O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Secretário responde
Prezado senhor Aroldo Teixeira de Andrade, de Barbosa Ferraz:
Com salário não se brinca, principalmente com o salário de toda uma categoria profissional responsável pela educação de uma geração de paranaenses.
Consciente disso, e depois de conferir cálculos e comparações, os técnicos da Secretaria de Estado da Educação do Paraná - SEED - verificaram que a média salarial dos professores da rede pública estadual apresentou uma evolução positiva no período de outubro de 1994 a dezembro de 97.
O crescimento médio salarial da categoria foi de 130,25%, passando de R$ 281,14 para R$ 647,31. Esta evolução média se refere aos salários dos professores efetivos - aqueles quase 40 mil concursados que fazem parte do quadro próprio do magistério do Paraná - e dos professores contratados temporariamente, em regime CLT, que hoje são cerca de 18 mil.
Essa melhoria gradativa dos valores médios de remuneração do magistério se deve aos reajustes concedidos pelo governo Jaime Lerner em março e agosto de 1995 - 25% e 10%, respectivamente; à alteração da tabela de vencimentos dos professores feita em abril de 1996 - que criou dois novos níveis salariais para professores que se capacitam - e aos avanços diagonais de outubro de 1995 e de 1996.
Pela sua declaração de que recebeu aumento salarial de apenas 14%, deduzimos que, infelizmente, professor, os novos níveis salariais não existiam quando o senhor se aposentou. E estes novos níveis da carreira do magistério premiam o esforço dos professores que se capacitam como especialistas em Educação. Além disso, os avanços diagonais só se aplicam aos professores que estão na ativa.
Pesquisa do IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social também confirma que os salários dos professores da rede pública estadual, pela primeira vez na década, conseguiram atingir o equivalente a janeiro de 1989, o que corresponde a um aumento real de salários.
O governo do Estado vem mantendo uma política de valorização do profissional da Educação na qual a questão salarial é um ponto fundamental. Essa valorização é uma das estratégias para que o Paraná tenha, nas salas de aula de todas as suas escolas bons professores desenvolvendo suas competências nos âmbitos profissionais, pessoal e cultural, com sistematização e continuidade.
Apesar das dificuldades financeiras do País, o governo do Paraná está conseguindo iniciar a reposição dos salários do magistério, que durante anos sofreram desvalorizações contínuas.
RAMIRO WAHRHAFITG, secretário de Estado da Educação, Curitiba
Desagravo a juiz
O juiz de Direito José Cichoki Neto, da 7ª Vara Civil desta comarca negou liminar de reintegração de posse em ação movida pelo Município de Londrina contra supostos invasores de um imóvel público.
Inconformado com a decisão, o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, concedeu entrevista à imprensa de Londrina, em 14.3.98, quando teceu pesadas críticas ao ato judicial e à pessoa do magistrado, concitando-o a pedir remoção, se não está satisfeito com as decisões do Executivo, e afirmando que o julgador rasgou a Constituição Federal, não garantindo o direito de propriedade e que não compete e ele julgar os poderes do Executivo, entre outras expressões desairosas.
Esta Associação, cumprindo dever estatutário, vem manifestar inteira solidariedade ao digno magistrado ofendido, que proferiu decisão com a fundamentação que considerou adequada, sendo descabida e inoportuna a discussão pública das questões de fato e de direito constantes do processo.
Toda decisão judicial deve ser motivada. Trata-se de garantia inerente ao Estado de Direito.
RUY FERNANDO DE OLIVEIRA, presidente da Associação dos Magistrados do Paraná, Curitiba
Jardim das Américas
Fui mal interpretada pela entrevista publicada ontem pela Folha.
O meu objetivo é de melhorar a imagem de onde moro e pretendo continuar morando, caso entre em acordo com os requisitos exigidos para o financiamento da CEF.
Em momento algum na entrevista falei a favor da construtora ou administradora. Relatei que fiquei chocada com a repercussão negativa da reportagem publicada pela Folha, domingo, 15/3/98. Quanto à Associação de Moradores do Jardim das Américas, da qual sou vice-presidente, essa associação não se pronunciou a respeito do financiamento ou sobre qualquer das questões. A diretoria da associação está analisando a situação, inclusive procurando orientação judicial para tomar as providências necessárias sobre nosso residencial.
REGINA APARECIDA EVANGELISTA MOREIRA, Londrina
NOTA DA REDAÇÃO - A matéria registra que o grupo de moradores, do qual a leitora faz parte, defende claramente os procedimentos e métodos adotados pela administradora Mendes Neto no Residencial Jardim das Américas.
Violência policial
Gostaríamos de parabenizar a jornalista Cristiane Pieski pela reportagem Violência Policial - Famílias das Vítimas se unem por Justiça, publicada no último domingo. Extremamente fiel aos fatos, a jornalista conseguiu reproduzir toda a luta destas famílias e, mais que isso, a impunidade que ainda reina.
Matérias como esta tem uma importante função social, no momento que chama a atenção da sociedade sobre o problema e remete a uma reflexão. Esta não é somente a minha opinião, mas de todos os ingredientes do Fórum Contra a Violência. Sem exagero algum podemos afirmar que esta matéria foi a melhor cobertura feita até hoje sobre a entidade.
PAULO PEDRON, membro da Comissão Executiva do Fórum Contra a Violência, Curitiba
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