O leitor escreve

Tiro pela culatra
A solução para o desemprego assustador que assola o Brasil passa pelo crescimento econômico do País e sua capacidade de gerar e distribuir riquezas. Não será apenas com um novo contrato de trabalho por tempo determinado que os milhões de brasileiros sem emprego conseguirão retomar a dignidade de uma ocupação. Sob a alegação de gerar novos postos de trabalho quando eles desaparecerem por falta de uma política que resgate a combalida indústria nacional, criam-se novos mecanismos que podem resultar em mais desempregados. O risco da substituição de trabalhadores efetivos por temporários existe, pois o empresário não é impedido de manter trabalhadores contratados por prazo determinado quando reduz o número de efetivos.
Outro perigo iminente é o crescimento da rotatividade. As empresas podem contratar empregados por prazo determinado só para desfrutar dos benefícios da lei, ou seja, FGTS de 2% - e não de 8% -, isenção de outras obrigações e redução de encargos como as contribuições ao sistema S (Sesi, Senai, Sesc...). O tiro, definitivamente, pode sair pela culatra.
UBIRAJARA TANNURI FELIX, São Paulo
Mulher
Não! se assuste se no meio do caminho surgiram barreiras, porque ninguém melhor do que você foi feito para transpô-las.
Não! se assuste se no decorrer de sua vida surgirem amarras, porque ninguém melhor do que você foi feito para rompê-las.
E se alguém perguntar: Quem é você? Diga: ‘‘Sou aquela que veio para vencer!
Sou santa, pecadora, pura, desvirginada, deusa, guerreira, musa, anônima...
Sou a que gera e guarda a vida, e sem medo da dor a entrega para povoar o mundo.
Sou o desejo, o prazer, o refúgio, o amparo...
A metade mais perfeita.
Sou o sopro que completa o homem!’
E se alguém perguntar o seu nome, diga: ‘‘Sou Rosa, Cecília, Eunice, Paula, Verônica, Madalena, Tereza, Maria...’’
!
Não importa o nome que vier, porque a força maior está no fato de você ter nascido MULHER!
J. CARRERA, Mamborê - Pr.
Meio ambiente
Talvez a técnica associada às conquistas tecnológicas seja capaz de encontrar soluções aos problemas da devastação do meio ambiente, alteração do clima, escassez da matéria-prima etc... e possa sustituir os materiais que esgotarem por criações de laboratório ou mesmo existente em outros planetas, como alimentos sintéticos e fontes energéticas interplanetárias. E, quem sabe, não será mais imprescindível o manto verde, a biosfera, a estratosfera etc...
No entanto, isto não é a realidade hoje e, por isto, devemos dar extrema importância aos recursos renováveis e encontrarmos meios sustentáveis de uso dos recursos não renováveis.
O equilíbrio do meio ambiente é fundamental e, portanto, cada indivíduo deve dar a sua contribuição; evitando desperdício de água e energia elétrica, colocando lixo em local adequado, ensinando aos filhos atitudes ecologicamente corretas e cobrando a responsabilidade dos órgãos públicos e dos devedores ambientais (indústrias).
JOÃO MONTEIRO, Santa Mariana.
PMDB
Desejo dirigir-me ao cidadão Luiz Edgard Bueno, Bem como a todos que, como eu, sejam leitores de suas cartas sempre publicadas pela Folha de Londrina, referindo-me especialmente àquela publicada no dia 10.03.1998, sob o título ‘‘ PMDB’’. Tem razão o Sr. Luiz na crítica tecida ao resultado da Convenção do PMDB, ocorrida no último 08 de março. Aliás, nesse sentido faço minhas as suas palavras. Aquele foi um Domingo triste para os peemedebistas que pretendem trilhar o caminho da coerência com o programa, bem como com a história do PMDB. Certamente, o saudoso Doutor Ulysses, de onde estiver, deve estar lamentando o resultado, assim como lamentou quando o projeto conhecido por ‘‘Diretas Jᒒ, foi rejeitado. Ulysses lamentou, mas, não esmoreceu. Eis a lição que seguiremos. Se, por um lado, uma parte do PMDB parece não conseguir sobreviver sem status ou sem as benesses do poder, a ponto de se tornar uma espécie de camaleão (aquele bichinho que muda de cor conforme onde se encosta), por outro lado, há uma expressiva parcela do Partido que não aceita mais o fisiologismo, que tem imperado não apenas no PMDB (a nível Nacional), mas em todos os partidos, com o devido respeito, pois trata-se de mal de raiz, que somente será solucionado com uma profunda reforma no sistema político, que hoje serve de convite à infidelidade. Este, porém, é apenas mais um dos compromissos assumidos e não cumpridos pelo atual governo federal.
MARCOS ROGÉRIO LOBO COLLI, Londrina.
Desemprego
Nos últimos dias temos nos deparado com notícias anunciando a ‘‘preocupação’’ do governo com o crescente índice de desemprego. Em fase disto, FHC reuniu os seus ministros para que apresentassem propostas de geração de empregos. A impressão que temos, é que só agora o presidente teve conhecimento do problema e que está fazendo o possível para resolvê-lo. Por coincidência, num ano eleitoral.
A verdade é que os trabalhadores já sabiam disso há muito tempo, pois são despedidos milhares deles diariamente.
Talvez a sociedade não tenha parado para refletir sobre o desemprego. E certamente não refletiu porque a maioria pensante, a massa crítica da sociedade ainda não foi atingida por esse fenômeno. Mas está na hora de pararmos e refletirmos sobre o assunto. Está na hora de sermos a voz dos que não se fazem ouvir.
CARLOS AUGUSTO COSTA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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