento, como resultado de confronto e debate sério de idéias.
Foi dogmatismo fanático dos intelectuais da direita e da esquerda que levou ao aniquilamento dos espaços sociais e à destruição dos processos democráticos.
EDUARDO JUDAS BARROS, Londrina.
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